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Empresa doará - inicialmente - 1 milhão de reais para entidade que administra barco hospital

MARFRIG ANUNCIA DOAÇÃO PARA ATENDIMENTO MÉDICO A COMUNIDADES VULNERÁVEIS DA AMAZÔNIA

Volume de atendimentos aumentará 40%. Verba será usada em testes para diagnóstico da covid-19 e para distribuição alimentos enlatados para ribeirinhos do Pará e do Amazonas

São Paulo, 20 de abril de 2020 - A Marfrig, uma das líderes globais no mercado de carne bovina, anuncia a doação de 1 milhão de reais para a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, mantida pela ordem dos franciscanos. A entidade mantém, desde 2019, o Barco Hospital Papa Francisco, que presta atendimento de saúde a mais de 1 000 comunidades ribeirinhas do Pará e do Amazonas.

Graças à verba doada pela Marfrig, o barco hospital aumentará em 40% o número de atendimentos e passará a contemplar mais seis municípios dos dois estados, que estão entre os mais afetados pela falta de estrutura hospitalar para tratamento da covid-19. "O trabalho do Barco Hospital Papa Francisco é fundamental para atender uma população que, infelizmente, é muito carente em serviços de saúde e que está vulnerável à pandemia do novo coronavírus", diz Marcos Molina, fundador e presidente do Conselho de Administração da Marfrig.

Os recursos doados pela Marfrig serão destinados ao reforço no atendimento e nos demais custos necessários para manter em atividade o barco da entidade, para subsidiar a compra de alimentos enlatados que serão distribuídos a população atendida e a compra de 2.000 testes rápidos para detecção de casos de covid-19 nessas comunidades.


Companhia abraça o combate à covid-19

A ação se soma a outras iniciativas já anunciadas pela Marfrig. A empresa foi uma das primeiras a doar recursos para que o Ministério da Saúde adquirisse testes rápidos para diagnóstico da doença. Foram 7,5 milhões de reais, suficientes para a compra de 100 000 testes. Simultaneamente, a Marfrig passou a produzir 10 toneladas mensais de álcool gel em sua unidade de Promissão, no interior de São Paulo. O produto -- fundamental à higienização e à prevenção da covid-19 - está sendo distribuído aos funcionários e a hospitais e instituições assistenciais localizadas nas comunidades onde a Marfrig opera.

No Uruguai, um dos países sul-americanos onde a companhia tem plantas, estão sendo doadas 48 000 latas de carne ao Ministério do Desenvolvimento Social, que usará o produto para complementar as cestas de emergência distribuídas às famílias em situação de vulnerabilidade. Pelos próximos dois meses, semanalmente, a Marfrig também distribuirá 3 500 refeições à base de carne bovina, servidas nas cidades nas quais mantém operação: Fray Bentos, Salto, San Jose, Tacuarembó e Tariras.

A Marfrig também instituiu um fundo para contribuição em cada uma de suas plantas uruguaias. Esses fundos concentrarão doações semanais de fornecedores ao Fundo Solidário Covid-19, iniciativa do governo do país para mitigar os efeitos da pandemia de coronavírus.

SOBRE A MARFRIG NA AMÉRICA DO SUL
A Marfrig é responsável pela gestão de 14 unidades produtivas no Brasil- incluindo a produção de alimentos prontos como carne enlatada, beef jerky, molhos e sachês. Esses produtos são comercializados no mercado interno em canais de varejo, atacado e foodservice, além de serem exportados para cerca de 100 países. A Marfrig também possui 5 unidades produtivas instaladas na Argentina, onde é líder nacional na produção e venda de hambúrgueres. No Uruguai, opera 5 unidades e é a maior empresa de abate e exportação do país. No Chile, a companhia é a principal importadora de carne bovina e mantém 1 unidade de abate de cordeiros que atende aos mais diversos países.

A UPL, uma das quatro maiores empresas de soluções agrícolas do Brasil, abordará técnicas e orientações para obter melhor pasto no período de seca em sua primeira transmissão ao vivo numa rede social. A live será realizada às 18 horas (horário de Brasília) da próxima segunda-feira (20.04), na página da companhia no Instagram (uplbr). O público poderá fazer perguntar em tempo real.

Como preparar o pasto para a seca é o tema da UPL em live no Instagram

O bate-papo será conduzido por Ronaldo Roncari, desenvolvedor de mercado da UPL Brasil e engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Na transmissão, ele receberá o convidado Wagner Pires, agrônomo com mais de 35 anos de atuação na área de pastagens e autor do livro "Manual de Pastagem - Formação, Manejo e Recuperação".

"A falta de chuvas é um dos grandes desafios que os pecuaristas precisam enfrentar para não haver impacto na produção, pois a estiagem compromete o crescimento do capim. Com pouca quantidade e baixa qualidade de pastagem, a performance dos animais também é impactada, resultando em prejuízos econômicos", explica Roncari.

De acordo com o desenvolvedor de mercado da UPL, atenção a técnicas e orientações para ter pasto melhor no período de seca é um caminho para evitar problemas. "Além disso, devemos produzir massa suficiente para chegar aos meses mais secos com capim no pasto e, ainda, ajustar a lotação de animais na propriedade. Sobre essas soluções, vamos conversar com nosso convidado, que atua como consultor e tem muito conhecimento do assunto", adianta.

A expectativa da UPL é atrair criadores, técnicos e profissionais de nutrição animal de todo o país na live, que objetiva compartilhar informações de alta qualidade em meio à pandemia do novo coronavírus. "Neste momento de crise, é preciso redobrar a atenção para manter a sustentabilidade de toda a cadeia da produção", finaliza Roncari.

Marque na agenda: transmissão ao vivo

Tema: Como preparar seu pasto para a seca?
Participantes: Ronaldo Roncari (UPL Brasil) e Wagner Pires (consultor em pastagens)
Data: segunda-feira, 20 de abril de 2020
Horário: 18 horas
Local: Instagram da UPL (www.instagram.com/uplbr).

Sobre a UPL

A nova UPL é líder na cadeia de produção de alimentos global e, com a aquisição da Arysta LifeScience, torna-se uma das 5 maiores empresas de soluções agrícolas do mundo. Com receita de aproximadamente US$ 5 bilhões, a nova UPL está presente em 76 países, com vendas para mais de 130. A empresa conta com mais de 10.800 pessoas em todo o mundo. Com acesso ao mercado global para a cadeia de alimentos e focada em regiões de alto crescimento mundialmente, nosso objetivo é transformar a agricultura através do propósito OpenAg, uma rede agrícola aberta que alimenta um crescimento sustentável para todos. A nova UPL oferece um portfólio integrado de soluções agrícolas patenteadas e pós-patente para diversas culturas, incluindo produtos para proteção de cultivos, soluções biológicas e tratamentos de semente para toda a cadeia. Para mais informações sobre a nova UPL, visite: https://www.upl-ltd.com/br.

Os trabalhos estão no mesmo ritmo verificado no início do plantio nos Estados Unidos na safra passada

EUA: começou a semeadura do milho 2020/21

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até o dia 12 de abril, 3% da área prevista com milho no país na temporada atual (2020/21) foi semeada.

Os trabalhos estão no mesmo ritmo verificado no início do plantio nos Estados Unidos na safra passada (2019/20) e ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco ciclos, que é de 4% da área de milho semeada até então.

Com relação à soja, o plantio da safra norte-americana ganha força mais para o final do mês.

O USDA divulgou no dia 31 de março as primeiras estimativas oficiais referentes às áreas plantadas com milho e soja nos Estados Unidos na temporada 2020/21.

A expectativa é de sejam plantados 39,25 milhões de hectares com milho no ciclo atual. Em relação à safra passada, o incremento previsto é de 8,1%.

No caso da soja, a área estimada é de 33,79 milhões de hectares em 2020/21, frente aos 30,79 milhões de hectares plantados na safra passada (2019/20), um aumento de 9,7%.

Lembrando que em 2019/20 o clima adverso nos Estados Unidos prejudicou os trabalhos durante as primeiras semanas de semeadura e, com isso, algumas áreas previstas com soja acabaram não sendo semeadas com a cultura.

Diante da situação atual de queda no preço do petróleo no mercado mundial e pressão sobre as cotações do etanol no mercado norte-americano, a área de milho poderá ser revisada para baixo nos próximos relatórios.

FONTE: agrolink.com.br

O Governo do Estado de São Paulo, diante da pandemia da Covid-19, tem recomendado o isolamento social para que as pessoas possam permanecer saudáveis.

Plantio de hortaliças em casa: saúde ao alcance das mãos

O Governo do Estado de São Paulo, diante da pandemia da Covid-19, tem recomendado o isolamento social para que as pessoas possam permanecer saudáveis. E a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, entre várias outras ações, tem se preocupado em reforçar que neste período não falte o abastecimento e os alimentos necessários cheguem até aos consumidores. A outra preocupação da Secretaria é com quem produz para que possa sobreviver com dignidade e renda para manter sua atividade. Mas, sem nenhum espírito de concorrência, também é bastante saudável que as pessoas possam utilizar o seu tempo em família e montar uma horta própria, a qual pode ser instalada em um pequeno espaço, como ensina o engenheiro agrônomo da Divisão de Extensão Rural da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), Osmar Mosca Diz em texto preparado para um "faça você mesmo a sua horta doméstica". Aproveite o momento, aprenda como produzir um alimento, ensine os seus a valorizarem o trabalho do produtor rural e tenha o prazer e a saúde ao alcance de suas mãos!

"O cultivo de hortaliças, hoje em dia, vem ganhando cada vez mais a atenção e a adesão das pessoas que buscam a satisfação de cultivar e colher o seu próprio alimento, contribuindo assim para um estilo de vida mais saudável. Muito versátil, a horticultura pode ser praticada, desde o plantio em pequenos vasos, jardineiras e canteiros de uma casa (ou até mesmo de um apartamento) até em escala comercial, no âmbito de uma propriedade rural.

O primeiro passo no cultivo de hortaliças é preparar bem a terra, de maneira que ela se mantenha bem arejada, adubada, com bom teor de matéria orgânica, descompactada, em grumos soltos e fáceis de revolver. Para a adubação da terra, em nível doméstico, pode-se utilizar farinha de casca de ovos (pode ser feita em casa, moendo a casca de ovo seca), farinha de ossos, torta de mamona, fosfato natural de rocha (que podem ser adquiridos em lojas agropecuárias), húmus de minhoca, cinzas de fogão ou forno à lenha, calcário, pó de conchas e composto orgânico, entre outros insumos de origem natural.

No caso de cultivo em canteiros, é necessário também que a superfície de cultivo esteja nivelada para não escorrerem as águas da chuva e das regas. Isso tudo promoverá uma boa germinação das sementes e um crescimento satisfatório das plantas, tendo em vista um bom desenvolvimento de suas raízes. Com o terreno pronto, é hora de pensar em semear ou então transplantar as mudas de hortaliças, as quais poderão ser produzidas em bandejas de isopor, em embalagens plásticas, embalagens reaproveitáveis de sucos (néctares) e de leite (entre outras), ou até mesmo no próprio canteiro, numa pequena área reservada, que será a sementeira, cuja função é oferecer às sementes as condições necessárias para a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas. As plântulas (plantas recém-germinadas), cultivadas na sementeira por algumas semanas, serão posteriormente transplantadas para o local de cultivo definitivo, de acordo com as recomendações (porte e espaçamento) para cada espécie.

Na sementeira devemos ter um cuidado ainda maior do que em todo o canteiro, peneirando a terra, retirando os torrões e protegendo-a da ação direta do sol e da chuva. Para isso, pode-se utilizar, por exemplo, uma cobertura com sombrite ou então alguma outra cobertura disponível, tal como aparas de gramas dispostas diretamente sobre a terra etc. Lembrar sempre que a ação direta do sol sobre a superfície do solo provoca o seu ressecamento e esterilização; já o impacto direto da chuva acarreta uma compactação na superfície do solo, dificultando a emergência das plantas. Numa escala maior de cultivo, há a desestruturação do solo e sua predisposição ao processo da erosão. Nessa pequena parte do canteiro (a sementeira), pode-se semear alface, almeirão, chicória, couves diversas, entre outras espécies de hortaliças (aquelas que requerem transplante posterior).

Recomenda-se semear pequena quantidade de cada vez, a fim de não desperdiçar e também para que se tenha uma ideia do total de mudas que haverá dali algumas semanas. A tendência normal é lançar muitas sementes e depois não ter espaço para plantar as mudas. Utilizando-se sementes em demasia, as mudinhas vão crescendo muito juntas umas das outras, o que compromete o seu desenvolvimento, podendo até mesmo ocasionar doenças e, também, dificultar o transplante.

Caso tenha um espaço maior, as bandejas de isopor são de grande auxílio e se optar por elas há aquelas que têm células maiores, destinadas para tomate, pimentão, pepino, berinjela (plantas maiores) e outra com células menores e, em maior número, destinada para as verduras em geral, como por exemplo, alface, chicória, almeirão, entre outras. Nas bandejas, pode-se semear um número mais exato de plantas que se deseja produzir para um determinado período de tempo e de acordo com o espaço disponível para plantio nos canteiros.

As mudas produzidas em bandejas, ao serem transplantadas, são mais facilmente adaptadas ao novo local devido à preservação por completo da integridade do seu sistema radicular. Isso representa uma grande vantagem em relação ao transplante a partir das sementeiras, situação em que se dá um maior estresse por conta do rompimento de suas raízes. Nas células das bandejas em que se deseja semear, deverá ser colocado um substrato composto por terra vegetal produzida na propriedade (a partir, por exemplo, da compostagem) ou então adquirido nas agropecuárias. No caso de se optar por fazer a mistura, será preciso uma medida de húmus de minhoca juntando-se a ela uma medida de terra peneirada e uma medida de composto orgânico peneirado.

Caso não haja um desses componentes, pode-se utilizar uma medida de terra somando-se a ela uma medida de composto orgânico peneirado (ou outra fonte de matéria orgânica peneirada). Após o preenchimento das células da bandeja com o substrato, pode-se proceder a uma leve compactação com a palma da mão e, em seguida, com a ponta do dedo, um graveto, ou um lápis fazer um pequeno buraquinho onde será colocada a semente. Cada célula da bandeja deverá receber de uma a três sementes da hortaliça que se deseja produzir, podendo semear vários tipos numa mesma bandeja. A quantidade de sementes por célula depende do vigor e do tamanho da semente.

Quanto ao tamanho, para sementes maiores como, por exemplo, as das couves, da beterraba etc., pode-se pensar em colocar apenas uma semente em cada célula da bandeja. De qualquer forma, é recomendável semear um número um pouco maior do que aquele de mudas que se deseja obter, para o caso de haver alguma falha na germinação ou no pegamento das mudas. Nos envelopes de sementes constam informações sobre o poder germinativo e as datas de colheita e de validade. Após a semeadura, molhar com delicadeza e deixar as bandejas protegidas da ação direta do sol e da chuva, preferencialmente à meia-sombra.

A rega das bandejas deverá ser diária e, em casos de dias muito quentes, até mesmo duas ou três vezes ao dia. Para isso, pode-se utilizar um pequeno borrifador (500mL) ou um regador pequeno. Como as bandejas são frágeis e relativamente grandes, pode-se pensar em cortá-las em pedaços menores, que caibam dentro de uma pequena caixa de madeira (por exemplo, aquelas de uva ou outras menores). Isso facilitará o transporte e o manejo da bandeja. O ideal é que as bandejas em que foram semeadas fiquem suspensas para que os furos inferiores recebam claridade, de maneira que as mudinhas não desenvolvam raízes além dos furinhos (a claridade inibe o desenvolvimento das raízes das mudas). Após a semeadura (tanto em sementeiras quanto nas bandejas), recomenda-se guardar o restante das sementes em suas próprias embalagens, revestidas primeiramente por um saco de papel e depois por outro, de plástico, bem fechadas e no interior da geladeira (frio e escuro).

Hora de transplantar para o canteiro

O transplante das mudas se dá, em geral, quando apresentarem (no caso de alfaces, almeirão, chicória e até mesmo couves) em torno de três a quatro folhas definitivas (sem contar aquelas duas primeiras que nascem, uma de cada lado). No caso de tomates, pimentões e berinjelas, o transplante será feito quando as plantas estiverem com aproximadamente 15 a 20cm de altura (no máximo).

Deve-se dar preferência para o transplante das mudas em dias nublados, antes ou logo após uma garoa. Caso tenha que ser feita essa operação num dia ensolarado, dar preferência para o final da tarde ou início da manhã (bem cedo), evitando- -se os horários mais quentes do dia. Tanto a bandeja quanto o canteiro onde as mudas serão transplantadas deverão ser bem molhados antes do transplante das mudas. Molhar a bandeja facilita a remoção das mudas e molhar a terra no canteiro favorece o pegamento delas. Terminado o transplante, molhar novamente e cobrir o terreno com palha, deixando-se expostas apenas as folhas das hortaliças. A palha irá manter o solo mais úmido, mas assim mesmo se recomenda molhar a terra durante toda a primeira semana após o transplante das mudas, caso não chova. Molhar com pouca água, somente na pequena área ocupada pela muda. Quando as mudinhas estão bem novas, suas raízes ocupam uma pequena porção de terra, então seria um desperdício de água molhar todo o canteiro, com mangueira, nessa fase. Use o regador, de preferência!

No caso da sementeira, deve-se molhá-la imediatamente antes do transplante e retirar as mudas com muito cuidado, com a ajuda de uma pazinha de mão, procurando levar a muda para o canteiro com o máximo de terra possível junto à raiz.

O espaçamento aproximado recomendável para as hortaliças folhosas (alfaces, almeirão, chicória etc.) é de 25 a 30cm entre plantas. A partir das bordas do canteiro até a primeira mudinha, deixar metade desse espaçamento. No caso de tomates, pepinos, berinjelas e couves (couve de folha, brócolis, couve flor e repolho), recomenda-se um espaço de 80cm entre cada planta.

Tanto a cenoura quanto o rabanete não aceitam o transplante, por isso devem ser semeados diretamente no canteiro, distribuindo-se as sementes em sulcos transversais de aproximadamente 2cm de profundidade, distanciados uns dos outros de 20 a 25cm. As sementes são assim distribuídas com parcimônia ao longo do sulco e depois cobertas com uma camada de terra fina peneirada (sem torrões). A beterraba e a rúcula aceitam ser transplantadas (podendo ser semeados em sementeiras ou bandejas), mas vão muito bem também na semeadura direta, como recomendado para cenoura e rabanete". (Osmar Mosca Diz, engenheiro Agrônomo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento -Divisão de Extensão Rural - Dextru/CDRS)

Agronegócio está mobilizado para auxiliar na luta contra o novo coronavírus (Covid-19). Além das ações relacionadas ao abastecimento, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo atua para realizar o diagnóstico da doença e discutir junto a associações e especialistas o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante a pandemia. Além disso, técnicos e pesquisadores da Secretaria com formação em biologia, biomedicina e medicina veterinária se cadastraram no Ministério da Saúde para atuar em todo o país no combate ao coronavírus, caso seja necessário.

Agronegócio se mobiliza na luta contra o novo coronavírus

O setor privado também tem feito diversas ações, sendo um exemplo delas a produção e disponibilização de 250 mil litros de álcool 70% a população, além da parceria entre o Governo do Estado e empresas para distribuição de adesivos eletrônicos (tags) para caminhoneiros. Há ainda ações da Secretaria relacionadas ao compartilhamento de orientações junto aos produtores rurais e consumidores, por meio de manuais gratuitos.

"Desde o início da pandemia, temos trabalhado de forma integrada com todas as frente da Secretaria de Agricultura, colocando à disposição toda a tecnologia e corpo técnico capacitado que atua nos institutos de pesquisa, na extensão rural, no abastecimento e na defesa agropecuária para contribuir na minoração dos problemas de abastecimento de alimentos, na saúde e no bem-estar da população", afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento Gustavo Junqueira.

A infraestrutura e a expertise do Instituto Biológico (IB-APTA) na área de diagnóstico de viroses em animais de produção permitiu que a instituição, ligada à Secretaria de Agricultura, recebesse avaliação satisfatória do Instituto Adolfo Lutz para diagnóstico da Covid-19. O Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto, que possui instalação de Biossegurança nível 3 (NB3), iniciará o atendimento após adequação e recebimento de insumos e EPI.

Na área de Equipamentos de Proteção Individual, a expertise do Instituto Agronômico (IAC-APTA) na área de EPI para aplicação de defensivos agrícolas também tem auxiliado discussões com a Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (ANIMASEG). O Centro de Engenharia e Automação (CEA-IAC) tem auxiliado, por exemplo, na revisão de nota técnica para orientações para serviços de saúde, com medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante assistência a casos suspeitos da Covid-19 no que se refere a EPI.

Além disso, o CEA tem atuado na revisão de texto geral e elaboração de respostas relacionados a fabricação e aquisição de vestimentas que possuam repelência a líquidos ou impermeáveis similares àquelas utilizadas para proteção contra agentes químicos. Outra ação é a elaboração de um manual explicativo para profissionais de saúde, para que possam entender a equivalência entre os equipamentos que utilizam e o que pode ser utilizado.

O Centro de Engenharia e Automação do IAC é referência no Brasil e no exterior em trabalhos científicos relacionados a vestimentas de proteção para aplicação de defensivos agrícolas. A instituição possui o Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (QUEPIA), que avalia os EPI agrícolas do mercado nacional e disponibiliza o selo QUEPIA para as marcas que estão em conformidade com a legislação. Além disso, o IAC integra a Comissão de Estudos de Luvas e Vestimentas para Riscos Químicos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Organização Internacional de Normatização (ISO).

Os laboratórios de prestação de serviços do IAC, como análise de solos, resíduos, microbiologia, diagnóstico de doenças e a produção de sementes genéticas continuam em atividade, atendendo aos produtores. Medidas de prevenção aos servidores foram devidamente orientadas.

Os profissionais que atuam na Secretaria de Agricultura também estão mobilizados para auxiliar o Ministério da Saúde, caso seja necessária atuação durante a pandemia. O Ministério tem o objetivo de cadastrar e capacitar nos protocolos clínicos da doença cerca de cinco milhões de profissionais de saúde de 14 categorias, como biologia, biomedicina e medicina veterinária. O reforço é para auxiliar os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) nas ações de enfrentamento da Covid-19 a partir da capacidade de trabalho.

O médico veterinário e pesquisador do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), Jackson Barros do Amaral, foi um dos profissionais da Secretaria de Agricultura a se cadastrar na plataforma do Ministério da Saúde. Amaral, que atua desde 1994 no IZ, na área de sanidade animal, explica que na verdade não existe uma saúde humana e outra animal e que o Ministério deve se beneficiar com o cadastramento de todos os profissionais da área da saúde em estudos e atividades inerentes a cada profissão na prevenção, controle, tratamento e mecanismos de transmissão da pandemia entre humanos, animais e ambiente. "Envolvendo, assim, a saúde única (humana, animal e ambiental), já discutida por diversas linhas de estudos e pesquisas pela comunidade científica. No caso dos médicos veterinários este tema tem fundamental importância, tendo em vista a interação da transmissibilidade das pandemias pelos animais, representando um campo promissor de ações conjuntas com os demais profissionais da área de saúde", afirma.

O Instituto de Pesca (IP-APTA) também colocou à disposição de pesquisadores seu material biológico de linhagens de macroalga marinha, que possuem atividades antioxidantes, anticoagulantes, antihiperlipidemicas, antihiperglicêmicas, anti-inflamatórias, antitumorais, antifúngica e antivirais. A macroalga Kappaphycus alvarezii, estudada pelo IP para o uso na indústria, é uma fonte importante do polissacarídeo sulfatado, que são componentes estruturais da parede celular da alga e são os mais estudados como compostos antivirais.

Setor privado também está mobilizado

Governo e Iniciativa privada também estão trabalhando em conjunto para ações relacionadas ao combate ao novo coronavírus. Um exemplo é a parceria entre o Governo de São Paulo e as empresas Conectcar, Sem Parar e Veloe para a distribuição gratuita sem taxa de adesão ou de mensalidade de 25.850 adesivos eletrônicos (tags) para o pagamento de pedágios nas rodovias do Estado. Ao utilizar as tags nas cabines automáticas, motoristas e funcionários eliminam o risco de contágio pelo coronavírus e agilizam o deslocamento pelas rodovias, principalmente dos caminhoneiros, principal público da ação. O Governo do Estado também criou um site (www.abastecimentoseguro.sp.gov.br) com as informações sobre as estradas para os caminhoneiros. Recentemente, o site passou a receber manifestações de consumidores, que podem relatar problemas nas estradas e estabelecimentos e denunciar a falta de itens ou preços abusivos dos produtos comercializados.

Nesse período de quarentena, 64% dos pagamentos de pedágio nas rodovias paulistas estão sendo feitos nas cabines automáticas, o que elimina o contato. O objetivo do Governo de São Paulo é ampliar ainda mais este serviço como forma de proteger esses profissionais.

Outro exemplo é o caso da Natura Co e o Grupo São Martinho que produziram 250 mil litros de álcool 70% doados para a Secretaria de Saúde do Estado com o objetivo de ajudar na prevenção do novo coronavírus e proteger a saúde de milhares de pacientes da rede pública. O álcool, doado pelo Grupo São Martinho, foi processado e envazado na fábrica da Natura em São Paulo. Foram 50 mil litros, distribuídos em embalagens de 750 ml.

Além disso, a marca Coperalcool também doou 50 mil frascos de álcool em gel para instituições de segurança pública do Estado, como a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros.

Fábio de Salles Meirelles*

A prioritária atenção à saúde do agricultor na luta pela vida

As medidas adotadas pelo Governo Federal para atenuar o abalo econômico provocado pela Covid-19 são bem-vindas, pois socorrem minimamente empresas e trabalhadores. Parcela expressiva dos setores produtivos e seus recursos humanos será abrangida, podendo, portanto, negociar suspensão dos contratos de trabalho ou redução dos salários e jornadas. São relevantes, ainda, o auxílio mensal de seiscentos reais aos informais e linha de crédito com juros baixos para empresas pagarem seus funcionários.

Espera-se que tudo seja colocado em prática com agilidade e eficácia, de modo que tenhamos condições de manter a economia respirando durante o necessário isolamento. Este cuidado, como afirmam autoridades da saúde e especialistas do Brasil e de todo o mundo, é fundamental para conter a pandemia e evitar picos de pessoas infectadas, cujo atendimento não seria suportado pelos sistemas público e particular. É hora, portanto, de proatividade, resiliência, solidariedade e sinergia dos Três Poderes e toda a sociedade.

A vida é prioritária! Exatamente para garantir esse direito original dos seres humanos, há setores que não têm o direito de parar ou atuar em home office. Refiro-me aos profissionais e empresas da saúde, da coleta do lixo, da infraestrutura, da segurança pública, da indústria de equipamentos médico-hospitalares e artigos essenciais e, em especial, à cadeia produtiva do agronegócio e abastecimento, desde o produtor rural, de todos os portes, passando pelos transportadores, distribuidores, supermercados, feirantes, varejistas de alimentos em geral, entrepostos de hortifrutigranjeiros e os serviços de apoio para que continuem operando.

Nunca é demais aplaudir e reverenciar esses heróis brasileiros, contingente anônimo das pessoas físicas e jurídicas que estão lutando de modo corajoso por todos nós na guerra da humanidade contra o novo coronavírus. Cabe, também, uma reflexão sobre o apoio que o Estado está dando a essas atividades. Infelizmente, é pouco ante a gravidade da situação. No caso da cadeia de suprimentos do agronegócio, é verdade que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento instituiu um comitê de crise para monitorar impactos da pandemia e propor estratégias, conforme decisão publicada na edição de 31 de março do Diário Oficial da União. Entretanto, é preciso ação assertiva. Uma sugestão seria linha de crédito específica, com juros próximos de zero, para que a produção agropecuária e toda a rede de abastecimento tivessem acesso a capital rápido, se necessário.

Nosso setor não fará acordos de redução de jornada e suspensão de contratos de trabalho. Afinal, não podemos, não queremos e não vamos parar, pois temos imenso compromisso com os brasileiros. Nossa força de trabalho está mobilizada. Entretanto, em situação grave como a que vivemos, podem faltar recursos para manter as operações. Sabemos que estamos numa economia de guerra e continuaremos travando o bom combate, a qualquer custo, mas um apoio mais efetivo seria importante. Incluo aqui 

Programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas permite economia de energia suficiente para abastecer 4,7 milhões de residências por um ano

Estudo indica ganhos ambientais com logística reversa no agronegócio

São Paulo, abril de 2020. Realizada pela Fundação Espaço ECO, a mais recente edição do Estudo de Ecoeficiência do Sistema Campo Limpo - programa de logística reversa de embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas - confirma os benefícios ambientais resultantes dessa operação. O levantamento aponta que, desde 2002, ano do início das atividades do Sistema, até dezembro de 2019, o funcionamento do programa resultou em uma economia de 33 bilhões de megajoules de energia, o suficiente para abastecer 4,7 milhões de residências durante um ano.

Referência mundial em destinação de embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas, o Sistema evitou a emissão de 752 mil toneladas de gás carbônico equivalente. Isso equivale às emissões geradas por um caminhão que fizesse 14 mil viagens ao redor do mundo. Para capturar essa emissão se elas tivessem acontecido, seria necessário plantar mais de 5 milhões de árvores.

Esses ganhos ambientais decorrem, especialmente, da concretização do conceito de economia circular pelo Sistema Campo Limpo, prolongando a vida útil dos materiais por meio da reciclagem. "Quando 95% do material encaminhado para destinação é reciclado, ele volta a ser usado como matéria-prima e reduzimos a extração de recursos naturais. São benefícios que contribuem de forma decisiva para o planeta", afirma João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), entidade operadora do Sistema Campo Limpo.

Sobre o inpEV
Desde 2002, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) é entidade gestora do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

Sobre o Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

Demanda deteriorada pode elevar estoques do cereal entre 25-35 milhões de toneladas

Mercado do milho sob ameaça, cuidado, diz ARC

Na avaliação da Consultoria ARC Mercosul, o mercado mundial de milho está “sob ameaça”, e o momento é de máxima cautela. “Todo o setor de energias segue sucumbindo com uma demanda desestimulada diante da quarentena obrigatória em alguns países. O petróleo se tornou o epicentro da crise de combustíveis, registrando baixas consecutivas e agressivas nesta semana; e o etanol norte-americano tem acompanhado o movimento pessimista”, dizem os analistas. 

A ARC Mercosul ressalta sua preocupação diante da vigência da contenção de consumo, uma vez que quase 140 milhões de toneladas do milho estadunidense é destinado anualmente à produção de etanol. “Caso tenhamos a permanência por mais 3-4 meses de uma demanda deteriorada, os estoques do cereal irão ser elevados entre 25-35 milhões de toneladas até o fim de 2020, inflando a oferta mundial do grão”, apontam. 

“Fomentando a visão pessimista aos preços do milho mundial, a safra estadunidense – já em processo de plantio – alcançou os 7% da área semeada até este último domingo, sendo dois pontos percentuais superior ao mesmo período em 2019. A ARC vê os contratos do milho spot na CBOT (Bolsa de Chicago) atingindo patamares abaixo os US$ 3,00 com o excesso de oferta”, concluem os analistas.

A T&F Consultoria Agroeconômica aponta, por outro lado, que Coreia do Sul e Taiwan seguem comprando milho, enquanto Brasil, Argentina e Ucrânia continuam vendendo, mantendo os Estados Unidos fora do circuito. “O USDA informou o plantio de milho dos EUA 7% completo durante a noite – cuidado, o BIG CORN está chegando – quadrado no meio dos 5% plantados nesta fase do ano passado, e os 9% tipicamente plantados de acordo com a média de 5 anos”, acrescenta.

“Enquanto isso, a base argentina continua a suavizar à medida que a colheita aumenta e a seca do Brasil está levantando mais alguns temores pela safrinha. No entanto, os preços domésticos também parecem estar caindo. As licenças de exportação da Argentina foram quase 127.000 t durante a noite. Tudo isso, sem mencionar o preço do WTI”, completa a T&F.

Em tempos de distanciamento social, como estratégia para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19), é preciso ter criatividade para ocupar a cabeça dos adultos e crianças.

Aprenda a produzir frutas em apartamentos

Que tal aproveitar o tempo mais livre do final de semana para cultivar dentro de casa - e até mesmo em apartamentos - algumas fruteiras, que lembram a infância no interior? Acerola, amora, goiaba, pitanga e jabuticaba podem ser cultivadas em vasos, no quintal ou na sacada de prédios. É o que diz o pesquisador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), José Antônio Alberto da Silva.

O pesquisador explica que essas frutas nem sempre são fáceis de serem encontradas nos supermercados das grandes cidades. "São frutas com alto potencial produtivo e que possuem mercado nos grandes centros. Há pessoas, que por conta do saudosismo da época de vivência no interior, pagam caro por elas. O problema é que estragam muito rápido depois de colhidas, por isso, nem sempre são fáceis de serem encontradas no mercado", explica.
Para driblar o problema, o pesquisador da APTA dá algumas dicas. Confira!

Plantio no vaso

O primeiro passo é adquirir mudas de boa procedência em viveiros idôneos. Isso evita que se compre plantas improdutivas ou que acabe levando para casa um tipo de fruta e mais tarde descobre que é outra.

Em tempos de pandemia, alguns viveiros estão fazendo entregas por delivery dessas fruteiras em São Paulo e no interior. A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), também ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, comercializa mudas de fruteiras em Itaberá, Marília, Pederneiras, Presidente Prudente, São Bento do Sapucaí e Tietê. Mais informações a respeito podem ser consultadas no site http://www.cdrs.sp.gov.br/portal/produtos-e-servicos/venda-de-mudas-e-sementes. O plantio pode ser feito no chão ou em vasos com pelo menos 40 litros.

- Primeiro é necessário fazer um dreno com pedras no fundo do vaso, para evitar acúmulo e excesso de água.

- Faça o plantio da muda utilizando terra fértil, rica em matéria orgânica, que pode ser facilmente encontrada em casas especializadas. Não utilize substratos puro, mas sim misturas com terra vermelha.

- É necessário escolher bem o local em que o vaso ficará no quintal ou na sacada. Geralmente as fruteiras gostam de locais bem arejados e que batam sol pelos menos durante um período do dia.

- É importante estar atento se a planta está com água suficiente. Sempre verifique se a terra está úmida, pois, tanto falta como o excesso de água faz mal a planta.

- Faça adubação complementar a cada dois ou três meses, utilizando esterco curtido e formulações NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). Se perceber que há alguma praga ou doença na planta, procure um engenheiro agrônomo.

Plantio no chão

Para o plantio no chão, devem-se ter os mesmos cuidados. A diferença é a necessidade de realizar a poda da copa das árvores mais frequentes. "Como no chão a planta tem mais espaço para se desenvolver, crescerá com mais vigor, por isso, a necessidade de sempre realizar a poda de ramos que crescerem demasiadamente e assim manter a copa no formato e altura que quiser. Vale lembrar que estas frutíferas não possuem sistema radicular muito agressivo, principalmente, quando é realizada a poda", explica Silva.

Parceria entre Secretaria de Agricultura e CNA contribuiu para balizar as negociações de compra e venda do produto no mercado nacional

Produtores e indústria de borracha natural têm novo índice de preços de importação

Heveicultura e indústria pneumática terão agora um índice - de uma instituição oficial - para balizar as negociações de compra e venda de borracha natural no mercado brasileiro. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançaram o índice de preço de importação da borracha natural, disponibilizado de forma gratuita no site do IEA e da CNA e atualizado mensalmente, sempre no segundo dia útil do mês.

De acordo com Marli Dias Mascarenhas Oliveira, pesquisadora do IEA, o Brasil já foi o maior produtor mundial de borracha natural, mas foi perdendo este posto a partir da década de 1950 e hoje é um grande importador deste produto do continente asiático, de países como Tailândia e Indonésia, por exemplo. Atualmente, 60% da necessidade brasileira de borracha natural é suprida por importação. O Estado de São Paulo é o maior produtor nacional, produzindo 60% de toda a borracha natural brasileira. "Esses dados mostram a importância de termos um índice, balizado pelos preços do mercado da Ásia, para que os produtores e indústria possam negociar, com informações seguras do mercado internacional", explica.

Para a composição do índice, os pesquisadores do IEA utilizam dados relacionados ao preço praticados para a compra desses produtos nas principais bolsas de valores da Ásia, a conversão desse valor para o dólar, e todos os custos inerentes a importação, cotação, tributação e frete para o mercado brasileiro.

Segundo Rogério Avellar, assessor técnico da CNA, a composição deste índice era uma demanda antiga da cadeia produtiva da borracha natural e se concretizou a partir dos integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). "A partir desta demanda, buscamos parceria com uma instituição séria, com capacidade técnica e idoneidade para desenvolver este índice, que é de fundamental importância para a tomada de decisão dos produtores e indústrias, que terão mais informações para negociar", afirma.

A borracha natural é considerada um produto estratégico, por ser muito utilizado na fabricação de pneus (motos, carros, caminhões e aviões), brinquedos, acessórios, calçados, autopeças e pelo setor de saúde, para fabricação de luvas cirúrgicas, seringas, cateteres e cápsulas. Obtida a partir do látex da seringueira, o produto, segundo a CNA, gera mais de 100 mil empregos diretos no campo e renda para inúmeras famílias que vivem da atividade. "É um produto muito estratégico, principalmente pelo Brasil, que escoa toda a sua produção agropecuária e industrial por meio da malha rodoviária", diz Marli.

IEA é a única instituição brasileira a coletar dados de preços pagos aos produtores de borracha natural

A pesquisadora do IEA explica que a participação do Instituto no desenvolvimento do índice se dá pela idoneidade da instituição científica, que é pública e referência em economia agrícola no Brasil. Além disso, o IEA já possui expertise na
área de borracha natural, sendo a única instituição brasileira e fazer a coleta de dados dos preços pagos aos produtores paulistas de borracha natural.

"Temos uma metodologia já consolidada nesta área, o que permitiu podermos encarar mais este desafio, ampliando o leque de nossos serviços prestados ao agronegócio paulista e brasileiro", afirma Marli.

Alimentação balanceada, com consumo de nutrientes de qualidade é essencial na manutenção da qualidade de vida de qualquer ser humano.

Como a nutrição de precisão pode contribuir na produção de carne de frango de qualidade

Afinal, somos o que comemos, então por que na criação de animais isso seria diferente? Pensando nisso, é certo afirmar que o investimento em nutrição de precisão na criação de carne de frango é uma boa maneira de aprimorar a qualidade do produto.

A nutrição de precisão é um método que aplica os nutrientes necessários na ração animal de acordo com cada fase do seu desenvolvimento. De acordo com o diretor da Quimtia Brasil, Anderson Andrade da Veiga, o processo traz benefícios para o produtor, como a redução de desperdício e a garantia do desenvolvimento do potencial genético das aves. "Com a nutrição, as aves crescem e ganham, diminuindo o tempo para o abate e ainda se tornam mais saudáveis para o consumo", salienta.

A criação de aves com qualidade superior pode ser um grande diferencial na venda para outros países, por exemplo. Visto que existe grande concorrência no ramo, a nutrição de precisão pode ser um dos fatores de distinção no mercado brasileiro, que é um dos que mais exportam este produto. De acordo com dados do relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil foi o país que mais exportou carne de frango em 2018, vendendo 4.101 mil toneladas do produto. Dentro desse cenário, o artigo mais vendido foi a ave de corte, seguido do frango inteiro.

A ração faz parte de uma tríade que contribui para a qualidade do frango, que também é composta pelo ambiente adequado e pela boa saúde do intestino das aves. Sabendo disso, o retorno econômico alcançado com o equilíbrio nutricional pode ser plenamente aproveitado pelo produtor. Porém, é preciso se atentar a alguns cuidados antes de dar início a esse processo.

Segundo o diretor regional, para que essa estratégia seja realizada da melhor forma possível é necessário dispor de um nutricionista experiente em alimentação de animais monogástricos e pelo acompanhamento de campo para avaliação dos resultados. "A participação de um especialista nessa área é muito importante para a criação de uma dieta equilibrada para o animal. Afinal, ele sabe quais nutrientes são necessários para cada fase da criação do frango, resultando em uma aplicação certeira dos recursos da empresa", explica.

A pandemia do novo coronavírus não prejudicou a produção e exportação de grãos no Paraná.

Imune ao coronavírus, movimentação de grãos deve crescer 20% no Porto de Paranaguá

No mês de março, a movimentação no estado teve aumento de 21% em comparação com o mesmo mês de 2019. E a expectativa dos terminais que integram o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá é que, no semestre, o aumento seja de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

"Tivemos um forte crescimento de 28% na safra de soja neste ano no Paraná, se comparado com 2019. A produção subiu de 16,5 milhões de toneladas na safra 2018/2019, para 20,8 milhões de toneladas em 2019/2020", explica Fabrício Fumagalli, diretor do Grupo Interalli, que opera dois terminais no porto paranaense.

Segundo ele, a previsão de crescimento da Interalli Grãos é de 15% e com uma mudança no mix dos produtos movimentados. "No ano passado, primeiro semestre, operamos muito milho. Já neste primeiro semestre, praticamente não tivemos milho, mas temos mais soja. Com isso, na matriz total, devemos crescer em torno de 15%", explica.

Fatores decisivos

As perspectivas positivas são amparadas por três fatores principais: a alta na produção paranaense, a mudança favorável no câmbio e a retomada das compras pela China.

"Os terminais estão operando, na maior parte do tempo, com pouca interrupção. Temos bastante produto, bastante demanda e outro fator que é o clima seco - fundamental para o sucesso das operações no Porto de Paranaguá. Estes são fatores que têm nos ajudado a superar possíveis problemas que o novo coronavírus poderia trazer", explica Helder Catarino, gerente do terminal Interalli Grãos, em Paranaguá.

No entanto, Helder explica que todos os terminais tiveram que se adequar e implementar medidas de proteção e prevenção, entre elas, o uso de máscaras e o reforço da higiene. Além disso, os operadores portuários se reuniram e doaram recursos financeiros para reforçar o Sistema de Saúde do município.

"Até o momento, o novo coronavírus não trouxe problemas significativos para o setor de exportação de grãos. O que houve de mudança foram as medidas de proteção que foram tomadas", reforça Helder.

Mercado aquecido

Um dos fatores que favoreceram os produtores de grãos foi a variação do câmbio que, hoje, está favorável para a exportação. "O produtor importou insumos para a produção de soja, no ano passado, com um câmbio mais baixo, teve custo reduzido para o plantio e a venda está rendendo bem agora. Ou seja, temos um mercado aquecido lá fora e a produção foi em grande escala", completa Helder.

A China é o principal comprador de grãos brasileiros, especialmente no primeiro semestre. De acordo com Fabrício Fumagalli, diretor do Grupo Interalli, o país está retomando as negociações após superar a primeira onda de Covid-19. "A China está com bastante apetite e o primeiro semestre é uma compra bem concentrada na América do Sul. A China quer retomar os negócios", comemora.

Milho deve impulsionar exportações no segundo semestre

Usualmente, o Porto de Paranaguá movimenta mais milho no segundo semestre. E, neste ano, há a possibilidade de que a crise gerada pelo novo coronavírus possa favorecer as exportações do produto.

Fumagalli explica que por causa da Covid-19, o consumo de carne diminuiu no mercado interno, então acaba sobrando milho. "Diminuiu também a produção de etanol, o que também reflete da sobra do milho. E a expectativa é que a safrinha venha com uma boa produtividade, além do câmbio favorável", explica Fumagalli. "Com isso, devemos ter uma competição menor do milho no mercado interno e grandes escalas nas exportações", finaliza.

Análises são de 16 pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola

Secretaria de Agricultura mostra impactos da pandemia em dez produtos agropecuários paulista

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), fez uma análise dos impactos da Covid-19 no agronegócio paulista. A análise contou com a participação de 16 pesquisadores do IEA, que mostram o impacto da pandemia no setor de citros, cana-de-açúcar, amendoim, algodão, soja, trigo, café, feijão, leite e derivados e carne bovina.

"Por meio do acompanhamento das principais cadeias produtivas do Estado, o Instituto de Economia Agrícola (IEA) analisou importantes aspectos das exportações, do consumo e do comportamento do mercado, resultando em informações que contribuem na tomada de decisões dos diversos agentes envolvidos, mas que também nos ajudam a compreender os reflexos e as possíveis mudanças que a pandemia pode trazer ao setor no futuro", afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento Gustavo Junqueira.

Segundo os especialistas, o novo coronavírus traz reflexos nas exportações brasileiras, com o deslocamento das exportações para regiões de maior crescimento de renda, como a venda de milho e açúcar para o Oriente Médio em detrimento de países com maior crescimento populacional, alterações nos acordos internacionais e rescisões contratuais, além da necessidade de garantia do abastecimento doméstico.

Para os pesquisadores, a pandemia faz com que a sanidade animal e vegetal ganhe vulto, exigindo mais controle, monitoramento e fiscalização, pois é um tema cada vez mais exigido pela demanda externa e interna. O rastreamento e a certificação dos produtos agropecuários devem ser intensificados, assim como o uso de tecnologias digitais no campo. "O cenário que se estabeleceu nos últimos meses fez com que setores do agro que ainda não haviam se inserido na era digital iniciassem a transformação que será bastante notada no final da pandemia. O agronegócio paulista não estará no mesmo patamar no final da crise e incrementos de inovação serão notados em todos os segmentos", avalia Priscilla Rocha Silva Fagundes, diretora-geral do IEA.

Confira abaixo a análise do IEA para dez produtos agropecuários produzidos em São Paulo.

Citros para a indústria: São Paulo é o maior produtor e exportador de citros do mundo. Os pesquisadores percebem tendência na demanda internacional por sucos cítricos, principalmente, por esses produtos serem ricos em vitamina C. Há uma tendência de normalização do mercado chinês, porém, há problemas no mercado europeu na área de liberação das cargas nos portos e uma perspectiva de aumento de preços em Nova York, devido à alta do dólar. No mercado interno há aumento do consumo de NFC, o que traz oportunidades para pequenas extratoras e aumento de venda para o consumidor. Os estoques de passagem estão altos no mercado interno e há previsão de menor safra em 2020, o que tenderia a equilibrar os preços pagos a caixa de 40,8 kg da fruta.

Cana-de-açúcar: principal produto do agronegócio paulista, o cenário mundial, segundo os pesquisadores do IEA, influencia o mercado da cana-de-açúcar, devido à alta no valor do dólar, a queda dos preços do petróleo e açúcar em Nova York e a diminuição na demanda por combustível, devido à redução no deslocamento. A maior porcentagem do mix de produção deve ser destinado a produção de açúcar. O país é um dos maiores produtores e exportadores de açúcar. No período de melhor preço do açúcar parte das unidades industriais herdaram sua produção garantindo um melhor preço para seu produto.

Amendoim: Segundo os especialistas, o cenário mundial é de queda na produção e importação aquecida para o amendoim em grão. No cenário nacional, São Paulo responde por mais de 90% da produção e a safra de 2019/2020 foi 28,5% superior à safra passada. O risco para o setor está na redução das exportações, especialmente para os países europeus, e do consumo interno, puxada pelo adiamento das festividades juninas, reprogramação da indústria e a perspectiva da comercialização. A manutenção dos estoques e a queda nos preços comprometeriam a capacidade de investimento e a dinâmica econômica de regiões como Marília, Tupã, Presidente Prudente, Jaboticabal, Ribeirão Preto e Barretos. Há, porém, oportunidades, como a ocupação de novos espaços no mercado externo e a contribuição com políticas de garantia alimentar às populações vulneráveis e de abastecimento.

Algodão: O agravamento da pandemia do novo coronavírus se dá justamente no momento da colheita do algodão no Estado, que tem produção de 38,5 mil toneladas de algodão em caroço e 15 mil toneladas de algodão em pluma. Cerca de 70% da produção brasileira é destinada à exportação. No cenário mundial, há uma desvalorização cambial favorável para exportações de algodão, mas desfavorável para importações de têxteis e uma retomada gradual da economia chinesa. Entre os riscos, os pesquisadores apontam o consumo já estagnado pelo quadro recessivo e pelas importações de têxteis nos últimos anos, o elevado estoque de fibras no Brasil e no mercado internacional, o aumento da concorrência da fibra sintética, a revisão para baixo do consumo mundial e a recessão econômica global. Entre as oportunidades está o financiamento da comercialização da safra, que pode ser um instrumento de crédito ao cotonicultor paulista.

Complexo soja: Segundo os pesquisadores, a comercialização da soja transcorre normalmente sustentada pelas vendas antecipadas e pela desvalorização cambial. Efeitos da decisão chinesa de adquirir os grãos estadunidenses são amenizados pelos contratos antecipados. Se mantida, a decisão trará implicações à safra 2020/21. O recuo da demanda por farelo poderá ser atenuado pelas exportações de carnes ligadas à desvalorização do real em relação ao dólar. Para os especialistas do IEA, o desafio imposto é a garantia de disponibilidade interna de óleo de soja, devido ao crescimento na demanda sem que a oferta acompanhe. Esse comportamento reduz significativamente o estoque do derivado. O aumento do processamento do grão que implica diminuição da quantidade exportada é a forma de garantir suprimento desse item básico da alimentação brasileira.

Trigo: A produção paulista de trigo de 2020 deverá ter início em meados a final de abril, no aguardo de melhores condições de umidade do solo. As perspectivas de preços são boas, em função das altas taxas de câmbio. O trigo paulista representa cerca de 4,5% da produção nacional, mas tem competitividade, pela boa qualidade e pela proximidade do mercado consumidor - São Paulo consome cerca de 17% do total nacional.

Café: Tem produção alinhada ao consumo e estoques com ligeira redução. Durante a quarentena houve forte incremento do consumo no Brasil e nos principais mercados demandantes da bebida. A valorização do dólar no âmbito mundial favorece os cafeicultores que, no Brasil, devem colher uma safra recorde. Existe preocupação com a colheita, que deve se iniciar na segunda quinzena de maio, demandando maior planejamento da mobilização de força de trabalho com extremada segurança sanitária dos trabalhadores envolvidos. Segundo os pesquisadores do IEA, as cotações estão favoráveis à contratação de hedge, não se descartando as vendas no físico pois, em situações de incerteza, a melhor estratégia é reforçar o caixa do empreendimento agrícola. A oferta de contêineres regularizou-se no Porto de Santos, mantendo fluxo exportador sem restrições.

Feijão: Por ser um produto de cesta básica, a demanda de feijão deve-se manter. No cenário da pandemia da Covid-19, os pesquisadores alertam para a alteração do fluxo de parte das vendas destinadas a restaurantes para o consumo doméstico, que teve compras adiantadas para garantir o abastecimento domiciliar durante a quarentena. Entre as oportunidades da cadeia está a demanda crescente do mercado internacional por produtos básicos garantidores de segurança alimentar, o que seria favorável para o feijão. Por outro lado, para atender este mercado, é necessário a ampliação das variedades plantadas, mais consumidas no exterior.

Leite e derivados: A coleta de leite tem se mostrado normal na maioria das indústrias. Há problemas localizados em algumas regiões devido à queda na demanda por leite cru de pequenas queijarias por conta do fechamento de pequenos laticínios que atendiam restaurantes e fast foods. Houve redução no consumo de derivados como queijos e iogurtes. Por outro lado, aumentou o consumo de leite UHT e em pó. A alta dos preços do milho e da soja vêm impactando os custos de produção e os produtores enfrentam alguns problemas com frete. Apesar das dificuldades, os produtores podem traçar algumas estratégias, como a compra de insumos, a organização do setor e novas formas de comercialização.

Carne bovina: O Brasil é o maior exportador de carne bovina no mundo e a China está retomando suas compras. No cenário brasileiro pode haver fechamento de algumas plantas de grandes frigoríficos e a há a preocupação dos pequenos e médios produtores quanto ao consumo no mercado interno, que traz como consequência a redução da margem de lucro. Houve queda no consumo de restaurantes e fast foods e aumento nos custos de produção devido aos preços do milho e da soja. Já houve a retomada das exportações para a China e há preocupação com a concorrência com os Estados Unidos. O benefício das exportações deve ficar para os grandes frigoríficos. Há expectativa de redução dos abates e da demanda interna, com a preferência, no Brasil, pelo consumo de proteínas mais baratas, o que impacta os pequenos e médios frigoríficos.

Também é vital reforçar o papel da agricultura familiar e impulsionar o comércio intrarregional, afirmou o Diretor Geral do IICA em um fórum virtual organizado com a Federação Centro-americana de Câmaras Agropecuárias e Agroindustriais (FECAGRO).

Garantir o abastecimento de alimentos a grupos vulneráveis e fortalecer circuitos curtos de comercialização, essenciais do setor agroalimentar da América Central e República Dominicana para enfrentar os desafios da Covid-19

Para resolver os desafios da pandemia no setor agroalimentar da América Central e República Dominicana, os países precisam concentrar seus esforços em garantir o abastecimento de alimentos às populações vulneráveis, fortalecer os circuitos curtos de comercialização, dinamizar o comércio intrarregional e reforçar sua atenção à sanidade e à inocuidade, explicou o Diretor Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero.

Os impactos da Covid-19 no setor agroalimentar destas nações, integrantes da Federação Centro-americana de Câmaras Agropecuárias e Agroindustriais (FECAGRO), foram analisados em um seminário virtual organizado em conjunto com o IICA.

Otero participou do painel de especialistas, assim como a líder das Alianças Regionais para Sistemas Alimentícios do Fórum Econômico Mundial, María Elena Varas; e o presidente da Câmara Nacional Agropecuária e Agroindustrial de Costa Rica e membro da Junta Diretiva de FECAGRO, Juan Rafael Lizano.

“Deve-se garantir a sustentabilidade da produção agropecuária, reforçar o papel da agricultura familiar, o comércio internacional e o trânsito de mercadorias, dar ênfase ao comércio eletrônico, o encolhimento de países exportadores de produtos agropecuários, alimentícios e insumos versus a alta demanda dos importadores de tais mercadorias, e assegurar a cadeia de valor desde a produção até o acesso aos alimentos por parte da população”, argumentou o Diretor Geral do IICA.

“Há de se prestar atenção ao financiamento, o endividamento e a moratória de créditos do setor agropecuário dando incentivos econômicos e fiscais; necessitamos fazer muita inteligência e vigilância sanitária prospectiva porque os novos tempos estarão caracterizados por outras surpresas e deve-se continuar cumprindo com as normativas e requerimentos, sem inventar barreiras não tarifárias”, acrescentou Otero.

O titular do organismo especializado em cooperação internacional para o setor agropecuário reafirmou que é fundamental alavancar a capacidade de produção de alimentos básicos como grãos, cereais, tubérculos, carnes, lácteos, azeites e açúcar, porque na raiz da crise “há mudanças na composição da demanda”.

No fórum virtual, Otero ressaltou que para resolver estes desafios é preciso avançar para uma agricultura digital, na qual se potencialize a inovação e o uso de mais tecnologias e ciência.

Também destacou que é hora de reconhecer, de uma vez por todas, o setor agrícola e a ruralidade como um setor estratégico.

“Basta de colocá-lo no banco dos réus, como o responsável por um monte de coisas. Pedimos ao setor agropecuário que nos apoie para defendê-lo como um setor estratégico que requer políticas de longo prazo, orçamentos e recursos humanos afins, para o qual é crucial o envolvimento dos aliados dos setores público, privado e da sociedade civil. Para mais crise, mais cooperação internacional”, concluiu.

Por sua parte, María Elena Varas, do Fórum Econômico Mundial, manifestou: “Há um sentido de urgência para gerar ações imediatas e construir sistemas mais resilientes no longo prazo, não só para responder ao que suscita a Covid-19, mas também a futuros choques. O foco está em construir sistemas alimentares sustentáveis, inclusivos, eficientes, nutritivos e saudáveis, alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”.

Juan Rafael Lizano, de FECAGRO, relembrou que produtos como café e açúcar estão com negociação muito baixa; e flores, plantas ornamentais e folhagem, melão, abacaxi, melancia e manga sentiram as pressões da crise devido ao novo coronavírus.

“O que vejo mais incerto e o que preocupa são os mercados. Isso é o que pedimos: entrar nos mercados para colocar a produção”, afirmou Lizano. 

Sobre o IICA
É o organismo internacional especializado em agricultura do Sistema Interamericano. Sua missão é estimular, promover e apoiar os esforços de seus 34 Estados-membros para alcançar o desenvolvimento agrícola e o bem-estar rural, por meio da cooperação técnica internacional de excelência.

Doença tem graves implicações na produção, com perdas econômicas e maior uso de antibióticos em rebanhos

Influenza suína - como proteger seu plantel com segurança e eficácia

Responsável por significativos prejuízos para a suinocultura - de US﹩ 3 a US﹩ 10 por animal, aproximadamente, a Influenza Suína (IS), é uma doença respiratória viral aguda, altamente contagiosa e impactante para o setor. Ao serem infectados, os suínos apresentam febre, anorexia, prostração e tosse. "O vírus da Influenza, principalmente o H1N1, tem graves implicações na produção dos suínos, levando a perdas econômicas e maior uso de antibióticos em rebanhos afetados pela Influenza. A doença causa diminuição de peso e lesões primárias no pulmão, o que facilita a entrada de agentes oportunistas, causadores de diversas infecções", explica a médica-veterinária Heloiza Nascimento, Assistente Técnica da linha de suínos da Zoetis.

A transmissão ocorre por contato direto com secreções nasais de suínos infectados e de partículas suspensas no meio ambiente. "Como a Influenza tem capacidade de causar lesões pulmonares, bactérias secundárias se aproveitam disto para se instalarem. Por isso, é de fundamental importância evitarmos a disseminação do vírus nas granjas. Além de medidas de biossegurança, como controle de entrada de pessoas e animais, realização de quarentena e vacinação dos funcionários contra a Influenza, uma das principais providências a ser adotada é a vacinação dos animais", completa Heloiza.

Neste momento em que existe a preocupação mundial com o uso consciente de antimicrobiano na produção animal, controlar os agentes primários é a principal ação a ser tomada. Neste cenário, a prevenção e a vacinação estão no centro das ações necessárias.

Além disso, a especialista ressalta também que é de responsabilidade do médico-veterinário fornecer um diagnóstico correto das doenças respiratórias que acometem os animais na granja. "É importante testar os animais para saber, por exemplo, se uma pneumonia tem origem bacteriana ou viral para que o tratamento ou a profilaxia sejam os mais adequados", diz.

Vacinação

Há cinco anos no mercado, a vacina FluSure Pandemic é indicada para suínos sadios a partir da terceira semana de idade, incluindo porcas prenhes, como auxiliar na redução de descarga nasal e também de lesões pulmonares causadas pelo vírus da Influenza. "A FluSure não só previne a infecção pelo vírus, como também auxilia o produtor na gestão de doenças secundárias, como o H. Parasuis, principalmente na fase de creche, com segurança e eficácia, evitando perdas e garantindo produtividade", informa Heloiza.

Como forma de prevenção para os leitões, a vacina é aplicada principalmente em matrizes, que transmite os anticorpos aos leitões por meio do colostro, ao nascimento.

O H1N1 pode ser carregado pelo ser humano e contaminar os animais. Sendo assim, a melhor forma de prevenção é vacinar seu rebanho e também todos que têm contato com os animais na granja.

A seguir, um vídeo explicativo sobre a doença, desenvolvido pela Zoetis, para mostrar suas formas de transmissão e como preveni-la.

http://www.zoetis.com.br/produtos-e-servicos/suinos/index.aspx

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, considera que a qualidade e a sanidade dos alimentos será uma grande preocupação do mundo inteiro após a epidemia do novo Coronavírus.

Sanidade de alimentos será preocupação do mundo após Coronavírus

E, nesse contexto, a produção brasileira já segue protocolos rígidos para garantir essa qualidade, com uma legislação sanitária atual e modernizada.

"Não tenho dúvida de que esse será um dos temas pós-Coronavírus muito debatido e de preocupação não só nossa, mas do resto do mundo. Que alimento eu estou utilizando? De onde vem? Qual a origem? E o Brasil, como trabalha com cadeias produtivas no setor de proteínas animais, talvez estejamos no topo dessa cadeia, em volume e na qualidade, na sanidade", disse a ministra.

Tereza Cristina destacou que o Brasil, como grande exportador de alimentos, sempre foi muito cobrado pela qualidade dos alimentos produzidos, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos vegetais. "Nós temos ferramentas e seguimos protocolos internacionais que são muito rígidos e o Brasil sempre foi muito cobrado por isso na área internacional. Essa será uma preocupação maior do mundo, sobre a qualidade e segurança dos alimentos consumidos".

A ministra também fez um balanço das ações do governo federal para o setor agropecuário e de abastecimento durante a pandemia, garantindo tanto a produção "da porteira para dentro" como a logística de distribuição dos alimentos "da porteira para fora".

"A nossa preocupação no primeiro momento foi para que esse setor não parasse. Não temos como deixar de alimentar as pessoas nos hospitais, as pessoas que estão em casa, as pessoas que estão trabalhando. Alimento de qualidade significa saúde e também é paz social. Imagina faltar alimentos neste momento nas prateleiras dos supermercados? Então, o abastecimento hoje tem uma atenção especial do Ministério", lembrou.

Medidas econômicas

Outras medidas econômicas do governo destacadas pela ministra têm como objetivo minimizar as dificuldades do setor agropecuário, sobretudo os produtores rurais, devido à pandemia do novo Coronavírus. Entre elas estão o acesso dos produtores ao crédito e antecipação de benefícios e garantias, como forma de assegurar renda para pequenos, médios e agricultores familiares. Foram priorizados os setores mais impactados, como hortifrúti, leite e flores.

Em apoio às cooperativas, agroindústrias e cerealistas foi autorizado o financiamento para estocagem e comercialização com recursos do crédito rural, com limite de R﹩ 65 milhões por beneficiário.

Tereza Cristina disse que neste momento o governo discute como será o Plano Safra 2020/2021, e que espera que ele seja maior que nos anos anteriores. "Sabemos que a agropecuária será uma das primeiras que pode retornar depois do Coronavírus. Essa é uma atividade que o Brasil sabe que vai ser a alavanca desse novo momento pós-Coronavírus".

Engenheiro à frente do projeto teve Covid-19 e a falta de respiradores para atender a todos os pacientes que ainda teriam a doença foi uma de suas principais preocupações

Engenheiros, pequisadores e alunos da Unila desenvolvem protótipo de respirador mecânico de baixo custo, em Foz do Iguaçu

Em meio à pandemia do Coronavírus, países do mundo inteiro, estados e municípios brasileiros lutam para conseguir respiradores mecânicos para atender a pacientes vítimas da Covid -19 que lotam os hospitais.
Para suprir essa grande demanda, um grupo de professores e alunos de engenharia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, em parceria com pesquisadores do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Campus São Carlos, trabalham no desenvolvimento de um protótipo de respirador mecânico de baixo custo. “Nós estamos desenvolvendo um ventilador pulmonar de baixo custo, mas que tenha tecnologias  superiores a um protótipo simples que ofereçam, por exemplo, alarme de pânico e  emergência no sistema, porque nós temos visto alguns modelos que não proporcionam segurança ao usuário”, explica Carlos Eduardo Palmieri, Engenheiro Eletrônico e Técnico do IFSP de São Carlos.
O coordenador do projeto, professor da Unila, Mestre e Doutor em Engenharia Mecânica-Aeronáutica pelo ITA e Tecnólogo em Mecatrônica, Oswaldo Barbosa Loureda, dá mais detalhes do equipamento que está sendo desenvolvido. “O protótipo é basicamente um respirador mecânico de emergência manual, que pode ser acionado de maneira automática. O protótipo possui dispositivos, acessórios, fontes, sistemas de controle e sensores, sistema de refrigeração, e fica dentro de uma caixa para que seja seguro e fácil de transportar”, esclarece.
O engenheiro conta ainda que ao longo do desenvolvimento do respirador a equipe descobriu que era possível melhorar o projeto. “A ventilação pulmonar, em tratamento intensivo, é muito delicada. Não é tão simples pressurizar o pulmão do paciente como muita gente está pensando. Muitas pessoas estão usando válvulas pneumáticas diretas, mas a ventilação mecânica pulmonar tem uma série de parâmetros de regulagem e de sistemas de segurança, e nós temos tentado reproduzir o que os ventiladores comerciais fazem. Assim, nós percebemos que a bolsa plástica, projetada no início dos trabalhos, não seria o mais interessante, e por isso foi substituída por uma microturbina que nós projetamos em impressora 3D, assim como é feito em vários ventiladores comerciais. Isso faz com que o nosso ventilador emergencial seja de baixo custo e mais próximo dos respiradores comerciais”, garante Loureda.
Com a propagação do novo Coronavírus e a falta de respiradores, o coordenador do projeto diz que a ideia do protótipo surgiu para suprir a demanda nacional. “Eu mesmo tive Covid-19 e logo no começo da doença fiquei pensando nesse cenário de falta de respiradores. Então nós começamos a pensar em alternativas e chegamos ao desenvolvimento de um projeto que utilizava motores automotivos, peças desenvolvidas em impressoras 3D, considerando um cenário onde não é possível importar peças, visando atender emergencialmente essa demanda dos hospitais”, lembra Loureda.
Além do empenho de pesquisadores do Campus da IFSP em São Carlos e de professores e alunos da Unila, o projeto conta ainda com a parceria de uma startup de tecnologia espacial que viabiliza diversos recursos da indústria aeroespacial. Segundo o Professor e Médico Luiz Fachini, da Unila, o protótipo está quase pronto. “Ainda estamos tentando usar sistemas de sensores alternativos que não sejam importados. Essa é a última etapa do desenvolvimento e acredito que dentro de uma ou duas semanas nós teremos o protótipo pronto já para ser testado em pulmões artificiais e simuladores”, comemora Fachini.
De acordo com o Professor Loureda, desde o início do projeto a ideia era desenvolver o respirador para torná-lo domínio público, com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O problema é que estamos vendo muita coisa estranha na internet, sem segurança,  então nós não sabemos se vamos realmente abrir essa tecnologia ou se vamos comercializar por meio de uma empresa, mas a ideia é salvar vidas nesse momento de emergência, esse é o nosso foco principal. Nós ainda não estamos pensando no modelo de negócio e certamente precisamos da aprovação da Anvisa. Nós acreditamos que por meio de um protótipo bem consistente e sofisticado, como estamos fazendo, a gente consiga uma certificação, uma liberação da Anvisa nesse momento de emergência”, diz.
O coordenador do projeto do ventilador mecânico ressalta ainda a grande vantagem do equipamento que está sendo desenvolvido. “A grande sacada desse projeto é que esse respirador vai sair muito barato, na casa dos R$ 300, R$ 400 quando for fabricado em série, e isso pode salvar a vida de muita gente”, conclui. 

Adido agrícola brasileira na Argentina avalia saída do bloco e as negociações que podem fazer do Brasil uma potência no setor

Mercosul: Brasil terá mais destaque no agronegócio

Nesta semana os países membros do Mercosul foram sacudidos com a saída da Argentina das negociações do bloco em andamento com países como Canadá, Japão, Coreia do Sul e Vietnã, mantendo apenas os acordos já firmados com a União Europeia a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta). O argumento dos país é que voltaria mais a atenção para a demanda interna e controle da crise econômica, agravada com a pandemia de coronavírus (Covid-19).

A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil (US$ 1,17 bilhões) e o Brasil por sua vez é o principal da Argentina (US$ 2,26 bilhões). Entre os produtos que o Brasil mais compra está o trigo, arroz, malte, frutas, produtos hortícolas e leite em pó. Já a argentina compra tratores produzidos no Brasil, celulose, soja em grãos, produtos de cacau, algodão, café verde e carne suína.

Nessa relação bilateral, especialistas avaliam que quem mais perde com a saída do bloco é a Argentina. O Portal Agrolink conversou com a adido agrícola do Brasil na Argentina, Priscila Rech Pinto Moser, sobre o trabalho realizado no país vizinho e as negociações que estão em tramite para o agronegócio brasileiro. A profissional está em Buenos Aires desde 2017. Atualmente o Brasil e Mercosul negociam com Canadá, Coreia do Sul , Cingapura, Líbano e Tunísia. União Europeia e Efta já está em fase de redigir acordo. Ainda não se sabe que setores e produtos do agronegócio serão beneficiados. Confira a entrevista:
"Nós entendemos que o Brasil tem que se mostrar como parceiro confiável, que prioriza e cumpre as suas relações e prazos"

"A Coreia do Sul é o 9º maior consumidor de alimentos e tem oportunidade para milho, trigo, suíno congelado, farelo de soja, carne bovina desossada e congelada" 

"A nossa relação bilateral agrícola é ótima. Vemos a disposição dos dois países de continuarem trabalhando juntos, de forma coordenada"

Portal Agrolink: como repercutiu no agro a saída da Argentina?
Priscila: na visão do Brasil, principalmente com a pandemia, devem ser firmados acordos substancias e efetivos para assegurar a comercialização sólida de produtos brasileiros. Nós entendemos que o Brasil tem que se mostrar como parceiro confiável, que prioriza e cumpre as suas relações e prazos. A firmação de acordos comerciais propricia este ambiente.  Os principais países que competem com o Brasil já se beneficiam de preferências de acordos de livre comércio em setores- chave do agronegócio. Temos que buscar isso também, principalmente neste momento. O governo argentino, que assumiu em dezembro, passado já vinha com ritmo e visão diferente em relação ao Brasil e afirmou que essa decisão de sair do Mercosul visava priorizar as demandas internas com a Covid-19 e que a Argentina estava com receio da entrada de muitos produtos estrangeiros  que poderia aprofundar mais a crise econômica do país. As entidades do agro argentino entraram em contato conosco por meio de documentos oficiais e manifestaram a insatisfação com essa medida. A nossa expectativa era de encerrar e consolidar as negociações mais avançadas até o final deste ano ou começo do ano que vem. Com a pandemia esse prazo fica prejudicado. A Argentina não está saindo em definitivo. Inclusive no futuro ela pode vir a aderir a acordos assinados em sua ausência do bloco.

Portal Agrolink: esse episódio pode repercutir em produtos e negociações do agro brasileiro?
Priscila:  as negociações com a União Européia não foram prejudicadas e correm normalmente. Inclusive a Argentina deixou claro que as negociações que estão acontecendo não serão prejudicadas. Cabe agora ver como vão ocorrer essas negociações com diferentes mercados e resultados. Por exemplo: a Coreia do Sul é o 9º maior consumidor de alimentos e tem oportunidade para milho, trigo, suíno congelado, farelo de soja, carne bovina desossada e congelada. Cada mercado vai ter a sua particularidade e oportunidade para cada um de nossos setores. 

Portal Agrolink: quais as prioridade de trabalho neste momento de pandemia?
Priscila: em plena pandemia o Brasil conquistou dois recordes: o de produção com a maior safra da história e o de exportações agrícolas. Temos três prioridades de trabalho: primeiro o abastecimento. Garantir que não faltem produtos no mercado interno para a população. Pra mim essa pandemia mostrou a importância do produtor rural e a complexidade do setor do agro, dar valor ao lugar de onde vem a comida para a mesa. A segunda prioridade é a não interrupção do livre comércio entre países, buscando a facilitação do comércio com os rigorosos protocolos sanitários que devem ser seguidos. Por exemplo: aqui na Argentina introduzimos as certificações sanitárias digitais para o comércio e o MAPA flexibilizou a certificação veterinária internacional para a entrada de cães e gatos no país. Isso facilitou a repatriação de brasileiros que podem ingressar no Brasil durante a pandemia com atestado veterinário e a carteira de vacinação da raiva em dia. E a terceira prioridade é a continuidade do acompanhamento dos avanços da agenda bilateral. Tivemos uma reunião em fevereiro, com autoridades dos dois países, onde foi feita uma agenda de trabalho. Com isso foi possível avançar em diversas questões interessantes para produtos brasileiros. Conseguimos este ano a abertura de mercado para sêmen suíno, carne de rã, lanolina, recortes de pele bovina para gelatina, produtos agrícolas termoprocessados o que inclui ovos e outros produtos, reprodutores e embriões bovinos, lácteos destinados à alimentação animal e também negociamos atualização  de certificado de importação e exportação de lácteos para alimentação humana. Conseguimos avançar em diversos temas e o trabalho segue para avançar ainda mais até maio e junho deste ano. 
 
Portal Agrolink: como vem se desenvolvendo o trabalho como adido agrícola na Argentina?
Priscila: foram grandes oportunidades de representar o Mapa em diversas rodadas de negociações internacionais, como o acordo Mercosul/UE finalizado no meio do ano passado, Mercosul e Efta finalizada em agosto e Mercosul e Cingapura. Foram diversos fóruns e eventos como reunião dos ministros do G-20, da FAO, entre outros. Nosso trabalho mais intenso é em certificação sanitária e fitossanitária. Como resultado tivemos aberturas de mercados, além dos mencionados, como soro bovino, gelatina e colágeno, seis espécies de flores, abacate, carne suína curada, peixes vivos, milheto, heparina crua bovina, unificação de certificado sanitário para carne suína fresca, atualização de certificado sanitário para produto suíno termoprocessado e internalização da resolução da cachaça. O trabalho do adido agrícola por aqui é intenso e constante. A relação bilateral é ótima. Vemos a disposição dos dois países de continuarem trabalhando juntos, de forma coordenada, com apoio dos ministros da Agricultura de Brasil e Argentina. Ainda fico até o final de 2021 aqui, com expectativa de avançar em mais temas.

Portal Agrolink: que orientações o Mapa e a ministra Tereza Cristina têm feito para o trabalho dos adidos?
Priscila: busca de melhores condições de acesso dos produtos do agro para novos mercados. Desde janeiro de 2019 obtivemos a abertura de 48 mercados, em 23 países. Outra diretriz é o estudo de políticas agrícolas e as legislações de interesse da agricultura nos países onde acontece nosso trabalho. O monitoramento de eventuais mudanças nas políticas sanitárias e  fitossanitárias; participação em eventos  de interesse do agronegócio representando o Mapa; acompanhamento de ações de cooperação na área agrícola incluindo políticas ambientais, combate a fome e desenvolvimento rural; promoção da imagem e do agro brasileiro. Os adidos têm informações e relações privilegiadas onde podem identificar tendências e oportunidades, padrões de consumo, qualidade para traçar cenários para o que pode favorecer o Brasil em comércio exterior. Infelizmente existe uma desinformação e desconhecimento sobre a agricultura brasileira e nosso papel também é esclarecer sobre isso.

Com circulação no interior do Paraná, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do Estado, a revista Sindirural é uma publicação do Sindicato Rural de Cascavel, uma das mais respeitadas representativas do setor no Paraná.

A revista

Com conteúdo totalmente direcionado aos interesses do produtor rural, a revista é distribuída gratuitamente para 2.200 assinantes, dentre eles empresas do agronegócio e a lideranças políticas do Oeste paranaense, bem como a representantes de poderes constituídos instalados em Curitiba e Brasília e organizações estaduais e federais ligadas ao segmento rural. É encaminhada, ainda, aos 178 sindicatos rurais patronais do Paraná, prefeituras do Oeste e a todos os agrônomos e médicos veterinários do município.


DADOS TÉCNICOS
Meses de circulação: Jan/fev, Mar/abr, Mai/Jun, Jul/Ago, Set/Out, Nov/Dez
Fechamento comercial: Todo dia 27 do mês anterior à circulação.
Tiragem: 3 mil exemplares.
Contato comercial: Jair Reinaldo dos Santos - Fones (45) 9972-6113 e (45) 3037-7829 (NewMídia Comunicação)
Contato editorial: sr. Paulo Vallini - Fones (45) 99972-88603 e (45) 3224-3735 (Sindicato Rural de Cascavel)

A revista é um espaço privilegiado para a difusão de novas práticas e tecnologias voltadas ao campo.

Nossos objetivos

 Ser um instrumento de defesa dos interesses do setor agropecuário e de apoio no esforço para estimular e promover a produção e o trabalho, através de conteúdo exclusivo e produzido especialmente visando a necessidade de informação dos nossos leitores. Para cumprir essa missão, foi idealizada a revista SindiRural, publicação bimestral do Sindicato Rural Patronal de Cascavel.Impõe-se, ainda, como porta-voz das angústias e reivindicações de quem se dedica à atividade agropecuária e cumpre também o objetivo difundir a necessidade e importância da organização no setor rural.

Saiba quem lê a nossa publicação

Perfil dos nossos leitores

São proprietários rurais ligados a inúmeras outras organizações deste segmento – como cooperativas, Sociedade Rural do Oeste do Paraná e associações de agrônomos, engenheiros agrícolas, médicos veterinários e de criadores de animais de diversas raças, além de produtores integrados a unidades de produção agroindustrial. Filiados do Sindicato são também proprietários de empresas do ramo agropecuário (cerealistas, revendas de insumos, agro-veterinárias, concessionárias, representações etc.), bem como possuem imóveis rurais em vários municípios do Oeste do Paraná e em outros estados, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Bahia, Goiás, Maranhão, Piauí e Pará.

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