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A nossa publicação oficial

Além de soja, milho e trigo, o Paraná também se destaca no cultivo das hortaliças. As principais culturas produzidas são batata, mandioca, repolho, tomate, alface, cebola, cenoura e beterraba.

Produção de hortaliças cresce 80% em dez anos no Paraná

Além de soja, milho e trigo, o Paraná também se destaca no cultivo das hortaliças. Em 10 anos, a produção da olericultura no Estado cresceu 82%, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Foram 3,12 milhões de toneladas em 2017, ante 1,71 milhão de toneladas em 2007. Os dados do ano passado estão sendo contabilizados. As principais culturas produzidas são batata, mandioca, repolho, tomate, alface, cebola, cenoura e beterraba. Esses oito alimentos representam 73% do total produzido da olericultura paranaense que, em 2017, registrou um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 3,29 bilhões, ou 3,39% do VBP do Estado. Por meio do Projeto Olericultura, que tem como metas organizar a produção e os produtores de hortaliças; incentivar o cultivo de alimentos seguros, sem agrotóxicos; promover a geração de renda para agricultores; e colaborar com a comercialização dos produtos por meio de pesquisa de mercado e canais de comercialização. Quase 15 mil produtores rurais são atendidos pelo projeto no Estado. “A nossa expectativa com esse trabalho é grande, porque estamos produzindo alimentos cada vez mais limpos e com menor impacto ambiental possível, gerando ainda mais renda para o agricultor”, disse o coordenador de olericultura do regional de Curitiba, João de Ribeiro Reis Junior. Ele ressaltou, também, que outra frente do projeto é incentivar o Sistema de Plantio Direto em Hortaliças (SPDH), uma técnica que minimiza os processos erosivos do solo. “Com esse método, conseguimos recuperar a fertilidade da terra utilizando práticas conservacionistas, como terraceamento, curvas de nível, rotação de cultura e uso de plantas de cobertura como adubos verde que, ao se decomporem, fornecem de forma natural nutrientes para o solo”, disse. PARCERIA O produtor Bruno Schules, 32, de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), é um dos agricultores que trabalham com olericultura no Estado e recebem atendimento da Emater. Ele planta alface americano, alface roxa e couve-flor em sua propriedade de um alqueire. Por semana, são produzidas 300 caixas de alface e 30 de couve-flor. Em parceria com os técnicos do município, Schules está desenvolvendo um novo projeto de plantio direto para a sua propriedade, onde vive com sua esposa e duas filhas pequenas. Hoje, ele utiliza o plantio na palha, uma técnica que consiste em colocar palha no solo e fazer o plantio em cima dela. “Com a implantação do plantio direto proposto pela Emater, vamos conseguir conservar ainda mais o solo Será possível plantar por 10 ou 12 anos sem a necessidade de revolvê-lo”, disse. “Sempre que precisamos do apoio e auxílio dos técnicos da entidade eles estão disponíveis para nos ajudar”, acrescentou. ABRANGÊNCIA A área cultivada com hortaliças no Paraná gira em torno de 123,5 mil hectares. As regiões Sul e Norte do Paraná são os principais polos do Estado. O volume produzido no Sul foi 2,11 milhões de toneladas (63% do total paranaense), seguido pelo Norte, com 652,7 mil toneladas (26%). *Com informações da AEN*

Seminário Técnico do Trigo reuniu no Paraná mais de 100 empresas da cadeia do trigo. Debates envolveram a introdução de novas tecnologias na cultura, pesquisas sobre o manejo pré e pós-colheita e qualidade da farinha

Cadeia debate desafios do pré e pós-colheita e reflexos na qualidade do grão

Cerca de 400 pessoas participaram da 8ª edição do Seminário Técnico do Trigo do Paraná, nesta quarta-feira, 10 de abril. O evento reuniu todos os elos da cadeia de produção de trigo em Campo Mourão/PR - uma das mais tradicionais regiões produtoras do cereal no Estado, com cerca de 10% da área e da produção. Participaram agricultores, produtores de sementes, cerealistas, técnicos e moinhos dos estados do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Paraguai.]
Os efeitos da temperatura e do tempo de secagem dos grãos na qualidade da farinha foi o tema da palestra da supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi. Ela citou os primeiros dados de uma pesquisa iniciada na safra de 2018 da Biotrigo em conjunto com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Campus de Ibirubá, que testou diferentes tempos e temperaturas de secagem dos grãos e os efeitos na qualidade da farinha. “Um processo de secagem mal feito compromete a qualidade tecnológica da farinha, porque altas temperaturas ou exposição excessiva ao calor desnaturam as proteínas presentes no grão e os efeitos são percebidos na massa, que perde extensibilidade e força”, explicou. Um dos testes realizados é a alveografia, que permite analisar características como Força de Glúten (W), Tenacidade (P), Extensibilidade (L) e a relação entre Tenacidade e Extensibilidade (P/L). “A condução inadequada desta importante etapa, pode comprometer a comercialização dos lotes de trigo, pois limita a utilização dos grãos pela indústria. É importante saber que o trigo é diferente da soja, por exemplo, que tolera temperaturas maiores. Para o trigo, o controle do secador e a temperatura da massa de grãos são imprescindíveis para que a qualidade entregue pela genética e construída no campo cheguem até a indústria”, concluiu.
Giberela do trigo
Ainda falando sobre qualidade dos grãos, um dos temas em discussão foi a importância do manejo da Giberela do trigo e como os cuidados no campo, além dos processos de armazenagem, beneficiamento e secagem dos grãos, podem comprometer ou valorizar um lote de grãos. O tema foi introduzido na palestra do fitopatologista da Biotrigo Genética, Paulo Kuhnem, que ressaltou as mudanças estabelecidas pelo Ministério da Agricultura no que se refere as toxinas produzidas por esta doença. O manejo para a adequação destes níveis de DON inicia-se no campo pela utilização de cultivares com maior nível de resistência genética à doença. “Por não se dispor ainda de cultivares imunes é muito importante que os produtores e assistência técnica estejam monitorando o desenvolvimento da cultura e as condições climáticas para realizar aplicações de fungicidas no florescimento e reduzir os teores de micotoxinas nos grãos colhidos”, disse.
Cuidados no pós-colheita
O gerente de produção de sementes, Bruno Moncks da Silva, deu seguimento ao tema abordando a importância dos cuidados no pós-colheita. Ele citou os primeiros dados de outra pesquisa da Biotrigo, realizada em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF), que avaliou o uso de equipamentos, comuns no fluxo de beneficiamento de sementes na redução do DON em trigo. Segundo Bruno, a partir do momento que as cargas colhidas entram na unidade de recebimento, os processos de pós-colheita se tornam indispensáveis para preservar e/ou melhorar a qualidade de um lote de grãos.  “Os dados preliminares da pesquisa com a utilização de equipamentos no beneficiamento são muito positivos. É preciso estudar a viabilidade de ações como estas, para somar-se aos esforços do melhoramento genético e do manejo no campo e termos no final um resultado positivo”, disse.
Uma das análises da pesquisa foi avaliar os teores de DON nos grãos e suas respectivas farinhas, com o intuito de verificar se as formas de separação foram eficientes na redução da micotoxina, especialmente porque em 2019, o Ministério da Agricultura, introduziu novos limites de DON, reforçando a necessidade de ferramentas que reduzam os teores da micotoxina da matéria prima colhida. “É importante saber que em anos agrícolas com alta incidência de Giberela nos campos, o trigo colhido será composto por grãos giberelados e não giberelados. Por isso a importância de separar tais grãos de acordo com as suas características de forma, tamanho e peso. Essa etapa não vai melhorar um grão ruim, mas vai selecionar os bons”, concluiu.
Diagnóstico e impactos do pousio “sujo”
Outro tema abordado no evento nematoides no sistema produtivo. A Nematologista Ana Paula Mendes Lopes comentou que os nematoides causam perdas estimadas em R$ 16,2 bilhões na cultura da soja e com o sistema de sucessão comumente adotado em algumas regiões do Brasil, sobretudo com soja-milho, este problema tende a aumentar progressivamente, visto que a maior parte dos híbridos semeados de milho pode multiplicar algumas espécies de nematoides importantes para a cultura da soja. 
Ana Paula ressaltou que o pousio “sujo” (quando nenhuma cultura é implantada em um período do ano, especialmente no inverno) é outro problema que pode contribuir para o aumento de populações de neumatoides na estressafra, podendo representar um risco ao sistema, especialmente para a conservação do solo. “Diferentes espécies de plantas daninhas comumente encontradas em lavouras produtivas e com resistência a alguns grupos de herbicidas podem multiplicar nematoides e, com isso aumentar o inóculo e consequentemente prejudicar a safra seguinte. Além de multiplicar nematoides, essas plantas podem ser hospedeiras de diferentes pragas e doenças”, explicou. 
O controle de nematoides é complexo, sendo necessária a adoção de diferentes métodos de manejo com destaque para o controle biológico, químico, genético e cultural. "No caso na cultura do trigo, o uso de cultivares com fator de reprodução baixo é uma boa opção de manejo, visto que vai diminuir a população na entressafra, o que consequentemente diminui os impactos na soja”, comentou. 
Trigo recordista em qualidade industrial
Ottoni Rosa Filho, melhorista e diretor da Biotrigo Genética, apresentou uma novidade para a safra de trigo de 2021. A linhagem BIO 141275, que tem como nome sugerido TBIO Astro, é uma cultivar de trigo Melhorador, de ciclo superprecoce, que já bateu três recordes dentro do programa de melhoramento da Biotrigo. “Agronomicamente é o mais resistente a germinação na espiga e ao acamamento e, considerando o nosso ranking de qualidade industrial, é o que alcançou maior Força de Glúten (W), com índices médio de 550 e até 800 em algumas amostras”, disse. A vantagem de ter maior Força beneficia tanto o produtor de trigo quanto ao cerealista. “Como ele tem Força sobrando, esse trigo vai colaborar para a valorização de todo o lote, puxando a média de outros trigos que não possuem Força tão alta, mas que são agronomicamente desejados pelos produtores”. Já quando ele estiver segregado no silo, pode ser usado para produção de pães especiais, que precisam de uma maior Força de Glúten. “A rentabilidade dele beneficiará toda a cadeia já a partir de 2021, quando estará disponível comercialmente aos agricultores”, comentou.
 
Trigo Clearfield
Vitor Bernardes, gerente de Marketing Arroz e Trigo da Basf, e André Cunha Rosa, melhorista e diretor da Biotrigo Genética, apresentaram a primeira cultivar de trigo do Brasil com a tecnologia Clearfield e os impactos da introdução dela no controle de plantas daninhas. A linhagem BIO 135033, cujo nome sugerido é TBIO Capricho CL, é resultado de uma parceria inédita firmada em 2018 entre a Basf e a Biotrigo. Segundo André Cunha Rosa, a nova cultivar resistente a um grupo de herbicidas pertencente às imidazolinonas, qualifica o portfólio da Biotrigo ao oferecer uma nova tecnologia que ajuda a eliminar importantes plantas daninhas, como o azevém (Lolium spp.), aveia (Avena spp.) e nabo (Raphanus spp.), resistentes ou não a outros herbicidas.
Segundo o gerente da Basf, atualmente, aveia e azevém são responsáveis por 20% das perdas potenciais nas lavouras de trigo. “O trigo Clearfield é a primeira tecnologia do mercado que une a melhor genética com o mais eficiente sistema de controle de plantas daninhas.  Com o manejo eficiente das plantas daninhas, o resultado de longo prazo é a maior longevidade e rentabilidade da cultura do trigo”, comentou Vitor, da Basf.
Em 2021, a cultivar Clearfield de trigo estará disponível para produção com volume para área correspondente a 5% do total plantado com o cereal e, gradualmente, a área com a tecnologia deve aumentar com a introdução de novas variedades de trigo CL. 
Posicionamento técnico para safra 2019
Para a safra de 2019, os multiplicadores de semente irão produzir o TBIO Ponteiro, atualmente a melhor e mais segura opção para abertura de semeadura nas diferentes regiões tritícolas do Sul do Brasil. Também entra em multiplicação TBIO Duque, a primeira cultivar branqueadora com bom nível de resistência à Brusone e germinação na espiga. Para os produtores, as cultivares chegam ao mercado em 2020.  O posicionamento técnico das cultivares do portfólio foram apresentadas pelos supervisores comerciais Johny Brito e Bruno Alves. Logo após, Jorge Stachoviack, gerente de novos negócios da Biotrigo, detalhou o posicionamento técnico das cultivares de trigo exclusivas para alimentação animal: Lenox, para pastejo, e Energix, linha de trigos específicas para silagem e pré-secado. O Seminário Técnico do Trigo é uma realização da Biotrigo Genética, com apoio da Sementes Butiá e Basf e INTL FCStone.
Homenagem
Durante seminário, o pesquisador da FAPA (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária), Juliano Luiz de Almeida, recebeu uma homenagem pela sua contribuição e relevância do trabalho prestado em busca da qualificação do trigo nacional.

Os desafios do agronegócio passam por investimentos em infraestrutura e na adoção da agricultura de precisão. Evento terminou na tarde desta quinta (11), em Campinas/SP

Fórum Abisolo debate a agenda da produtividade agrícola e nutrição vegetal

No atual momento político e econômico vivido pelo Brasil, a agenda que o agronegócio precisa adotar deve ser aquela mantida há muito tempo pelo setor, que é a da Produtividade. Foi essa a tônica predominante no debate promovido durante o VIII Abisolo Fórum e Exposição Internacional Tecnologia & Integração, que foi promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), em Campinas/SP. “No caso do agro, a agenda envolve, entre outros pontos: foco no investimento na infraestrutura e logística, intensificação da adoção de técnicas da agricultura de precisão e pensar o agro muito mais sintonizado com a indústria”, observou o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, que foi um dos palestrantes.

De acordo com o economista, os ganhos para a agricultura, tanto com investimentos na melhoria da infraestrutura de logística, quanto na adoção de práticas da Agricultura de Precisão, são enormes. “Há casos comprovados de que, por exemplo, a melhoria da ligação rodoviária com o Arco Norte até o Porto de Miritituba-PA, significa ganhos de R$ 10 por hectare para o produtor de grãos do Centro-Oeste. Ou a intensificação do uso das ferramentas da Agricultura de Precisão que possibilitam redução de até 20% no uso de defensivos. Tudo isso significa reforço na Agenda da Produtividade, um tema do qual vocês da área de nutrição vegetal são parte importantíssima”, resumiu o palestrante.

Coordenado pelo jornalista Willian Waack, o debate contou ainda com as participações de Elísio Contini, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa-DF; Guilherme Casarões, professor da FGV; e o cientista político Carlos Melo, professor do INSPER. Na avaliação de Casarões, que tratou do tema O Rearranjo das Relações Internacionais e os Impactos no Agro Brasileiro, Casarões enfatizou que o Brasil precisa ficar atento a inserção no comércio internacional. “Apesar do Brasil ser um player reconhecidamente competente na produção de alimentos, precisa fica atento ao aparecimento de novos integrantes desse grupo, como Angola, Moçambique, Mongólia e, sobretudo, a Rússia, que vem se movimentando para ocupar espaços no fornecimento de alimentos”, comentou.

Já o professor Carlos Melo chamou a atenção para o papel desempenhado pelo produtor rural nesse atual momento político. “O que se nota é que há uma grande discrepância entre a força econômica gigantesca que o agronegócio tem consolidado nas últimas décadas e sua força política perante os governos e também nas negociações parlamentares. Entendo que a bancada ruralista é grande, porém atua de forma fragmentada. Há ainda uma questão de que o setor falha na sua comunicação com a sociedade de forma geral”, observou Melo.

Em sua participação, o pesquisador da Embrapa-DF, Elísio Contini ponderou que o atual governo tem na agricultura uma equipe de técnicos competentes sob o comando da ministra Tereza Cristina e relembrou que o forte crescimento registrado pelo agro brasileiro nos últimos anos se deve muito ao fator inovação. “Acredito que toda evolução registrada em ganhos de produtividade de 1975 até hoje na agricultura se deve à tecnologia e menos a fatores como terra e trabalho”, ponderou o palestrante.

Todos enfatizaram o expressivo crescimento do agro brasileiro. Mendonça de Barros, por exemplo, recordou que, no período 2014-2018, o PIB do Brasil recuou 4,7%; os serviços tiveram queda de 3,2%; a indústria amargou declínio de 10,2%; e a construção civil desabou 26%. Nesse mesmo período, o agro cresceu 10%. “Para continuar nesse ritmo, será preciso vencer os seguintes desafios: seguir elevando a produtividade, avançar na agricultura de precisão e na conectividade do campo, desenvolver novas modalidade de crédito, ampliar o seguro rural, avançar em práticas de produção sustentável e cuidar bem do uso de recursos como a água”, concluiu o economista.

O VIII Fórum Abisolo terá sequência na tarde desta quinta (11) com palestras: sobre agricultura digital o destaque será Processamento de Imagens com Enfoque em Nutrição de Plantas, a cargo de Lucio de Castro Jorge, da Embrapa Instrumentação; e Substâncias Húmicas: Uma Nova Abordagem para a Valorização dos Fertilizantes Orgânicos Compostos, a ser proferida por Elke J.B. Cardoso, da ESALQ. O evento será encerrado com duas palestras internacionais a cargo da professora Vitória Fernandez, da Universidade Politécnica de Madrid-Espanha, que abordará Nutrição Foliar: Fundamentos Científicos e Técnicas de Campo; e da professora Maria Del Carmén Salas Sanjuan, da Universidad de Almeria-Espanha, que discorrerá sobre Fertirrigação: Manejo de Nutrição e Ferramentas de Controle e Diagnóstico.

Durante o Fórum Abisolo, foi feito o lançamento da quinta edição do Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal 2019, a consagrada publicação editada pela Abisolo, cujo download pode ser feito pelo link: www.abisolo.com.br/anuario

 

Serviço:

VIII Abisolo Fórum e Exposição Internacional Tecnologia & Integração

Data: 10 e 11 de abril de 2019

Local: Expo Dom Pedro (Campinas/SP)

Outras informações: (11) 3251-4559 ou www.forumabisolo.com

O relatório divulgado nesta quinta-feira (11) pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) aponta para o fim da colheita da soja e do plantio do milho. A área destinada à soja atingiu 2,98 milhões de hectares segundo o Siga. Isso representa um avanço de 280 hectares ou 10% a mais que no ciclo anterior.

Aprosoja divulga expectativa para a safrinha e fecha ciclo da soja em MS

Foram cerca de 1.982 visitas a propriedades rurais pela equipe do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SigaMS), que revisaram os números por todo o ciclo e alinharam com imagens de satélite, que confirmam o impacto da estiagem na produtividade, aumento de área para ambas culturas e expectativa de safra para o milho.

“Esperávamos uma safra perfeita para soja. Mas o cenário de produtores rurais investindo cada vez mais em tecnologia, áreas sobrepondo o que antes era pasto e cana e prometiam avanço na produção de grãos, não tiveram apoio climático. A safra fecha com média de 48,11 sacas por hectare no Estado. Identificamos médias próximas de 70 sacas e outras fazendas registraram 28,5 sacas por hectare. Isso aconteceu devido as chuvas de manga, mas também pela escassez dela no momento de desenvolvimento da planta e dos grãos”, relata o presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke.

“Em compensação o milho, boa parte está se consolidando como uma safra pujante. Estimamos um avanço na área de 5,73% e uma produtividade média de 78,2 sacas, atingindo volume de 9 milhões de toneladas”, completa o presidente.

A área destinada à soja atingiu 2,98 milhões de hectares segundo o Siga. Isso representa um avanço de 280 hectares ou 10% a mais que no ciclo anterior. Este acréscimo em cima de espaços antes dedicados à outras culturas, faz de Mato Grosso do Sul o estado com maior expansão na cultura.

Como a estiagem atingiu diversos estados, no item soja, Mato Grosso do Sul se manteve como o quinto maior produtor, somando 8,8 milhões de toneladas.

A expectativa para a safrinha é de que ele recupere a terceira posição do ranking nacional, assumindo novamente o lugar, hoje ocupado por Goiás, que está atrás de Mato Grosso (1º) e Paraná (2º).

Plantas daninhas, pragas e doenças na soja

As plantas daninhas com maior porcentagem de incidência nas propriedades visitadas pela equipe do Siga em Mato Grosso do Sul, foram o capim amargoso, buva e o picão preto. Em relação às pragas, percevejo marrom, vaquinha, percevejo barriga verde e lagarta falsa medideira apresentaram as maiores porcentagens, mas não causaram perdas significativas de produção.

Sobre as doenças que atacaram as plantas, o oídio, a antracnose e a mancha alvo representam as maiores porcentagens, mas a incidência no geral foi considerada baixa, não ultrapassando 3% para nenhuma das doenças identificadas.

A Casa Branca Agropastoril, de Silvianópolis (MG), conquistou o título inédito de Grande Campeão da raça Angus, nesta sexta-feira (12/04), no julgamento, que ocorreu na pista Central, na Expolondrina.

Casa Branca e São Marco são destaques Angus na Expolondrina

O touro PWM Temp TEICB2005 Candelero, box 47, de Paulo de Castro Marques, já havia recebido o título de reservado no ano passado. Segundo o gerente da Casa Branca, Heitor Pinheiro Machado, as expectativas eram grandes pelo bom desempenho do animal. “O prêmio coroa o trabalho de um ano inteiro de preparação para a exposição, que é onde podemos ver qual nível a nossa criação encontra-se”, afirmou.

A fêmea Cayenne TESM024 Wide, box 30, do expositor Fazenda Reunidas Pansul, Fazenda São Marco, de Itapeva (SP), recebeu o título de Grande Campeã. Segundo o gerente da pecuária da São Marco, Luciano Mundim de Carvalho, o resultado não surpreendeu, uma vez que ela já teve destaque em outras competições.

O animal Beethoven SM015 Candelero de São Marco, box 46, ficou com o título de reservado de Grande Campeão, e o terceiro melhor macho foi entregue ao animal Cash TESM030 Candelero de São Marco, ambos da Fazenda São Marco.
Nas fêmeas, a reservada de Grande Campeã foi o animal Verdana TEI68 Candelero, box 2, do expositor Fazendas Reunidas Pansul, Fazenda São Marco, e a terceira melhor, ficou com a PWM Alina TEICB2485 Erica, box 9, do criador Paulo de Castro Marques, da Casa Branca.

Ao término do julgamento, o jurado P.J. Budler pontuou o elevado nível dos animais em pista, que elevaram o patamar da disputa. O sul-africano, que participou pela primeira vez da feira, disse que tinha noção da qualidade dos animais, porém, que a exposição o surpreendeu. Durante os comentários na pista, ele afirmou que os exemplares tinham condições de competir mundialmente.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, Nivaldo Dzyekanski, o resultado é uma demonstração do excelente momento da raça no país. “Mostra que estamos no caminho certo. Animais de excelente qualidade”, afirmou, parabenizando todos os competidores.

Após o julgamento, os vencedores foram premiados em comemoração na Casa da Angus na feira.  

Alternativa indispensável para diminuir o uso de agroquímicos nos sistemas de plantio, o uso de agentes biológicos estará exposto no estande da Secretaria, onde o Instituto Biológico (IB) mostrará ao vivo como este trabalho é feito. Os visitantes poderão ver de perto insetos parasitoides, ácaros-predadores e fungos e vermes que causam doenças em insetos (entomopatogênicos).

Agrishow mostrará como usar a natureza para produzir sem defensivos

Em um mundo que exige cada vez mais alimentos com menos ou nenhum defensivo químico, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo oferece ao produtor rural opções que dispensam o uso de produtos químicos. É o controle biológico, que já tem pesquisas desenvolvidas e eficazes para diversas culturas e será apresentado durante a Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, em Ribeirão Preto.

O Instituto Biológico desenvolve pós-doutorado na área e também auxilia na instalação de biofábricas desses agentes, oferecendo assessoria anual com projeto de construção ou adaptação da estrutura, treinamento de funcionários, fornecimento das cepas e análises quali-quantitativas e de estabilidade dos inseticidas microbiológicos produzidos.

O programa começou em 2000 e já assessorou 54 empresas em 13 Estados. Cepas do IB estão uso em 1,5 milhão de toneladas de cana e em 3 milhões de hectares de soja.

Além de combater as pragas, o controle biológico oferece vantagens ambientais e sociais, aumentando o valor agregado dos produtos. Ele é ecologicamente correto também por não fazer mal aos insetos polinizadores, responsáveis por 75% da polinização de alimentos no mundo todo.

O programa completo de controle biológico com vídeos e apostilas pode ser acessado clicando aqui.

Agrishow 2019: 29 de abril a 3 de maio – das 8h às 18h

Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto – SP

Evento foi promovido pela Abisolo, em Campinas/SP, atraiu cerca de 600 congressistas, além de 38 empresas expositoras. Próxima edição está agendada para 2021

Com recorde de público e de expositores, Fórum Abisolo 2019 alcança meta de conciliar conhecimento e negócios

Com recorde de público – cerca de 600 pessoas nas plenárias –, avaliação positiva da maioria dos participantes em relação aos temas tratados nas palestras, o VIII Abisolo Fórum e Exposição Internacional Tecnologia & Integração, encerrado nesta quinta (11), em Campinas/SP, superou as expectativas da direção da Abisolo – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, organizadora do evento. “Todos os assuntos abordados foram amplamente aprovados pelo público, sendo que o ponto forte do segundo dia foi o debate sobre a atualidade política e econômica, tanto que a plateia permaneceu lotada o tempo todo, com uma longa bateria de questões dirigida aos debatedores”, comentou Roberto Levrero, presidente da entidade.
Também em relação aos expositores, que este ano totalizaram 38 empresas, contra 28 na edição anterior, Levrero destacou que o nível de aceitação foi bastante elevado. “Todos se mostraram inteiramente satisfeitos com os resultados alcançados, inclusive alguns disseram que concretizaram vendas que foram três vezes superiores as da edição de 2017”, revela o presidente da Abisolo, enfatizando que a maioria destacou o nível elevado do público que circulou pela área dos estandes. Houve ainda a manifestação corrente entre os visitantes das possibilidades de realizar contatos e trocas de informações com outras indústrias, fornecedores e técnicos, num intenso network realizado, principalmente, nos intervalos das palestras que este ano foram animados por uma bandinha que, com músicas que foram do jazz ao sertanejo de raiz, recepcionavam e convidavam os congressistas para o reinício dos trabalhos.
Nesse sentido, o objetivo principal da entidade com a realização do evento foi plenamente alcançado, uma vez que o tema central do Fórum, Tecnologia & Integração, esteve presente por meio da participação de todos os envolvidos com nutrição vegetal, desde os profissionais e estudantes de engenharia agronômica até empresas que são fornecedoras da cadeia produtiva. A fórmula do evento criou sinergia entre a área de exposição e a uma grade de palestras bem diversificada, que mesclou
assuntos técnicos e científicos, com palestras sobre inovações tecnológicas, além dos painéis de debate sobre política, economia e até o rearranjo das relações internacionais e os seus impactos no agro.
Neste ano, a parte científica do evento ganhou um peso acadêmico ainda maior por incluir duas palestras internacionais que encerraram o encontro no final da tarde de quinta (11). A professora Maria Del Carmen Salas Sanjuan, da Universidade de Almeria-Espanha, tratou do tema Fertirrigação – Manejo de Nutrição e Ferramentas de Controle e Diagnóstico; e a pesquisadora Victória Fernandez, da Universidade Politécnica de Madrid-Espanha abordou a temática Nutrição Foliar – Fundamentos Científicos e Técnicas de Campo.
A fórmula da exposição e o mix variado de temas abordados neste ano deram bons resultados, e a direção da Abisolo planeja repeti-la no XIX Fórum, a ser promovido em 2021, provavelmente no mês de abril. De acordo com Levrero, a avaliação dos participantes e expositores foi tão favorável ao evento que alguns ainda sugeriram que a associação desmembre a fórmula de palestras em workshops menores e focados em temas específicos de interesse direto da cadeia da nutrição vegetal, como soja, por exemplo. De acordo com o presidente da entidade, essa possibilidade já vinha sendo estudada, constando, inclusive, no Planejamento Estratégico da associação. Adianta que, pode ser que o primeiro deles seja programado ainda neste ano.
Durante o Fórum Abisolo, foi feito também o lançamento da quinta edição do Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal 2019, a consagrada publicação editada pela Abisolo, cujo download pode ser feito pelo link: www.abisolo.com.br/anuario

O descarte incorreto do lixo é uma das principais causas da poluição do solo e pode ser combatida pelo investimento em economia circular. A decisão das indústrias de investir em tecnologias e ações de economia circular é fundamental para preservar o meio ambiente e a saúde das pessoas, mas também para o negócio.

Dia Nacional da Conservação do Solo: economia circular a favor da conservação

O dia 15 de abril foi escolhido como o Dia Nacional da Conservação do Solo. A criação da data foi uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com o objetivo de desenvolver um pensamento crítico na população sobre a utilização correta do solo, e traz um importante alerta para empresas e comunidades: a necessidade da gestão de resíduos sólidos para sua preservação. Segundo relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe - 2018), o Brasil ainda tem mais de 3 mil lixões. Considerando que, aproximadamente, 40% de tudo que é enviado para o lixo é reciclável, investir em práticas de reciclagem reduziria o índice de contaminação do solo e também diminuiria o consumo de recursos naturais, como água e matérias primas utilizadas para a produção de novas embalagens.
Além do grande impacto causado ao meio ambiente, esta contaminação também afeta a saúde da população e os cofres públicos. O relatório da Abrelpe tmbém mostra que o país gasta R$ 3 bilhões por ano com o tratamento de saúde de pessoas que ficaram doentes por causa da contaminação provocada pelos lixões. Valor somado ao prejuízo causado pelas enchentes, outro problema que tem como uma das principais causas o excesso de lixo gerado pela população e o descarte inadequado. Os sacos de lixo jogados nas ruas podem obstruir bueiros e “bocas de lobo”, intensificando as enchentes e a proliferação de doenças.
 O papel das empresas
Cientes do impacto que seus produtos podem causar para as pessoas e para o planeta, alguns dos grandes produtores de bens de consumo vêm investindo em novos materiais, ou em processos mais eficientes de reciclagem e em tecnologias que reduzam os danos causados, principalmente pelas suas embalagens. Para isso, existem especialistas no assunto, como a TriCiclos, empresa referência em engenharia de economia circular aplicada, que desenvolve soluções para as diversas etapas do ciclo de produção, uso e descarte do seu produto. 
 “A economia circular propõe eliminar o conceito de lixo por definição, garantindo a utilização dos recursos pelo máximo de tempo possível e com maior valor agregado. Ou seja, o modelo atual linear (em que extraímos, transformamos, consumimos e descartamos) está fadado ao fracasso. É necessária uma mudança efetiva na forma de desenhar produtos e serviços para que o resultado do consumo possa se tornar o início de um novo ciclo de uso, possibilitando uma economia de recursos naturais, de investimentos na cadeia pós-consumo e de emissões de carbono” explica Daniela Lerario, CEO da TriCiclos no Brasil. “A contaminação do solo e da água é uma grande preocupação, por isso estamos do lado de empresas se importam com o impacto que geram e querem colocar no mercado produtos e serviços mais circulares”. 
 A executiva esclarece ainda que cada embalagem tem sua peculiaridade e as melhores soluções para garantir que ela volte para a cadeia dependem de vários fatores, como sua composição, características do produto embalado e hábitos de consumo. Além de soluções de reciclagem, a empresa também oferece tecnologia de ponta que pode aumentar a reciclabilidade de embalagens.
 Há dez anos, a TriCiclos coleciona casos de sucesso em vários países da América Latina. Um trabalho concluído em 2018, no Brasil, mostra como iniciativas de empresas conscientes podem obter grandes resultados e envolver a comunidade e o poder público em torno de um objetivo comum: diminuir o impacto causado pela descarte incorreto de embalagens e, consequentemente, evitar a destruição do meio ambiente e riscos para a saúde da população, além de gastos desnecessários com matéria-prima virgem.
 A campanha “Coleta Premiada”, feita em parceria com a Greco & Guerreiro (desenvolvedora de frascos plásticos situada em Morungaba, SO), tinha o desafio de coletar embalagens de PEAD – de produtos de limpeza, como amaciantes, sabão líquido, água sanitária e lustra móveis, e de higiene, como shampoo e condicionador – para transformá-los em novas embalagens. Foram coletados mais de 16.000 frascos, uma média de 1,2 embalagem por habitante, em um trabalho que levou 2 meses. A iniciativa envolveu o varejo, a população e a prefeitura em prol de uma atitude sustentável, provando que, quando todas as esferas da sociedade se mobilizam, é possível privilegiar uma economia circular.
 “A TriCiclos acredita que o lixo é um erro de design que pode e deve ser corrigido. A decisão das indústrias de investir em tecnologias e ações de economia circular é fundamental para preservar o meio ambiente e a saúde das pessoas, mas também para o negócio. Afinal, se na hora de decidir de quem comprar tivéssemos a opção de escolher empresas que não poluem o solo e não geram lixo, qual escolha faríamos?” A empresa defende que produtos e embalagens bem projetados jamais se tornarão lixo, pois servem de matéria prima pra novos processos produtivos, fazendo jus ao conceito de economia circular.
 

Há 25 anos, a Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação é o principal palco de tendências para o agronegócio brasileiro. Nesta edição, o evento inova mais uma vez ao reunir sete startups direcionadas ao segmento para mostrar tecnologias de última geração que irão contribuir para a conectividade e para a produtividade no campo.

Startups apresentam inovação e tecnologia durante a Agrishow 2019

A Arena de Inovação apresentará soluções inovadoras e importantes para o agronegócio. Confira o que as startups levarão para a feira:

A Agrobrazil mostra uma plataforma inédita que filtra, capta, analisa e organiza informações do mercado de compra e venda do boi gordo diariamente em tempo real, tais como: negócios realizados; preço e escala frigorífica; dados do mercado futuro e informações atuais sobre o mercado.  Por meio do aplicativo, o empresário e o pecuarista podem planejar estrategicamente o melhor momento de comprar ou vender, garantindo maior rentabilidade. A captação de negócios realizados é feita de duas formas: por clientes que enviam seus negócios de forma sigilosa e segura através do APP ou do captador.

Já a AgroHúngaro mostra a Digital Farms, que promete intensificar ainda mais o uso de tecnologia nas propriedades rurais. Com o sistema, o produtor rural consegue ter acesso diário a mapas de satélite filtrados por um sistema de inteligência que fornece informações precisas sobre sanidade e uso racional de fertilizantes e defensivos. Também consegue saber qual a estimativa de produção, com calibração de campo feita por programadores em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e outras instituições renomadas. No caso de consultores e grandes grupos, o sistema possibilita, o monitoramento de equipe, além de fornecer acesso a visitas programas e marcadas in loco.

A GoFarms faz o lançamento oficial de seu aplicativo, que faz o gerenciamento da propriedade rural e das atividades dos trabalhadores rurais. O principal diferencial do app é ser focado na gestão das pessoas, melhorando o fluxo de informações e possibilitando uma solução mais rápida para um problema que ocorre na fazenda, resultando em mais produtividade e mais eficiência. A plataforma pode ser usada em diversos ramos do agronegócio, desde propriedades rurais, como grãos, por exemplo, passando pela pecuária e piscicultura até usinas de cana de açúcar.

Focada no desenvolvimento de projetos de engenharia eficiente, utilizando tecnologias modernas, de maneira sustentável, com responsabilidade social e ambiental, a ModelWorks apresenta a pulverização agrícola por meio de drones, que traz como benefícios a redução dos custos do serviço de pulverização aérea, redução de riscos humanos e ambientais e aumento de produtividade.

A Prime Field disponibiliza soluções tecnológicas embarcadas em campo, visando satisfazer integralmente as necessidades e requisitos de seus clientes. Entre os produtos e serviços estão: implantação de projetos de tecnologias embarcadas e geotecnologias; serviços de Instalação eletrônica, hidráulica e mecânica em campo; agricultura de Precisão; site survey (RTK, VHF/UHF e GPRS); topografia e aerolevantamento e projetos de sistematização; aplicação de insumos a taxa variável; processamento de dados geográficos em nuvem.

Startup israelense que usa drones e inteligência artificial para ajudar agricultores a otimizar a produtividade de suas árvores, a SeeTree participa pela primeira vez da feira. Da tomada de decisões agronômicas e de negócios até a administração de operações de cultivo, a SeeTree traz uma visibilidade sobre os registros de saúde e da produtividade de cada árvore. Como resultado e com a ajuda dos conhecimentos dos fazendeiros, a administração das plantações são mais eficientes, aumentando significativamente a lucratividade.

A Smart Sensing Brasil leva sua tecnologia inovadora de pulverização: o sistema WEEDit, que identifica a presença de plantas e realiza a pulverização somente sobre as mesmas, acabando com o uso desnecessário de herbicidas. A tecnologia gera uma redução significativa nos custos de produção, aumenta a eficiência de pulverização e contribui com o meio ambiente. Além disso, uma economia de mais de 95% no uso de defensivos agrícolas têm sido presenciadas em áreas de produção de soja, milho e algodão.

Por fim, a Sunalizer, mostra sua plataforma online para contratação de projetos solares fotovoltaicos. O sistema conecta os clientes à rede de instaladores selecionados, garantindo rapidez, segurança e facilidade durante o processo de identificação, cotação e definição do seu instalador. São mais de 4.000 megawatts desenvolvidos em mais de 55 projetos no Brasil, Chile, Peru e Argentina.

A feira, que completa 25 anos de sucesso, contará com a participação de mais de 800 marcas nacionais e internacionais e espera receber mais de 150 mil visitantes vindos do Brasil e do exterior. A Agrishow terá ainda como atrações a Arena do Conhecimento, palco de apresentações de novas tecnologias e tendências; a Arena de Demonstrações de Campo, com a demonstração de cultivos e tratos de horticultura e de produtos inovadores para o agro; a Arena do Produtor Artesanal, que vai reunir produtores de café, cachaça, doces e embutidos; e o Lounge Jurídico, onde os visitantes podem tirar suas dúvidas legais.

A Agrishow é uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, principal promotora de feiras de negócios no Brasil e no mundo.

Mais informações:

AGRISHOW 2019 – 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

Data: 29 de abril a 3 de maio de 2019

Local: Rodovia  Antônio  Duarte  Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h
www.agrishow.com.br


Durante Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada no dia 29 de março, na Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC), a cooperativa apresentou os resultados da performance do ano passado. "O ano de 2018 foi um dos melhores para a cooperativa em seus 18 anos de atividades", afirmou o presidente do Conselho de Administração, Guido Bresolin Júnior.

Sicoob Credicapital realiza AGO e apresenta resultados positivos de 2018

O planejamento, o trabalho e o profissionalismo são qualidades que, se somadas, podem potencializar resultados mesmo em épocas difíceis. É isso que demonstram os números da prestação de contas de 2018 do Sicoob Credicapital. As informações detalhadas durante a AGO foram apresentadas anteriormente em 18 pré-assembleias, que contaram com a participação de mais de três mil pessoas, mais do que o dobro em participações que no ano anterior. "O bom desempenho se deve também à união dos cooperados, à confiança depositada na diretoria e ao comprometido trabalho de todos os colaboradores", enfatizou Guido, destacando que os números alcançados mostram a força da cooperação e o quanto essa estratégia de parceria pode contribuir para o crescimento social e econômico de uma comunidade.
 
Resultados - O Sicoob Credicapital fechou o ano de 2018 com 19 agências, crescimento de 18%, com 29.430 cooperados (29% a mais em comparação ao ano anterior), R$ 538 milhões em recursos administrados (22%), R$ 347 milhões em operações de crédito (28%), patrimônio líquido de R$ 61,1 milhões (29%). Em sobras foram R$ 12 milhões (213% a mais que em 2017, quando elas foram de R$ 934 mil).
 
"Esse é um resultado que impressiona, porque além dos desafios comuns e de um mercado competitivo, tivemos um ano de acentuada crise econômica e de dificuldades políticas", diz o diretor-executivo da cooperativa, Valdir Pacini.
 
O total do ativo do balanço patrimonial de 2018 foi de R$ 538,4 milhões. Em 2017, foram R$ 440 milhões. Na AGO, os cooperados presentes deliberaram sobre a destinação das sobras, que descontadas as obrigações previstas em lei e em estatuto, foram de R$ 4,3 milhões.
 
O rateio desse valor foi aprovado de acordo com os seguintes critérios: 35% para os cooperados que mantiveram depósito a prazo na cooperativa, 25% com base no depósito à vista, 20% com base nos juros pagos (para os cooperados tomadores), 10% de acordo com a utilização da máquina de cartões Sipag e 10% proporcional ao pagamento de tarifas. Os valores resultantes serão distribuídos da seguinte maneira: 50% será creditado aos cooperados em conta-corrente e outros 50% em conta-capital.
 
Metas – Na ocasião, também foram aprovadas as metas para o exercício de 2019. A projeção é que os resultados cheguem a R$ 16 milhões, o número de cooperados alcance a marca de 38 mil e sejam inauguradas três novas agências, em Cascavel, Nova Laranjeiras e Boa Vista da Aparecida.
 
Os presentes na AGO também apreciaram e deram aval à diretoria para prosseguir com o projeto de expansão do Sicoob Credicapital para a região de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Para Alexandre Slivnik, especialista em gestão de pessoas, com especialização em Harvard – Graduate School of Education, diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), as profissões que não se adequarem às mudanças e necessidades atuais tendem a ser engolidas. "É preciso reinventar a profissão. Além da personalização, deve-se pensar no público do negócio e como atingi-los. Para isso, é preciso ir até o cliente, fazer um atendimento personalizado, oferecer soluções inovadoras e uma extraordinária experiência", destaca.

Negócios em família precisam se reinventar para manter sua longevidade

Especialista em gestão de pessoas fala da importância do uso da tecnologia e personalização do atendimento ao cliente para esse segmento

Visto a modernidade em que nos encontramos, com atualizações e inovações tecnológicas, nossa realidade passa por diárias transformações que tornam alguns hábitos e costumes imediatistas. Por este motivo, muitas profissões estão entrando em extinção ou perdendo sua funcionalidade, como é o caso de estabelecimentos locais e familiares.

Para Alexandre Slivnik, especialista em gestão de pessoas, com especialização em Harvard – Graduate School of Education, diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), as profissões que não se adequarem às mudanças e necessidades atuais tendem a ser engolidas. "É preciso reinventar a profissão. Além da personalização, deve-se pensar no público do negócio e como atingi-los. Para isso, é preciso ir até o cliente, fazer um atendimento personalizado, oferecer soluções inovadoras e uma extraordinária experiência", destaca.

Sebos, locadoras de filme, alfaiates e mais profissões de comércio local costumam funcionar em estabelecimentos pequenos e de bairro, gerando uma característica muito comum entre eles que é fato de costumarem ser negócios entre família que são passados entre as gerações.

Por conta deste formato, muitos não se atualizam frente às inovações disponíveis para os afazeres cotidianos. Pensando nisso, Slivnik ressalta que a relação com o cliente pode ser um ponto para equilibrar essa questão. "Conversar com os clientes pode ser uma estratégia muito barata e impactante, o que proporciona uma maior probabilidade de ótimos resultados. É preciso estar atento às necessidades para gerar novas oportunidades", informa o especialista.

Dentro desse cenário de trabalhar com a família, o gestor destaca a importância de saber separar relação profissional e pessoal, a fim de que o negócio possa ser produtivo e a relação familiar mantida de forma saudável. "É preciso muita conversa e ter valores familiares sólidos, caso contrário, a tendência é destruir o negócio e, infelizmente, a família", informa.

Sobre os vínculos emocionais, é preciso saber suas influências, mas ainda assim reinventar e ressignificar a profissão e a forma de se fazer negócio, a fim de entender as necessidades específicas da nova geração de consumo para perpetuar essas profissões consideradas antigas e o estabelecimento possa continuar atendendo seus clientes e gerando bons resultados.

Slivnik salienta que "a mudança de mercado acontece diariamente", e separou cinco dicas para quem tem um negócio de família para que ele possa se perpetuar entre mais gerações. Confira!

  1. Nunca leve discussões do trabalho para dentro de casa. É preciso saber separar para que as relações sejam sustentáveis.
  2. Defina claramente o papel de cada um e respeite as decisões tomadas.
  3. Defina um líder que tomará a decisão final nas discussões. Quando alguém tem, previamente combinada, essa função, fica mais fácil aceitar as decisões.
  4. Fique atento à mudança de comportamento dos clientes. Escute eles, entenda o que eles verdadeiramente querem e esperam de você.
  5. O melhor marketing é aquele que o seu cliente faz do seu negócio. Não simplesmente atenda as necessidades do seu cliente, exceda e vá além do que ele espera de você. Com isso, com certeza ele voltará e, melhor, trará novos clientes!

Alexandre Slivnik é reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). É Vice-Presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É membro da Society for Human Resource Management (SHRM) e da Association for Talent Development (ATD). Palestrante e profissional com 19 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, ÁFRICA e JAPÃO, tendo feito especialização na Universidade de HARVARD (Graduate School of E ducation - Boston / EUA). www.slivnik.com.br

No mês da Conservação do Solo, Cascavel e Toledo realizam pesquisas, acordos e investimentos para melhorar a qualidade das estradas rurais da região

Cascavel firma parceria para melhorar condição de estradas rurais dos distritos

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura - FAO, a demanda mundial por alimentos aumenta a cada ano e os estoques começam a se esgotar em várias regiões do planeta. E para que haja uma boa produção é necessário o uso sustentável do solo. Atualmente a preocupação mundial envolve o desgaste das áreas produtivas, por isso o Brasil instituiu a Lei n° 7.876 em 13 de novembro de 1989, definindo 15 de abril como o Dia Nacional da Conservação do Solo. A meta é levar a população a essa reflexão, rever conceitos e avaliar as práticas sobre a conservação dos solos além e a necessidade da utilização correta desse patrimônio natural da humanidade.

No Paraná, em meados de 1980, o Governo do Estado iniciou o Programa de Microbacias e lançou o Sistema de Plantio Direto que atua de forma diferenciada no manejo do solo visando diminuir o impacto da agricultura e das máquinas agrícolas como tratores e arados sobre a terra. Esse sistema avançou e hoje a maioria dos produtores de grãos do Estado e também do País, utilizam este processo em suas lavouras para minimizar os impactos negativos na agricultura.

Porém ao longo dos últimos anos, alguns fatores passaram a impactar negativamente a agropecuária paranaense. Em função do produtor não dar continuidade às ações de conservação do solo houve perdas gradativas nas culturas. A discussão de que o sistema de plantio direto seria capaz de dar uma solução definitiva para o problema também colocou em segundo plano as ações de manejo do solo.

A evolução tecnológica no agronegócio, que permite maior rendimento e menor custo nos processos de plantio e colheita, também contribui, em alguns aspectos, de forma negativa para a conservação do solo. Isso acontece porque a utilização de máquinas de maior porte tem seu rendimento comprometido pela utilização dos terraços (murunduns), que acabam sendo retirados e, em consequência, promovem a erosão do solo.

Programa Prosolo: parcerias em prol da conservação do solo e preservação ambiental

Para reverter essa situação, em agosto de 2016 o Governo do Estado criou o Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná. Trata-se de um conjunto de ações estruturais realizadas em parceria com organizações públicas e privadas em projetos integrados, com o objetivo de financiar pesquisas e a capacitação dos produtores rurais e técnicos para a retomada do processo de conservação do solo e água. O Prosolo também busca incrementar a produtividade agrícola e a preservação ambiental. O programa define critérios técnicos de sistemas conservacionistas para redução de perdas de solo e água em solos, manejos, climas e cultivos regionais do Paraná.

As ações do Prosolo são desenvolvidas em parceria com Crea-PR, Emater, Codapar, Adapar, Iapar, Ocepar, Apepa, Sanepar, Copel, Itaipu, Fundação Araucária, Sistema Faep, Fetaep, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação e Universidades Públicas do Estado.


Toledo é referência em pesquisa sobre solo na região Oeste

Para compreender como a ação da chuva interfere no solo da Microbacia da Região Oeste, o pesquisador do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) Luiz Antônio Gamão Júnior realiza, há cerca de dois anos, uma pesquisa com o solo da cidade de Toledo, que representa as características da região. Ainda em fase inicial, o trabalho é feito com a separação do solo e sua análise após cada chuva. A coleta de dados também verifica a situação dos terraços, que são barreiras naturais feitas no solo para impedir o livre fluxo da enxurrada. O programa Prosolo em Toledo também estuda o espaçamento ideal entre os terraços, as perdas de nutrientes no solo e a rotação de culturas.

O resultado dessa pesquisa vai contribuir para orientar os agricultores no futuro quanto às melhores técnicas de manejo de solo a serem utilizadas na região Oeste, visto que hoje as técnicas utilizadas são aquelas desenvolvidas nos Estados Unidos, país que possui características bem diferentes das do solo brasileiro.


 
Parceria e investimento são estratégias para melhorar estradas rurais de Cascavel

A falta de conservação do solo é uma das causas de um problema que afeta grande parte da agricultura brasileira: o escoamento da produção agropecuária. Um volume significativo da extensão da rede viária do País é composta por estradas rurais não pavimentadas que acabam se tornando o principal meio de escoamento da produção. E apesar de sua extensão e da grande importância econômica e social, essas vias são, em sua grande maioria, mal conservadas e acabam gerando prejuízos econômicos além de promover transtornos aos agricultores e comunidades que vivem no seu entorno.

De acordo com o Engenheiro Agrônomo e vice-presidente da Areac, a Associação Regional dos Engenheiros Agronômos de Cascavel, Fernando Luiz Rocha Pereira, a solução para estradas rurais mal conservadas é a readequação das vias. “Cascavel possui mais de três mil quilômetros de estradas rurais, a maioria delas sem cascalho ou pavimento. Em dias de chuva, por estar em um nível abaixo das lavouras, a força dessa água percorre as estradas prejudicando ainda mais sua estrutura já precária, por isso é necessária a instalação de pontos de recolhimento dessa água da chuva para evitar a erosão do solo”, explica.

O vice-presidente da Areac recorda ainda que uma parceria foi firmada este ano entre a Associação e a prefeitura de Cascavel no sentido de promover um trabalho integrado com os agricultores. “O técnico da prefeitura indica ao agricultor a necessidade da conservação de solo e os profissionais da Areac credenciados a executar o trabalho. Caso o produtor não realize a conservação do solo, a Adapar então fará a notificação”, conclui.

Fernando Luiz Rocha Pereira afirma ainda que o acordo prevê que os agricultores que não se comprometerem a realizar o manejo do solo serão, num segundo momento, autuados. O Crea-PR, Regional Cascavel, lembra que as atividades de conservação do solo e readequação de estradas devem ser planejadas e acompanhadas por um Engenheiro Agrônomo.

A Secretaria de Agricultura de Cascavel também está envolvida para a melhoria das estradas rurais que cortam os sete distritos do município. Para a readequação de 160 quilômetros de estradas rurais foram disponibilizados em 2019 recursos na ordem de 30 milhões de reais em investimentos.


Historicamente, o primeiro trimestre do ano é mais fraco, mas este foi o melhor primeiro trimestre da história em volumes de mercado no segmento Montadoras

Empresas Randon registram crescimento da receita em todas as divisões no primeiro trimestre

A Randon S.A Implementos e Participações (Empresas Randon) inicia 2019 com boas perspectivas. Após um desafiador 2018, a Companhia encerra o primeiro trimestre deste ano com indicadores positivos tendo registrado crescimento de receita líquida em todas as divisões (montadoras, autopeças e serviços financeiros), comparando 1T2019 com 1T2018, apesar de uma pequena redução em relação ao último trimestre do ano anterior.

 A receita bruta total, com impostos e antes da consolidação, somou R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre deste ano, o que representa aumento de 25,9% no comparativo com o mesmo período de 2018 (R$ 1,3 bilhão) A receita líquida consolidada cresceu 23,0% atingindo R$ 1,1 bilhão contra R$ 921,6 milhões em igual período de 2018. O lucro bruto consolidado atingiu R$ 268,9 milhões (23,8% superior ao 1T18) e a margem bruta passou de 23,6% no 1T18 para 23,7% no 1T19. No primeiro trimestre, o EBITDA consolidado somou R$ 134,3 milhões, redução de 15,8% em relação ao valor obtido no mesmo trimestre de 2018 (R$ 159,5 milhões). A margem EBITDA passou de 17,3%, no 1T18, para 11,8%, no 1T19. A redução do EBITDA no 1T19 deve-se ao impacto negativo do Hedge Accounting em R$ 18,5 milhões. Já o 1T18 havia concentrado grandes volumes de não recorrentes o que beneficiou o EBITDA no período.

“A tônica deste novo momento é a confiança de que teremos um ciclo positivo, mas com desafios para controlar a inflação de materiais e conduzir bem os processos de integração das novas controladas. Também estamos atentos ao crescimento econômico brasileiro, fator fundamental para a estabilização da demanda”, observa o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato.

Montadoras – Embora historicamente o primeiro trimestre do ano seja o mais fraco em termos de volumes, este foi o melhor primeiro trimestre da história em volumes de mercado. Do total de 13.949 emplacamentos no mercado brasileiro (60,9% maior do que no 1T18), 4.413 foram produtos Randon, o que representou uma Market share de 31,6%. A Companhia está conduzindo uma série de iniciativas e investimentos para elevar sua produção em 30% até meados do ano para fazer frente à demanda aquecida.

Vagões ferroviários -  Foram vendidos 86 vagões ferroviários no trimestre, contra 355 unidades no mesmo período do ano anterior (-75,8%). O mercado de vagões ferroviários deve permanecer pressionado neste ano, mas há sinais positivos como o recente leilão do trecho da ferrovia norte–sul, além de avanços nas discussões para renovação das concessões ferroviárias. 

Autopeças - O crescimento nas vendas de caminhões no mercado brasileiro está sustentando os volumes de produção das OEMs. As exportações, por outro lado, apresentaram queda mais acentuada de -65,6%, muito por conta do fraco desempenho da Argentina, principal destino das vendas de caminhões brasileiros ao mercado externo. A demanda das OEMs por autopeças permaneceu aquecida, principalmente nos segmentos de caminhões pesados e semipesados, beneficiando diretamente os volumes das empresas dessa divisão e que estão mais ligadas a estes produtos. Já no mercado de reposição, o cenário no início de 2019 foi mais desafiador que o esperado. Para a Fras-le, que tem grande exposição a esse setor, o ambiente competitivo se mostrou bastante acirrado.

Mercado externo - As vendas consolidadas para o mercado externo somaram US$ 40,4 milhões no 1T19, 9,8% acima do 1T19. As exportações das Empresas Randon representaram 13,5% da receita líquida consolidada no 1T19, contra 13,4%, no mesmo período de 2018. Neste trimestre, a receita de exportação proveniente de semirreboques apresentou crescimento de 40,5% no comparativo com o 1T18. O Chile permanece sendo o principal destino de implementos, seguido por Paraguai e Cuba. No mercado africano, o cenário é positivo embora os volumes ainda sejam baixos. No primeiro trimestre deste ano foram exportados 49 equipamentos para Gana e Costa do Marfim, países com liquidez e boas perspectivas de negócios. Com a redução das exportações para o mercado argentino, neste 1T19, o NAFTA passou a ser a região mais relevante para a Companhia, representando 40,0% das exportações consolidadas. O total entre a soma das exportações e das receitas geradas no exterior (com eliminações) foi de US$ 68,6 milhões no 1T19 contra US$ 65,3 milhões no 1T18.

Depois de cerca de 23 horas de maratona, o Hackathon Inova Agro encerrou por volta das 18h deste sábado, 11, com os três vencedores que disputaram os postos com mais 29 equipes. Foram 32 ao todo. A equipe“Vision” ganhou em 1º lugar e foi premiado com R$ 4 mil. Já o segundo foi o grupo “Zóio”, com R$ 2 mil e o terceiro colocado foi “El Largathon”, que levou R$ 1 mil.

Aplicativo para locação de pasto ganha o Hackathon 2019


O sistema é semelhante ao do Arbnb, mas hospeda gado para pastagem. A equipe vencedora apresentou um aplicativo para locação de pastos. “Pecuaristas que tem muitas cabeças de gado e está sem pasto para deixá-los, pode conseguir o local pelo aplicativo. O mesmo na situação inversa. Quem tem uma área verde ociosa, pode ceder por um tempo e valores negociáveis para hospedar os animais”, explica Everton Caniato, integrante da equipe vencedora.
O grupo Zóio desenvolveu uma ferramenta que faz o remanejamento do gado no pasto. “O capim fica baixo e o gado continua comendo. Em uma pesquisa de campo, conseguimos acompanhar a problemática diária e propor uma solução”, comenta Carl Kawasaki, integrante da equipe.
Ele diz que os recursos da premiação serão destinados integralmente a execução do projeto. “Já era algo conversado entre a gente, mesmo se não tivessem recebido algum prêmio”, acrescenta.
O terceiro colocado produziu um aplicativo para inseminação artificial, comércio de sêmen bovino. Eles já haviam ganhado na mesma classificação na edição de 2018. “Não existe nada semelhante no mercado. Nossa ideia é inovadora e vamos trabalhar mais afundo nele”, frisa Gabriel Prado, membro do El Largathon.
Para Fabiana Cristina Azevedo, diretora empresarial da UniCesumar, parceira da iniciativa, todos os projetos apresentados tinham relevância e a disputa foi acirrada. “Os ganhadores terão consultoria do Sebrae. Os demais foram convidados a participarem de outros projetos da nossa instituição, para a ideia sair do papel e virar um negócio de verdade. Parabéns a todos”, felicita.
O Hackathon Inova Agro, com foco no desenvolvimento de soluções digitais para o agro reúne hackers, programadores, desenvolvedores e inventores, que devem criar projetos que transformam informações de interesse público em soluções digitais. Os participantes devem desenvolver soluções criativas e tecnológicas em que haja a possibilidade de aplicação no setor do agronegócio com tecnologias disponíveis para utilização, visando o desenvolvimento técnico de novas funções ou tecnologias que poderão ser adotadas em toda a cadeia produtiva do setor.
A maratona é organizada por uma comissão composta por membros da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Rural Jovem e Unicesumar, com apoio técnico do Sebrae e parceria da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar) e Sicredi, com o intuito de fomentar a pesquisa e experiência tecnológica, a inovação e o entretenimento digital, por meio de experimentos ou projetos.
A 47ª Expoingá trabalha alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), dentro de várias de suas atrações e projetos expostos ao longo dos dias da feira. A maratona do agro tech atende o 4º., 8º. 9º, 16º e 17º da lista dos 17 ODS fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que trata educação de qualidade, inovação, parcerias em prol das metas, entre outros.


Premiação aconteceu em Carambeí (PR), onde foi apresentado ranking dos criadores das variedades Preto e Branco e Vermelho e Branco Cooperados da CAPAL estão entre os melhores criadores e expositores do Brasil de gado da raça Holandesa. A definição é da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), e foi anunciada em evento ocorrido em Carambeí (PR), no fim de abril. O ranking dos premiados é baseado no resultado de exposições de três Estados: Paraná, Minas Gerais e São Paulo.

Cooperados CAPAL são premiados como os melhores criadores e expositores de bovinos da raça Holandesa do Brasil

Os produtores Pedro Elgersma, Adriaan Frederik Kok e Korstiaan Bronkhorst se destacaram na premiação com animais referências em genética, além do trabalho em manejo. Na variedade Vermelho e Branco, Kok venceu como melhor afixo, criador e expositor de gado jovem e adulto, além de ser o campeão pela vaca vitalícia e reservada de 4 anos.

Já Bronkhorst, disputando também na Vermelho e Branco, teve as conquistas: reservada bezerra sênior, reservada novilha intermediária, novilha sênior campeã e reservada, júnior 2 anos campeã e reservada, júnior 3 anos campeã, campeã e reservada jovem, 5 anos reservada e reservada grande campeã.

Na variedade Preto e Branco, Pedro Elgersma foi o melhor afixo, criador e expositor gado adulto. Somado a isso, também teve a vaca campeã 1 ano parida, reservada 2 anos júnior, reservada 3 anos sênior, reservada vaca jovem, campeã 5 anos, reservada vaca adulta e, por fim, a grande campeã.

“A premiação é resultado do trabalho que a gente faz em cima da genética e do manejo. Em toda a exposição fazemos um trabalho para que os animais cheguem na pista em condições, como dieta balanceada e cabresto”, explica Ronald Elgersma, filho de Pedro.

Os sêmens dos animais dele são importados dos Estados Unidos e Canadá. Atualmente, a propriedade de Pedro Elgersma tem 200 vacas em lactação, todas da raça Holandês, variedade Preto e Branco, com produção de 34 a 35 litros de leite/vaca por dia.

A produção da safra 19/20 de soja dependerá da atenção que a classe produtora dará para os próximos quatros meses às previsões meteorológicas. Esse cuidado ajudará na tomada de decisão sobre o dia de plantar, de cuidar e colher o grão. Além disso, informações eficientes sobre o clima poderão contribuir para a rentabilidade do negócio.

Especialista alerta para a importância das previsões metereológicas para a produtividade da safra

Classe produtora deve ficar de olho nas previsões meteorológicas nos próximos quatros meses, alerta especialista em evento. “Sugiro total atenção ao clima nos Estados Unidos, pois esse ano será de um mercado climático extremamente ativo, o que poderá dar boas oportunidades de negócio aqui no Brasil. E em segundo nas previsões para o início da safra 2019/20, já que os modelos começam a sinalizar uma nova tendência das chuvas se regularizarem mais tarde nesse começo de safra. Com isso, se não tiverem atentos no momento do plantio, poderão perder áreas plantadas e dinheiro”, alertou Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista para mais de 300 pessoas que participam do XIX Encontro Técnico Soja Fundação MT que acontece em Cuiabá/MT.

 
De acordo com o especialista as interpretações das tendências climáticas são um dos fatores que podem limitar ou contribuir para a hora certa de semear, de fazer as aplicações necessárias de defensivos agrícolas, de aplicar os dessecantes para a colheita, bem como colher no momento correto. “Produtor que quer ter rentabilidade e sustentabilidade do seu negócio tem que inclusive saber como está o clima nas outras regiões produtoras, assim ele poderá saber se haverá quebras ou não na safra e com isso, poderá se posicionar melhor nas negociações de venda do seu produto”.
 
Na palestra intitulada “Safra18/19 – fatores climáticos que levaram a redução de produtividade”, Marco Antonio falou sobre os principais fatores limitantes da produção da soja da safra 18/19. Segundo ele na safra passada tiveram vários fatores. Mas o que mais afetou a safra de soja em Mato Grosso foram os baixos índices de radiação solar ao longo do mês de novembro e as altíssimas temperaturas, em especial as temperaturas noturnas que ficaram bem acima da média ao longo de toda a safra. Outro fator foi a baixa disponibilidade hídrica no mês de janeiro. “Essa safra não foi tão ruim como pregavam com relação ao clima. O El Niño não chegou afetar de fato a produção de soja. O que realmente afetou foram as fortes oscilações das temperaturas das águas equatoriana da região leste do Oceano Pacífico.”
 
Evento – O XIX Encontro Técnico é realizado pela Fundação MT e parceiros. Na pauta discussões sobre o panorama da safra 18/19 e recomendações técnicas para o planejamento da próxima safra. É um evento voltado para engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, produtores rurais, pesquisadores e especialistas. Essa edição está sendo realizada desde terça de noite e seguirá até sexta-feira no hotel Gran Odara em Cuiabá/MT. 

Os modelos 1155 e 1160 são equipados com motores eletrônicos ultramodernos que atendem as exigências do programa MAR-1

Agritech lança dois tratores para fruticultura na Hortitec

     A Agritech, pioneira na indústria brasileira ao fabricar linhas voltadas especialmente para a agricultura familiar, apresenta durante a 26ª Hortitec, entre os dias 26 e 28 de junho, em Holambra (SP), dois novos modelos de tratores para fruticultura.

São as versões 1155 Fruteiro e 1160 Fruteiro, equipados com motores ultramodernos que atentem às exigências das normas internacionais de emissões de poluente e baixo ruído. A tecnologia adotada pela empresa antecipa o futuro do conceito em eficiência e está adequada ao programa MAR-1 (Máquinas Agrícolas e Rodoviárias – Fase 1).

     “O mercado de culturas adensadas exige cada vez mais produtos com características específicas para a atividade. Por isso, os nossos lançamentos vêm ao encontro com essas exigências tais como variação de potência, dimensões adequadas, baixa compactação de solo, considerado fator muito importante em culturas perenes. Tudo isso aliado ao baixo consumo de combustível”, aponta o coordenador de Negócios, César Roberto Guimarães de Oliveira.

Especificações técnicas

     O modelo 1155 Fruteiro possui potência de 42 cv, pneus radiais que proporcionam baixa compactação de solo e largura mínima de 1,350 mm e altura medida até o volante de 1,275 mm. 

Já a versão 1160 Fruteiro tem potência de 51,6 cv, transmissão sincronizada de 48 velocidades (24F e 24R), pneus radiais que proporcionam baixa compactação de solo, com largura mínima de 1,400 mm e altura medida até o volante de 1,375mm. 

 Sobre a Agritech

    A Agritech Lavrale – Divisão Agritech é pioneira na indústria brasileira ao fabricar linhas de tratores, microtratores e implementos agrícolas voltadas para a agricultura familiar. No final de 2014 a empresa atingiu a marca de 100 mil tratores produzidos pela sua fábrica, em Indaiatuba (SP). A Agritech faz parte do Grupo Stédile e surgiu com a cisão da Yanmar do Brasil. O Grupo Stédile, de Caxias do Sul (RS), é um dos mais respeitados conglomerados industriais do Brasil e engloba as empresas Agrale S.A.

Marca Grendene apresentará 200 touros personalizados para a região de Corumbá

Indústria de touros: Líder no setor calçadista investe em genética nelore para o Pantanal de MS


O empenho no varejo que consolidou marcas como Ipanema, Melissa e Rider, fez do Grupo Grendene referência no setor calçadista, assumindo a liderança no segmento. Com a mesma dedicação a Grendene investiu na criação de touros nelore provados, tornou-se um dos maiores criatórios de reprodutores do Brasil e atingiu resultado genético capaz de atender a demanda de propriedades rurais, das mais diferentes regiões.


Os touros desenvolvidos pela marca são consagrados pelo mercado da pecuária brasileira e considerados ideal para o Pantanal, região que coloca os animais sob adversas situações e exige resistência genética e morfológica.


Depois de criados, recriados e provados no Pantanal de Cáceres, Mato Grosso, a Grendene apresentará 200 reprodutores aos pecuaristas da região de Corumbá, Mato Grosso do Sul, como alternativa para avançarem na produtividade e qualidade do rebanho. “É nítida a diferença quando se troca um boi, de boiada comum, por um touro PO, aprovado por diferentes programas de avaliação. A região pantaneira exige características específicas, que somadas ao desempenho reprodutivo, expressão racial e bons aprumos, fazem a diferença na rentabilidade”, destaca o diretor de pecuária da Nelore Grendene, Ilson Corrêa.


“Em mais de 40 anos de pesquisa e emprego de tecnologias, identificamos touros diferenciados, que foram selecionados, devido sua força e eficiência. Verificamos que esses animais dotavam genética superior em todas suas características reprodutivas”, explica o diretor.

A apresentação dos touros Grendene em Mato Grosso do Sul, será no dia 7 de julho, durante a 1ª Tecno Feira de Corumbá MS.

Ao fim da semeadura de algodão na safra 2018/2019, produção de algodão em pluma deve atingir 71 mil toneladas

Produção do algodão atingirá novo recorde em MS

     A eficiência do produtor rural está elevando a produção no Estado. A expectativa da Ampasul (Associação Sul-Mato-grossense dos Produtores de Algodão) é de que a área, 25% maior do que a safra passada, acumule produção de 71 mil toneladas do algodão em pluma, volume superior ao último recorde, atingido no ciclo 2017/2018, quando fecharam  58 mil toneladas da pluma.

     A área no ciclo passado foi de 30.400 hectares, enquanto que neste ano o algodão ocupou 37.900 hectares em MS. “O avanço se deve ao plantio consorciado, avançando em áreas antes dedicada a outras culturas, como soja, milho e pastagem. O emprego de tecnologias e o empenho do produtor rural também são diferenciais no setor”, relata o diretor executivo da Ampasul, Adão Hoffmann.

     Os números dizem respeito às duas regiões que se dedicam à cultura, Centro-Sul e Centro Norte, sendo Chapadão do Sul e Costa Rica os municípios que mais se destacam na atividade. A colheita na região Centro-Sul está finalizada (safra), já no Centro-Norte deve se estender até o fim do mês de agosto.

Na produção do algodão em pluma Mato Grosso do Sul deve ficar na quinta posição no ranking nacional, atrás de Mato Grosso, Bahia, Goiás e Minas Gerais, segundo a Ampasul.

20 anos de Ampasul

     No mês de  agosto a Ampasul comemorará 20 da sua fundação. A entidade vai brindar as duas décadas com a inauguração de uma sede social com cerca de 4.200 m², incluindo espaço administrativo e um centro de evento multifuncional para até 1.350 pessoas, que será utilizado para palestras, cursos, treinamentos e eventos para o setor agropecuário e comunidade em geral.

     O novo ambiente conta também com amplo e moderno laboratório de classificação de algodão com uma estrutura física e equipamentos de última geração, que atenderá todos os produtores de algodão de Mato Grosso do Sul e estados vizinhos.

Todo o complexo, depois de pronto, custará cerca de R$ 20 milhões.

Iniciativa foi selecionada como case de sucesso e publicada na plataforma de parcerias pelo desenvolvimento sustentável das Nações Unidas

Programa de educação ambiental do inpEV torna-se referência internacional na ONU

São Paulo, junho de 2019. O Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, desenvolvido pelo inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), foi selecionado como uma boa prática e caso de sucesso pelo Departamento das Nações Unidas de Assuntos Econômicos e Sociais (United Nations Department of Economics and Social Affairs – UN DESA).

 

Iniciativa de educação voltada para alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, o PEA é parte das ações de educação e conscientização do inpEV, entidade gerenciadora do Sistema Campo Limpo (programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas). Seus resultados e impactos positivos foram publicados na plataforma de parcerias pelo desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (https://sustainabledevelopment.un.org/partnership/?p=30200 ).

 

Todo ano, o programa distribui gratuitamente milhares de kits educacionais para escolas de todo o país, a fim de conscientizar professores e alunos sobre a responsabilidade compartilhada no gerenciamento de resíduos sólidos. Entre 2010 e 2019, cerca de 1,6 milhão de estudantes foram beneficiados. Este ano, foram distribuídos 9 mil kits educativos para 2,5 mil escolas públicas e privadas, dando suporte em temas alinhados à Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) e aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).

 

Uma das principais inovações da atual edição do PEA é o alinhamento dos conteúdos pedagógicos à Base Nacional Curricular Comum, mais conhecida pela sigla BNCC. Entre os materiais do kit deste ano, há um jogo de tabuleiro colaborativo, em que as crianças têm a oportunidade de aprender sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e refletir sobre as atitudes sustentáveis antes e depois do consumo.

 

Sobre o inpEV

Há 17 anos, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) atua como núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

 

Sobre o Sistema Campo Limpo

O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

 

Mais informações sobre o inpEV e o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site www.inpev.org.br, no Facebook, Youtube e Instagram.

 

A entidade divulgará seus projetos na área de melhoramento genético da raça durante o evento. Palestra sobre genômica e minicurso são outros destaques do congresso.

Com participação da ABCB Senepol, Zootec 2019 será realizado em agosto

A cidade de Uberaba/MG sediará, entre os dias 13 e 16 de agosto, a 29ª edição do Congresso Brasileiro de Zootecnia (Zootec), que terá um novo formato. O evento contará com vários painéis nas principais áreas de atuação do zootecnista e não mais por espécies animais. Com isso, as palestras e minicursos serão divididas pelos temas relacionados ao Melhoramento Genético, Reprodução, Nutrição e Bem-estar Animal.

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) participará do Zootec 2019. A entidade terá um estande no congresso para divulgar os projetos na área de seleção genética, como o Programa de Melhoramento Genético do Senepol (PMGS). Entre as novas ferramentas que estão sendo implantadas no programa estão o 1º Sumário de Fêmeas e as DEPs Genômicas, que pela primeira vez serão publicadas no Sumário de Touros Senepol.

Esse tema será abordado também na palestra de abertura do painel Melhoramento Genético no dia 15 de agosto. O professor da UNESP Araçatuba e membro do Conselho Deliberativo Técnico do Senepol, José Fernando Garcia, falará sobre “A genômica impulsionando o melhoramento genético”. A palestra será das 8h às 8h30. “Graças ao desenvolvimento recente de ferramentas analíticas que permitem analisar simultaneamente dezenas de milhares de pontos do DNA de um animal [também chamados marcadores ou SNPs], está ocorrendo uma verdadeira uma revolução nos processos envolvidos com o melhoramento genético dos animais. Essas ferramentas permitem gerar um ‘raio-X genético’ de cada animal com muita precisão. Como uma raça composta, o Senepol deve se beneficiar em múltiplos aspectos pelo uso da genômica em suas ações de Melhoramento Genético”, assegura Garcia.

Além das palestras previstas para cada um dos painéis, serão ofertados, por adesão, minicursos práticos, possibilitando aos participantes atualizações importantes em várias áreas da Zootecnia. Está previsto um minicurso de Avaliação morfológica da raça Senepol no dia 13 de agosto, no Parque Fernando Costa.

As inscrições para o Zootec 2019 já estão abertas e devem ser efetuadas somente via internet, através do site do evento (https://zootec2019.com.br/inscricoes) até o dia 07 de agosto. Passado esse período, a inscrição só poderá ser feita no local do evento, nos dias de realização do mesmo, se ainda houver vaga. A programação completa pode ser acessada no site zootec2019.com.br. A ABCB Senepol é patrocinadora do evento, que tem a realização da Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) e das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu).


Fonte: Assessoria de Imprensa ABCB Senepol




Emprego de tecnologia pode aumentar a qualidade, produtividade e rentabilidade no cultivo de trigo no país. Evento acontece durante a 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, entre 2 e 4 de julho em Passo Fundo (RS)

Rentabilidade do trigo é tema da palestra de Fórum Nacional

A viabilidade, o rendimento, a rentabilidade e os desafios da cultura do trigo serão tema da palestra de abertura do Fórum Nacional do Trigo 2019, no dia 2 de julho, na Universidade de Passo Fundo/RS. Realizado nesta edição pela Biotrigo Genética, a programação inclui a palestra “Trigo, valeu a pena? Uma abordagem metodológica e financeira em 24 safras”, pelo pesquisador do setor de Economia Rural da Fundação ABC, Cláudio Kapp Júnior.

Segundo o pesquisador, o tema da palestra é o resultado de uma pesquisa da Fundação ABC em uma área de 422 mil hectares dos estados do Paraná e de São Paulo que concluiu, analisando os custos fixos das áreas entre os anos de 1995 a 2018, que o trigo retornou em média de R$ 204,00 por hectare. “Nossa intenção é mostrar que nas últimas 24 safras a cultura se mostrou viável, bem como trouxe rentabilidade ao produtor de trigo. É costume que o produtor avalie normalmente uma safra independente, isolada, e fazendo assim, é fato que ele pode encontrar um saldo negativo para o trigo e, consequentemente, achar que a cultura não é rentável na sua propriedade. No entanto, a pesquisa comprovou que numa média de anos bons e ruins o trigo foi mais rentável do que a cobertura verde porque ela não tem contrapartida de receita”, comenta Cláudio.

O Fórum Nacional do Trigo é uma realização da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale. Segundo o presidente da comissão organizadora da 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), André Cunha Rosa, o debate sobre os custos é fundamental para fomentar a cultura do trigo no país. “Em poucos anos saltamos de uma produtividade de 25 sacas/ha para uma expectativa de até 100 sc/ha, sendo que o que define esse resultado é o investimento que o produtor faz em sua lavoura, desde a semente de qualidade, o manejo realizado e a tecnologia usada durante todo o ciclo. Além disso, estudos mostram que é preciso ter uma visão mais ampla dentro da propriedade e não apenas relacionar o custo de produção com a margem de lucro obtida, mas sim, que o trigo é um componente importante na lavoura, desde que seja cultivado todos os anos”, explica.

Esse olhar que André pontua com relação à lucratividade está atribuído ao efeito que o cultivo do trigo proporciona ao solo, bem como a diluição dos custos fixos como um todo. “Quando o agricultor detém esse conhecimento, fica mais fácil tomar as decisões apropriadas, bem como aliadas a uma assistência técnica que difunda essas informações podendo auxiliar na hora de escolher a cultivar adequada, tendo em vista o comprador final. Essa decisão também pode assessorar em uma maior remuneração final”, finaliza.

 

Programação

Ainda durante o Fórum Nacional do Trigo, acontece o Painel de Giberela, que vai debater as estratégias de melhor controle da micotoxina Desoxinivalenol (DON) no trigo e os impactos dos novos limites na pesquisa, cadeia produtiva e na indústria de pães, biscoitos e massas. Participam do painel a pesquisadora da Embrapa Trigo, Casiane Salete Tibola, a supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi e o  fitopatologista da Biotrigo, Paulo Kuhnem,

Na parte da tarde haverá o painel sobre as Perspectivas do trigo: passado, presente e futuro, com a palestra do diretor da Biotrigo Genética, Ottoni Rosa Filho,  do consultor, Sérgio Schneider, do engenheiro agrônomo e Chefe do Departamento da Fazenda Experimental da Coamo, Lucas Simas, do engenheiro agrônomo e diretor da Lagoa Bonita Sementes, Auleeber Santos e do presidente da ATRIEMG, Eduardo Elias Abrahim. A palestra de encerramento do Fórum será sobre o Mosaico do trigo, pelo pesquisador da Embrapa Trigo, Douglas Lau.

 

Debates científicos de Trigo e Triticale

Após o Fórum Nacional do Trigo, nos dias 3 e 4 de julho, a Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale promove 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, também na Universidade de Passo Fundo. No evento, pesquisadores de todo o país se reúnem em subcomissões técnicas para discutir os resultados e analisar as pesquisas desenvolvidas nas áreas de Ecologia, Fisiologia e Práticas Culturais; Fitopatologia; Entomologia; Melhoramento, Aptidão Industrial e Sementes; Solos e Nutrição Vegetal e Transferência de Tecnologia e Socioeconomia. A partir destes estudos será elaborado o livro com as Informações Técnicas para Trigo e Triticale – Safra 2020.

As inscrições para os dois eventos estão abertas até o dia 26 de junho e podem ser realizadas através de formulário disponível no site www.reuniaodetrigo.com.br. Mais informações podem ser obtidas através do email reuniaodetrigo2019@fbeventos.com ou pelos telefones (54) 3327-2002 e (43) 3025-5223. A realização da 13ª RCBPTT é da Biotrigo Genética, com o patrocínio das empresas Basf, Syngenta, Bayer, Coamo, Granotec, Agrária, Apasem, FMC e apoio da Embrapa Trigo.


Serviço:

Fórum Nacional do Trigo 2019

Quando: 2 de julho, das 8h às 18h

Local: Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (FEAC) da Universidade de Passo Fundo (UPF)

 

13ª RCBPTT

Quando: 3 de julho (8h às 19h) e 4 de julho (8h às 13h30)

Local: Auditório da FEAC/UPF


Aumento dos recursos para R$ 1 bilhão deverá garantir a cobertura de 15,6 milhões de hectares, beneficiando produtores que buscam por proteção

Novos valores para subvenção confirmam fortalecimento do seguro rural como instrumento de política agrícola no país

O aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural para R$ 1 bilhão, anunciada pelo governo federal, deve favorecer e fomentar a comercialização de seguros rurais no país. O valor é recorde e supera em 44% o montante máximo histórico disponibilizado em 2014, que foi de R$ 690 milhões.

 

Paulo Hora, superintendente de seguros rurais da Brasilseg, empresa da BB Seguros que responde por 61% desse mercado, acredita que seriam necessários, no mínimo, R$ 840 milhões em subvenção para que o benefício do programa atendesse apenas aos produtores que já contratam seguro agrícola no país, mas que ainda é um volume muito pequeno, se comparado a outros país com esse instrumento consolidado. 

 

“A Brasilseg comemora a importância dada pelo governo ao seguro rural como instrumento de política agrícola no lançamento do Plano Safra. Com R$ 1 bilhão em recursos para utilização no exercício do ano civil, caso realmente seja executado em 2020, veremos a possibilidade de atender a todos os produtores que já se protegem com o seguro e ainda fomentar o crescimento do mercado, buscando a marca de 15,6 milhões de hectares protegidos, conforme projetado pelo Ministério da Agricultura (MAPA), o que seria um crescimento de 46% sobre os atuais 10,7 milhões de hectares abrangidos com o seguro agrícola no país, com e sem subvenção", destaca o executivo.

 

Ainda segundo Hora, mais importante que o aumento do recurso ao Programa, outros dois fatores são fundamentais: a revisão constante dos critérios de distribuição, possibilitando acesso de mais produtores de diversos sistemas de produção e regiões do país, e a previsibilidade de recursos, para que o mercado se programe, as seguradoras invistam em estrutura e novos players participem.

 

Atualmente, o principal público que contrata seguro rural na modalidade agrícola no Brasil são os pequenos e médios produtores, sendo que aproximadamente 74% dos recursos da subvenção estão concentrados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, assim como a atuação da maioria das seguradoras. A Brasilseg é praticamente a única seguradora a expandir a oferta de proteção ao Centro-Oeste, Norte e Nordeste, regiões que foram muito afetadas por intempéries climáticas nos últimos anos.

 

“Esperamos que o aumento dos valores disponíveis ao subsídio ao seguro contribua não apenas para ampliar a área coberta em todas as regiões, mas para que o mercado se estabeleça cada vez mais, nesse ramo, contribuindo para a gestão de risco na agricultura, que é fundamental para acesso ao crédito, estabilidade financeiramente ao setor e fomento de boas práticas no campo. As seguradoras, sem dúvida, buscarão ainda mais especialização dos canais de distribuição, qualidade e diversidade dos produtos ofertados e investimento em tecnologia com melhoria dos processos”, diz Hora.

 

A Brasilseg foi pioneira no produto de faturamento agrícola para soja, milho verão, café e para pecuária, com coberturas de produção e variação de preço das commodities, demanda constante do setor que deverá aumentar ainda mais no próximo ciclo.  “Somos a única seguradora que trabalha fortemente essas coberturas de receita, que já fazem parte de 49% dos prêmios de seguros agrícolas para essas três culturas. ” 


A companhia seguirá com a estratégia de formação de profissionais, protagonismo em produtos multirrisco e de receita, com ampliação do portfólio, customização das coberturas e utilização cada vez maior de novas tecnologias, a exemplo dos processos digitais e monitoramento de lavouras por sensoriamento remoto, já estabelecidos em suas operações.

 

No segmento de seguros para o agronegócio, desde 2000 a empresa tem mais de 700 mil produtores com apólices de seguros rurais vigentes, nos diversos ramos em que atua no segmento (máquinas, benfeitorias, vida do produtor rural, agrícola e pecuário). Nos seguros agrícolas, em especial, ao todo são 18 culturas seguradas, em mais de 4 mil municípios atendidos em todos os estados produtores e mais de 17,8 bilhões em capital protegido por safra, espalhados em 7,4 milhões de hectares.

 

Nesta safra 18/19, a Brasilseg indenizará mais de R$ 1 bilhão aos produtores rurais segurados que sofreram perdas em suas lavouras.

O evento aconteceu na manhã do dia 27 de junho. Auditório ficou lotado para ouvir as novidades apresentadas pela equipe da Superintendência Regional do Banco do Brasil, que anunciou montante de R$ 103 bilhões para a safra 2019/2020

Banco do Brasil fez apresentação do Plano Safra 2019/20 no Sindicato Rural de Cascavel

     Em eventos coordenados em todo o país, o Banco do Brasil apresentou na quinta-feira, dia 26/06, aos produtores rurais o Plano Safra do Governo Federal para 2019/2020. Em Cascavel, o local escolhido foi o Sindicato Rural, que ficou lotado de agricultores e empresários do agronegócio. Os participantes foram recebidos com um café da manhã pela diretoria da entidade. Para safra 2019/2020, o Banco do Brasil anunciou o volume de R$ 103 bilhões, sendo R$ 91,5 bilhões para o crédito rural e R$ 11,5 bilhões para o crédito agroindustrial. Na visão segmento, o Banco disponibilizará R$ 14,10 bilhões para a Agricultura Familiar, R$ 77,40 bilhões para demais produtores. Os valores para recursos se mantiveram, com um pequeno aumento de 0,5% em algumas taxas de custeio e manutenção. Já nos valores de investimentos, houve um aumento de 1%.

O gerente regional dos Agrônomos do Banco do Brasil, Leandro Capuzzo, fez a apresentação técnica dos números, detalhando valores para cada segmento de mercado. “A principal novidade foi o aumento do valor da subvenção do recurso ao seguro rural, que no ano passado foi de R$ 400 milhões e este ano chegou a R$ 1 bilhão. Essa era uma reivindicação antiga dos produtores rurais, que foi atendida nesse novo plano”, destacou. “Tivemos também a volta da agricultura familiar ao Plano Safra, que há 20 anos era competência do Ministério do Desenvolvimento Agrário˜, afirmou Leandro. Para atendimento diferenciado aos clientes produtores rurais, o Banco do Brasil dispõe de 712 carteiras especializadas, gerenciadas por profissionais capacitados e treinados para apresentar as melhores soluções de crédito agropecuário, além de auxílio e consultoria nas atividades financeiras, nos diversos ciclos da atividade dos clientes.

Para o presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Roberto Orso, o novo Plano Safra trouxe novidades muito boas. “Primeiro, não tem mais aquela distinção de agricultura familiar: todos são privilegiados, independente da categoria em que se encontra. O valor foi praticamente o mesmo do ano passado, mas dentro das dificuldades de recursos, veio contemplar uma expectativa da classe produtora”, afirmou. Para ele, os valores ficaram muito próximos daquilo que era esperado pelas entidades representivas, como sindicatos e Federações da Agricultura. Orso salienta também a importância do aumento da subvenção do seguro agrícola. “Esse aumento de R$ 400 milhões para R$ 1 bilhão é extremamente importante, pois o agricultor pode investir com segurança a um custo menor˜, destaca. O próximo passo, segundo Orso, é buscar a subvenção estadual, para que o produtor rural possa fazer o maior investimento possível com tranquilidade e segurança. ˜Quem ganha com isso não é somente o produtor rural e sim o Paraná e o Brasil”, destaca.

Os produtores rurais também ficaram satisfeitos com os números apresentados pelo Banco do Brasil. Para Jadir Saraiva de Rezende, que trabalha com pecuária e plantio de eucaliptos em Coxim/MS, o aumento de 1% em algumas taxas não é significativo no montante. “São números muito positivos, que mostram que o Governo Federal entende a sua importância para o desenvolvimento e trabalho do produtor rural”, afirmou. Jadir afirma que o Plano Safra é fundamental para o desenvolvimento e trabalho do produtor rural e impacta toda a cadeia produtiva.

O secretario de Agricultura Ney Haveroth também prestigiou o evento. Para ele, havia uma expectativa muito grande em função das incertezas do Governo Federal em divulgar as novas propostas. “Esperávamos a redução dos juros, mas tivemos um pequeno aumento em alguns segmentos. Mas o aumento do seguro agrícola dá uma segurança para a produção do município. E o governo manteve os niveis de investimentos, fazendo com que os agricultores possam trabalhar com tranquilidade”, afirmou o secretário.

Evento, que está com inscrições abertas, reunirá os maiores produtores mundiais

Congresso Abitrigo: novas estratégias para o mercado de trigo global

O Congresso Internacional da Indústria do Trigo, realizado pela Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), cujo tema será "Novas estratégias para um novo cenário", está com as inscrições abertas. A 26ª edição do evento será realizada entre os dias 22 e 24 de setembro, em Campinas-SP.

A visão internacional do trigo, um ponto sensível na cadeia moageira, será discutida, com a presença de especialistas vindos de mercados estratégicos para a indústria brasileira, como Argentina, Estados Unidos, Rússia e Paraguai, em painel moderado pelo embaixador Rubens Barbosa, presidente executivo da entidade.

O diplomata moderará, também, debate sobre os impactos do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia para o agronegócio. Anunciada no final de junho, a medida trouxe grande expectativa de crescimento para o setor, em um momento no qual a economia brasileira segue estagnada.

Cenário macroeconômico

A atual conjuntura macroeconômica e seus desafios para o trigo serão discutidos em mesa redonda na qual estarão presentes nomes de peso do mercado internacional de commodities e industriais.

O evento abordará, também, a regulamentação e tendências para o mercado de trigo, bem como a mudança dos hábitos de consumo dos brasileiros e seus impactos sobre o crescimento desse segmento.

"O Congresso é uma oportunidade única para que mercado e especialistas possam debater temas relevantes para a cadeia de valores, encontrando juntos soluções para desafios que possam retardar o crescimento do mercado do trigo nacional", conclui Rubens Barbosa.

Para conferir a programação completa, basta acessar: abitrigo.com.br/congresso.

SERVIÇO

26º Congresso Internacional da Indústria do Trigo: Novas estratégias para um novo cenário

Data: 22 a 24 de setembro de 2019

Local: Royal Palm Plaza (Av. Royal Palm Plaza, nº 277, Jd. Nova Califórnia – Campinas/SP)

Inscrições e informações: abitrigo.com.br/congresso

Projeção foi feita durante Congresso Brasileiro do Agronegócio, que está sendo realizado em São Paulo nesta segunda (5)

Maior trading chinesa projeta crescimento anual de 5% nos próximos 5 anos das suas importações do agro brasileiro

A Cofco International, grupo chinês que é uma das maiores tradings de commodities do mundo, projeta crescimento médio anual de 5% nas suas importações de grãos do Brasil nos próximos cinco anos. A informação foi dada pelo chairman do grupo, Jingtao (Johny) Chi durante palestra no Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio e B3
- Brasil Bolsa Balcão. “A parceria da nossa empresa com os produtores brasileiros será cada vez mais aperfeiçoada, principalmente agora com um ambiente de negócios mais seguro e estável”, afirmou o executivo
No entender do palestrante, a tendência para o futuro é de haver um estreitamento ainda maior do intercâmbio comercial entre a China e o Brasil. “A população chinesa vem mudando seus hábitos alimentares e, com o ganho de poder aquisitivo, consumirá cada vez mais proteína animal, o que abre boas perspectivas para os produtores brasileiros”, afirmou Jingtao Chi. Salientou ainda que, cada vez mais, aumenta a preocupação com a questão ambiental. “Vivemos uma transição na agricultura mundial para um modelo mais sustentável”. A Cofco tem adotado ações para estimular e premiar produtores que preservam o meio ambiente. 
CUSTO BRASIL – O primeiro painel do Congresso Brasileiro do Agronegócio tratou dos principais fatores que impactam o Custo Brasil, como por exemplo, a infraestrutura deficiente, a alta carga tributária e a instabilidade política que afasta os investimentos. O presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen, destacou que a disparidade de valores dos tributos cobrados em cada estado é tão grande, que influencia na estratégia de distribuição das indústrias do agronegócio. Isso significa que, em alguns casos, os locais escolhidos para serem a base da distribuição em uma região dependem mais da tributação do que da logística.
O diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), Bernard Appy, corrobora com a avaliação de Hanzen e acrescenta que o ICMS é um dos tributos que mais impactam no Custo Brasil e ele não está contemplado no projeto de reforma da previdência. “Entendo que a elevada carga tributária não penaliza a empresa, mas sim o consumidor final”, afirmou Appy. “O agro é muito competitivo da porteira para dentro e a função do governo é não atrapalhar, sobretudo na área tributária”, acrescentou.
O presidente do Instituto CNA, Roberto Brant, avaliou ainda que as limitações do crédito rural também aumentam o Custo Brasil. “Acho um equívoco diminuir a participação do Banco do Brasil no setor. Os bancos privados ainda não estão estruturados completamente para absorver essa demanda Assim, é necessária a criação de novas ferramentas de crédito, compatíveis com a grandeza do agronegócio e o retorno que o segmento gera para a economia”, reforçou.
No caso da logística, Brant relembrou que a infraestrutura rodoviária foi concebida há muito tempo para atender, incialmente, a economia do Sul e do Sudeste do País. “A maior necessidade de infraestrutura rodoviária e ferroviária está, hoje, situada na metade norte do nosso país. No entanto, tudo ainda é muito lento, além das licenças ambientais que, em algumas situações, são um obstáculo para as obras”, acrescentou.
O diretor de Operações Supply Brasil da Syngenta, Jorge Buzzetto, acrescentou ainda que estudos mostram que, para se igualar aos Estados Unidos - um dos principais concorrentes do Brasil na área do agronegócio - na questão logística, seria necessário o investimento de aproximadamente R$ 1 trilhão. “E eles não são os melhores em termos de logística, sendo o 14º do mundo”. Buzzetto ainda destacou que na área de defensivos agrícolas um fator que impacta o Custo Brasil é o registro do produto. 
HOMENAGENS – Além dos debates e discussões, o Congresso Brasileiro do Agronegócio prestou algumas homenagens a profissionais e programas de destaque no agro. Este ano foi prestada uma homenagem especial ao Programa Educacional Agronegócios na Escola, desenvolvido pela ABAG Ribeirão Preto. Foram entregues ainda os prêmios Personalidade do Agronegócio “Ney Bittencourt de Araújo” e Norman Borlaug de Sustentabilidade.
No prêmio Personalidade do Agronegócio, o homenageado deste ano foi o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio fundador da MB Associados. Já o Prêmio Norman Borlaug foi entregue a Marcos Guimarães de Andrade Landell, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas. No primeiro caso, a apresentação do homenageado foi feita pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, atual coordenador do GVagro da FGV. No caso do segundo homenageado, a apresentação foi feita por Luiz Carlos Corrêa Carvalho, ex-presidente e atual diretor da ABAG. 
 
Serviço:
Congresso Brasileiro do Agronegócio ABAG e B3 – Agro: Momento Decisivo
Data: 5 de agosto de 2019 = Horário: das 8hs às 19h00
Local: Sheraton WTC São Paulo Hotel - Av. das Nações Unidas, 12.559
Outras informações em: https://cbaabagb3.com.br/

Outros dois pilares importantes para o setor, segundo painelistas do Congresso Brasileiro do Agronegócio, são infraestrutura e gestão

Futuro do agronegócio está na integração entre sustentabilidade, inovação e conectividade

A sustentabilidade é uma tendência mundial, que vem englobando todos os setores da economia, incluindo o agronegócio. Se o segmento alcançou um alto índice de produtividade, com a aplicação de tecnologia; agora é o momento de reforçar o aspecto sustentável da produção nacional. “A sustentabilidade é muito favorável ao Brasil e à agricultura. Ela insere um novo padrão e dissolve a dicotomia de que ou há conservação ou há produção. Hoje, é possível ter produção e conservação, com rentabilidade”, enfatizou Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), no painel Pilares para o Futuro do Agro, durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, que reuniu mais de 1000 participantes em São Paulo, em uma iniciativa da ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio e B3 - Brasil Bolsa Balcão.

De acordo com Marina, o Brasil é uma grande solução para os padrões de sustentabilidade. A pecuária nacional, por exemplo, é sustentável, ao emitir menos metano em relação a de outros países. “Porém, aqui ainda precisa combater fortemente o desmatamento ilegal, que é o grande vilão da sustentabilidade ambiental. Mas, acredito que não é algo muito difícil de ser resolvido, basta combater a criminalidade”, disse.

Marina ainda ressaltou a importância de uma maior integração entre a inovação e a sustentabilidade, ao afirmar que a Agricultura 4.0 é uma realidade no país e mais avançada que em outros países, como nos Estados Unidos.

Para Douglas Ribeiro, diretor de Marketing da Corteva Brasil, há uma conexão total entre a inovação e a sustentabilidade, com conectividade. “Se pensarmos no agronegócio nacional, o produtor brasileiro sempre optou por inovação e tecnologia, já que crescemos com produtividade e não com área agricultável”, falou.

No sentido da conectividade, Ulisses Thibes Mello, diretor da IBM Research Brasil, destacou a questão da digitalização no campo. “Hoje nós temos a sensorização do campo de várias formas. Um trator, por exemplo, tem mais de dez sensores, além do computador de bordo. Ano passado, foram lançados mais de dez satélites com resoluções diferentes. Tudo isso está possibilitando criar gênios digitais, ou seja, a partir de uma imagem do campo é possível fazer várias coisas. E essa transformação digital vai ampliar a produtividade e a rastreabilidade e diminuir as perdas de produção”, explicou.

Em relação ao tema da infraestrutura, o país tem de pensar de forma mais estratégica. O professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, lembrou o que está acontecendo com os países que são os principais competidores do agro brasileiro. “No mundo, o que se faz é buscar o equilibro entre armazenagem e transporte. No agro brasileiro, 42% dos custos logísticos estão ligados ao transporte de longa distância e 18% estão na área de armazenagem. Nos Estados Unidos o custo do transporte de longa distância é de 30% e 40% é de armazenagem. O que significa, que nós aqui temos de produzir e escoar com rapidez por falta de armazenagem”.

Outro pilar importante para o futuro do agronegócio é a gestão e a produtividade das pessoas. “Atualmente, em um modelo de gestão simplificado, nós temos que ser bons em finanças, análise de mercado e de clientes, em processos e em tecnologias. No entanto, quando se trata de pessoas, por diversos motivos e barreiras, ela torna-se menos importante do que os outros pilares. O mínimo que temos que fazer é que ela tenha a mesma relevância que as demais porque isso está relacionado à produtividade”, finalizou Ruy Shiozawa, presidente do Great Place to Work Brasil.

Mecanismos financeiros – O Painel 2, que tratou de Mecanismos Financeiros, colocou os representantes dos principais bancos junto com a B3 e um consultor jurídico para debater crédito para o produtor. “Acredito que, com a queda dos juros da Selic, estamos abrindo uma janela macroeconômica importante para um novo modelo de crédito e de gestão de risco”, afirmou o advogado Renato Buranello. O diretor de Agronegócios do Itaú BB, Pedro Barros Barreto Fernandes, concordou com Buranello e acrescentou que, realmente, é uma grande oportunidade para o agronegócio porque ter taxa básica de juros baixa significa uma mudança estrutural. “No entanto, para formar uma linha de financiamento, existem outros fatores, como o custo de observância (fiscalização)”.

Já a condição para baixar o spread, segundo o diretor de Agronegócios do Santander, Carlos Aguiar Neto, é ter concorrência na oferta de crédito. “Isso se dá quando os agentes querem emprestar para o setor, com as mesmas condições, e assim o produtor possa escolher onde captar os seus recursos”, afirmou.

O diretor de Agronegócios do Bradesco, Roberto França lembrou que o recurso obrigatório possui a taxa mais barata do mercado (8,5%) e o recurso livre tem uma taxa superior, pois é necessário inserir o spread bancário. Porém Aguiar Neto salientou que uma vantagem do recurso livre é que ele não possui amarras, podendo sair de um dia para o outro. Já Juca Andrade, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3 disse que uma parte importante do spread bancário está no custo de recuperação de crédito.

Endividados, os estados estão de olho numa forma de aumentar a arrecadação e querem aproveitar a reforma tributária em discussão com o Governo federal para faturar mais.

Para tributarista, cobrar ICMS nas exportações é inviável se não houver imunidade

Uma das propostas dos governadores a ser incluída no projeto de reforma é voltar tributar toda a produção feita em seu território, inclusive a de produtos destinados à exportação. Isso, na prática, representaria o fim da chamada Lei Kandir, que foi aprovada em 1996, que desonerou do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual as exportações de mercadorias (produtos primários, industrializados semi-elaborados e serviços).

Pela lei, para a compensar as perdas por esta não-arrecadação, a União tem de ressarcir os estados. No entanto, os governadores alegam que os pagamentos não são feitos na totalidade e, por isso, querem rever na reforma tributária. "Os governadores têm buscado junto ao Governo federal a manutenção de sua autonomia financeira, tendo em vista que ao longo do tempo houve reduções significativas de incidência de ICMS, o que foi tirando grande parcela da arrecadação dos estados e comprometendo sua autonomia financeira fazendo com que muitos dependessem do fundo de participação (modalidade de transferência constitucional de recursos financeiros da União para estados)", explica o tributarista Caio Bartine, professor de Direito Tributário do Damásio Educacional.

"A partir do momento que os estados determinam através de seus governos que uma das coisas que se pretende fazer é o retorno da incidência do ICMS sobre as exportações não me parece que tal medida seja viável, uma vez que trata-se de um critério de imunidade específica própria do ICMS prevista na Constituição".

De acordo com o tributarista, as imunidades são garantias constitucionais previstas, em sua maioria, em cláusulas pétreas e, por isso, não podem ser suprimidas da Constituição. "Existem outros mecanismos que podem ser adotados, mas a questão do ICMS nas exportação não me parece a medida mais acertada", defende o advogado.

O Congresso ANDAV – Fórum & Exposição, que começa na próxima segunda-feira, dia 12 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo deverá congregar empresas e entidades que apresentarão uma série de soluções e tecnologias exclusivamente desenvolvidas para o clima tropical predominante no país.

Soluções específicas para o clima tropical ganham destaque no Congresso ANDAV

O Congresso ANDAV – Fórum & Exposição é uma realização da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários (ANDAV) e organização da Clarion Events Brasil.  O evento terá ainda o Fórum do IX Congresso ANDAV, com o macrotema: “O Distribuidor 4.0”, que vai abordar as barreiras encontradas pelo distribuidor de insumos agropecuários, destacando soluções inteligentes. E o 2º Encontro das Mulheres da Distribuição terá em sua programação palestras direcionadas a todos os profissionais da área, com foco em liderança, e desenvolvimento do agronegócio. Além disso, serão realizadas três oficinas do EDUCANDAV, programa de treinamentos da ANDAV, com os temas vendas e marketing, financiamentos e barter.

Para a Ourofino Agrociência o Congresso da ANDAV é uma ótima oportunidade para que um público seleto tenha acesso aos mais modernos produtos desenhados para clima tropical. “Nosso propósito é reimaginar a agricultura brasileira, ou seja, analisar as características do clima tropical, onde prevalece incidência de luz solar, altas temperaturas, alta infestação de pragas e doenças, e desenvolver soluções que alcancem maior efetividade no campo”, diz Everton Molina Campos, gerente de Acesso ao Mercado e Comunicação Integrada da companhia. 


No estande da empresa no Congresso ANDAV, o visitante poderá ver, por meio de realidade aumentada, imagens da estrutura do Centro Tecnológico da Ourofino, em Uberaba/MG. “É um processo interativo para que os participantes possam compreender os ambientes disponíveis para pesquisas e formulações voltadas para as necessidades do ambiente tropical, a fim de promover o desenvolvimento de toda a cadeia agrícola brasileira”, relata Campos.

Também a Brandt do Brasil, fornecedora de especialidades para agricultura, levará insumos com foco em proteção contra temperaturas elevadas de ambientes tropicais, como o TriTek, um óleo mineral e adjuvante de alta confiabilidade, que proporciona a máxima cobertura de folhas, favorece a ação ideal de defensivos agrícolas sem causar queimaduras e estresse na planta e é apropriado para altas temperaturas. O coordenador de Marketing da Brandt do Brasil, Cesar Murad, afirma que o foco da empresa no Congresso da ANDAV é fortalecer as parcerias construídas ao longo dos últimos quatro anos de presença no Brasil e apresentar resultados de campo, que refletem a parceria positiva com os produtores rurais.

Considerado o maior e mais importante evento do setor de distribuição de insumos agropecuários do mundo, o Congresso ANDAV contará, em sua área de exposição, com mais de 90 marcas nacionais e internacionais, nas áreas de adubos, defensivos, fertilizantes, sementes, nutrição foliar, saúde e nutrição animal, agricultura de precisão, automação comercial, soluções financeiras e tecnológicas, entre outros. Entre as expositoras, muitas participam pela primeira vez.

Uma delas é a Rotam do Brasil, multinacional com sede em Hong Kong e fábricas na China, que atua na produção de soluções para proteção para diversas culturas. “Temos dentro da Rotam global mais de 253 cientistas que compõem as equipes de P&D. Queremos que o produtor brasileiro conheça, cada vez mais, toda essa nossa tecnologia para soluções em agricultura”, afirma Vitor Raposo, gerente de Marketing da Rotam.

Já a YHS Trading, que atua no comércio exterior, com o oferecimento de soluções que atendem as necessidades dos produtores, especialmente em relação a defensivos, também marcará presença no Congresso ANDAV. Entre outros produtos, a empresa exibirá em seu estande drones inteligentes para pulverização agrícola. 

SERVIÇO

IX Congresso ANDAV – Fórum & Exposição
Data: 12 a 14 de agosto de 2019
Horário de Exposição: Dias 12 e 13 das 9h às 20h | Dia 14 das 9h às 17h
Fórum: Dia 12 das 9h às 17h45 | dia 13 das 9h às 18h | dia 14 das 9h às 16h30
Local: Transamerica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo-SP
Mais informações: www.congressoandav.com.br

Debates reúnem especialistas dos Estados Unidos, China, União Europeia e América do Sul em uma discussão sobre as tendências mundiais do setor

Disputa comercial no agronegócio pauta evento internacional em Curitiba

A guerra comercial entre os Estados Unidos (EUA) e China e o acordo entre Mercosul e União Europeia dominam a pauta do 7º Fórum de Agricultura da América do Sul. As disputas comerciais e os acordos de bloco ou bilaterais, que estabelecem uma nova ordem no agronegócio globalizado, serão abordados de maneira transversal em praticamente toda a programação do evento. O pano de fundo está no protagonismo sul-americano, liderado pelo Brasil, nessa nova era de oferta e demanda mundial.

Em um efeito colateral, a realidade geopolítica que opõe as duas potências da América e da Ásia modifica as relações no comércio mundial e afeta sobremaneira o Brasil, em riscos e oportunidades. Um dos principais exemplos está no comércio da soja, a commodity com maior liquidez no mercado internacional. Conforme dados do USDA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o comércio mundial da oleaginosa no ciclo 2018/2019 foi de 160 milhões de toneladas, com uma participação de 45% do produto brasileiro. Uma janela de oportunidade para o Brasil, consequência da disputa entre EUA e China.

Fábio Carneiro Cunha, da Legex Consultoria, especialista em comercio exterior e um dos moderadores do Fórum, explica que a disputa comercial no agronegócio está apenas começando. “Esse tema será a grande pauta da próxima década. Um ambiente onde Brasil precisa saber mais do produzir e se posicionar de maneira estratégica no mercado internacional”, afirma. A análise desse cenário e o futuro dessa disputa e desse contexto estará presente nos dois dias do Fórum, que ocorre 5 e 6 de setembro, no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba (PR).

O tema do 7º Fórum de Agricultura da América do Sul é “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”. O evento já tem confirmadas as presenças da consultora e especialista em política comercial da União Europeia, Emily Rees; do diretor da Divisão Agrícola e de Commodities da Organização Mundial do Comércio (OMC), Edwini Kessie; além do economista do USDA, Warren Preston. Nos debates, os especialistas irão analisar as variáveis que podem definir os rumos comerciais dos próximos anos, como inovação, logística e tecnologia.

Inscrições – O 7º Fórum de Agricultura da América do Sul já está com as inscrições abertas pelo site www.agrooutlook.com.br . A inscrição garante acesso a toda programação do evento, incluindo alimentação. Em 2018, o Fórum recebeu mais de 600 participantes.

Serviço:

7º Fórum de Agricultura da América do Sul – “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”

Data: 05 e 06 de setembro de 2019

Local: Museu Oscar Niemeyer (MON)

Endereço: Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico – Curitiba (PR)

Inscrições: www.agrooutlook.com.br

Central de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas de Cascavel, gerenciada pela Addav-PR (Associação dos Distribuidores de Defensivos Agrícolas e Veterinários do Oeste do Paraná), comemora sucesso do programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas

Cascavel comemora a 15ª. Edição do Dia Nacional do Campo Limpo

A celebração do Dia Nacional do Campo Limpo, em 18 de agosto, já reuniu cerca de um milhão de pessoas em todo o Brasil, desde sua primeira edição em 2005. Este ano, quando o evento comemora seu 15º aniversário, a maioria das atividades acontecerá, excepcionalmente, no dia 16 de agosto, incluindo a cerimônia oficial, em Bebedouro (SP).

Com o tema “Juntos, semeando o campo limpo”, a celebração reunirá os participantes do Sistema Campo Limpo (programa de logística reversa de embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas), além das comunidades do entorno de unidades de recebimento de embalagens vazias para compartilhar os resultados e benefícios gerados pelo Sistema, que é referência no país e no mundo.

“As inúmeras atividades representam uma oportunidade para a comunidade conhecer o trabalho do Sistema Campo Limpo. Também contribuem para aumentar a conscientização e o envolvimento de todos em nosso programa, cada vez mais bem-sucedido em cuidar do meio ambiente e manter o campo limpo”, destaca João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), entidade gerenciadora do Sistema. Rando destaca a importância de comemorar as mais de 500 mil toneladas de embalagens vazias retiradas dos campos e destinadas de forma ambientalmente adequada, em 17 anos de operação, número que é um marco na trajetória do programa.

A central de recebimento do município tem em sua programação o DNCL Portas Abertas; o DNCL Solenidade (celebração com a presença de autoridades públicas); e o DNCL Universitário, que promovem ações voltadas para estudantes de ensino universitário.


Confira:

Modalidade DNCL Portas Abertas e DNCL Solenidade

Data: 16 de agosto

Horário: 14h

Local: Rodovia PR 486, km 11 – Espigão Azul

Público: 200 participantes – agricultores, autoridades e distribuidores.

Entrada franca

  

Modalidade DNCL Universitário

Data: 13 de agosto

Horário: 19h

Local: Centro Universitário FAG 

Público: 200 participantes – universitários e professores

Entrada franca

 

Para mais informações, acesse inpev.org.br/dncl.

Sobre o Dia Nacional do Campo Limpo

O Dia Nacional do Campo Limpo foi instituído no calendário brasileiro em 18 de agosto, por meio da Lei Federal 11.657 de 16 de abril de 2008. Desde então, cerca de um milhão de pessoas, de todo o país, já participaram das comemorações. A celebração da data é realizada pelas unidades de recebimento de embalagens vazias, com apoio do inpEV, seus associados fabricantes de defensivos agrícolas, entidades representativas do setor (Abag, Aenda, Andav, Andef, Aprosoja, CNA, OCB e Sindiveg), organizações públicas (governo municipal e estadual) e privadas, além de outros apoiadores locais.

Sobre o inpEV

Há 17 anos, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) atua como entidade gerenciadora do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

Sobre o Sistema Campo Limpo

O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

Mais informações sobre o inpEV e o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site www.inpev.org.br, no Facebook, Youtube e Instagram.

Ataque do fungo foi causado pelo tempo seco nas primeiras semanas de julho. Monitoramento constante é fundamental para proteger as lavouras de trigo

Alerta: aumentam os focos de Oídio nas lavouras do Sul

O clima ameno e seco registrado na região Sul do Brasil traz um alerta para os produtores de trigo pois já existem registros da ocorrência de Oídio nas lavouras. O ataque do fungo acontece especialmente nas lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e nas regiões Sudoeste, Campos Gerais e Central do Paraná.

Segundo o engenheiro agrônomo, Everton Garcia, a doença é causada por um fungo (Blumeria graminis f.sp. tritici) que desenvolve um mofo esbranquiçado sobre folhas e colmos e leva uma vantagem em relação as outras doenças nestas condições climáticas, pois o fungo não precisa de molhamento foliar para causar a infecção e colonização. 

Everton explica ainda que o vento é o principal agente de disseminação da doença, que ao atingirem a planta de trigo, conseguem germinar, infectar e colonizar o tecido foliar. Por isso, ele ressalta a importância do monitoramento. “Nesse momento, mesmo com o bom desenvolvimento da cultura nesta safra, o ambiente tem sido favorável para a infecção do fungo. Tivemos clima mais seco e com temperaturas mais altas, entre 15 e 22°C. Por isso, é preciso monitorar as lavouras para não perder o controle nessas primeiras áreas que podem gerar grande quantidade de inóculo para outras lavouras", alerta Everton.

Manejo
A alternativa para reduzir os impactos da doença é realizar a aplicação de fungicidas, porém o agrônomo ressalta que em lavouras que o fungo infectou a planta na fase de alongamento, a aplicação já não se torna tão eficiente. “Na medida que a planta cresce, a cobertura da pulverização se torna mais difícil na região do colmo e na base da planta, mantendo o inóculo do Oídio”, explica. Nestes casos, é importante estar atento a intensidade da doença e realizar a aplicação de fungicidas antes do fechamento das entrelinhas da lavoura para uma adequada eficiência de controle e manutenção do potencial produtivo da cultivar. Nos casos em que a fase está mais adiantada, é importante estar atento ao volume de calda utilizado na pulverização, para que se tenha uma melhor cobertura. Outra medida que pode ser realizada de forma preventiva é a escolha de cultivares resistentes tendo no tratamento de sementes uma ação preventiva e importante para cultivares mais sensíveis.

Tudo pronto para o 29º Congresso Brasileiro de Zootecnia (Zootec 2019). Considerado o maior evento de Zootecnia do Brasil, o Zootec será aberto oficialmente nesta quarta-feira (14), às 09h, no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos, no Parque Fernando Costa/ABCZ, em Uberaba (MG). Amanhã (13), serão ofertados aos mais de mil congressistas confirmados 15 minicursos na ABCZ, Alta Genetics, Fazu, IFTM e Brazilian Cattle.

Abertura oficial do Zootec 2019 acontece nesta quarta com palestra sobre evolução das raças zebuínas e painel de nutrição animal

O Zootec inicia oficialmente na quarta-feira (14). Após a cerimônia de abertura, o diretor acadêmico da Fazu e presidente do Zootec 2019, Msc. Carlos Henrique Cavallari Machado, irá ministrar a palestra intitulada “Evolução das Raças Zebuínas: um relato histórico”. Zootecnista formado pela Fazu, Carlos Henrique atuou como superintende técnico da ABCZ há mais de duas décadas e é jurado efetivo das raças zebuínas há 25 anos.

Seguindo a programação do Zootec, o primeiro painel do evento será o de Nutrição Animal. A palestra “Avanços tecnológicos na área de produção de bovinos de corte a pasto” será apresentada pelo professor Esp. Adilson de Paula Almeida Aguiar. Especialista em Solos e Manejo de Pastagens, Adilson é consultor em projetos de pecuária de corte e leite desde 1991 no Brasil e no exterior, já implantou e acompanhou mais de 340 projetos de pecuária de corte e mais de 45 de pecuária de leite, sozinho e com parceiros.

Já a Dra. Melina Bonato, da ICC Brasil, ministrará a palestra “Uso de aditivos alternativos na avicultura: além da substituição ao antibiótico”, em que falará sobre os benefícios do uso das leveduras utilizadas na alimentação animal. Há 25 anos, a empresa brasileira une pesquisa e biotecnologia, realizando experimentos que comprovam os benefícios de aditivos de levedura em diversas espécies animais. Com um controle de qualidade rigoroso e acompanhamento em todas as fases de fabricação, fornece soluções inovadoras que visam o desempenho animal, saúde e segurança alimentar. A ICC exporta seus produtos para cerca de 180 clientes em mais de 50 países.

Com foco e incentivo aos trabalhos científicos e acadêmicos, os melhores trabalhos inscritos no Zootec 2019 serão apresentados na programação oficial do Congresso. Serão três plenárias por painel. No painel de Nutrição Animal, a primeira plenária será apresentada pela Isabela Modolo Ruy, da FZEA/USP, com o tema “Efeito da suplementação proteica-energética no peso corporal de matrizes nelore gestantes”.

Já a segunda plenária será apresentada pela Tânia Luiza Kohler, da Unioeste, com o tema “Efeito de híbridos de milho, temperatura de secagem e suplementação de enzimas sobre a morfometria intestinal de frangos de corte”.

A última e terceira plenária do painel de nutrição intitulada “Perfil metabólico de cordeiros dorper x santa inês com eficiência divergente para consumo e ganho de peso residual” será apresentada pela Júlia Marina Zanotelli, da UFPR.

Através do Momento Tech Mundo, o Zootec 2019 terá a participação de empresas ligadas ao agronegócio com a apresentação de novas tecnologias durante os painéis. No painel de Nutrição Animal, a empresa Evonik irá apresentar “Ferramentas analíticas para nutrição animal (ruminantes e não-ruminantes)”, com a palestrante Valeska Passarelo. Já a palestrante Lauriston Bertelli, da empresa Premix, irá apesentar o “Fator P na nutrição animal: benefícios para o rebanho e para o ambiente”.

Finalizando o primeiro dia oficial do Zootec, congressistas apresentarão das 18h às 20h os pôsteres de trabalhos científicos.

Com o objetivo de capacitar e atualizar os participantes do 29º Congresso Brasileiro de Zootecnia (Zootec 2019), a comissão organizadora desta edição promoveu na tarde do dia 13, minicursos simultâneos, em vários locais diferentes. O maior Congresso de Zootecnia do Brasil começou nesta terça-feira (13) e ocorre até sexta-feira (16)

Novidade no Zootec 2019, primeiro dia de evento é marcado por atualização profissional

Mais de 500 congressistas de todo o país participaram dos 15 minicursos ofertados no 29º Congresso Brasileiro de Zootecnia (Zootec 2019), que acontece no Centro de Eventos da ABCZ, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG).

A Pista de Julgamento do Parque Fernando Costa recebeu sete minicursos de Avaliação Morfológica das raças: Senepol, Nelore, Guzerá, Girolando, Gir Leiteiro, Tabapuã, Brahman. Já o Tatersal Rubico de Carvalho contou com o minicurso de Padrão Racial, Morfologia e Aptidão das Raças Zebuínas. No Brazilian Cattle, os congressistas participaram do minicurso sobre o Bem-Estar e a Zootecnia no Brasil.

A Fazenda Escola da Fazu, que possui mais de 200 hectares, recebeu três minicursos: Utilização de Drones na Pecuária, Sistema Intensivo de Suínos criados ao Ar Livre (SISCAL) e Meliponicultura: manejo e utilização de tecnologias para a produção sustentável.

No IFTM, instituição de ensino parceira, que presta apoio organizacional na realização do Zootec, sediou dois minicursos: Diagnóstico da Pastagem Degradada a partir de Geotecnologias e Boas Práticas na Produção de Galinhas e Ovos Caipiras.

Na Alta Genetics, a mais moderna central de produção e tecnologia de sêmen da América Latina, com capacidade para 300 touros, congressistas do Zootec participaram do Workshop Melhoramento Genético de Bovinos.

Para o médico veterinário e presidente da Associação de Criadores de Senepol, Pedro Crosara Gustin, o grande objetivo do minicurso de Avaliação Morfológica de Senepol foi apresentar aos futuros profissionais do Agro a variedade de ferramentas genéticas existentes para melhorar o gado. “No minicurso falamos de fenótipos, morfologia, as principais características da raça, adaptação, rusticidade, os ganhos, então foi algo muito interessante e, para nossa surpresa, o curso teve uma adesão grande, foi muito favorável, atingiu a quantidade máxima e isso mostra que o jovem que está entrando no agro está antenado às novas tecnologias. É um pessoal diferente que veio para fazer a ruptura que nós precisamos para o agro evoluir”, comenta Crosara.

Eduardo Damasceno Lopes é acadêmico de Zootecnia da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) e é a primeira vez que participa do Zootec. Natural de Belém (PA), ele conta que o Zootec 2019 está sendo muito proveitoso. “Eu fiz o minicurso de Nelore e, pra mim, é uma raça importante. Na minha região, no Norte, ela é a mais usada e é a que eu vi que ia tirar mais proveito. Como o zebu é o animal mais rústico em questões de clima, então ele atende muito lá no Norte, pois ele se adapta melhor. Aprender sobre ele está sendo primordial”, destaca o futuro Zootecnista.

O presidente do Zootec 2019 e diretor acadêmico da Fazu, Carlos Henrique Cavallari Machado, comenta sobre o primeiro dia de evento. “Esse modelo de Zootec permitiu que nós fizéssemos algumas apresentações de painéis e, assim, demos oportunidade aos congressistas acadêmicos. Nesse primeiro dia de evento tivemos uma notoriedade e adesão muito grande dos participantes, onde 50% dos inscritos do Zootec participaram dos minicursos, que foram realizados juntamente com nossos parceiros. Fico muito feliz em ver que tivemos pessoas de todos os estados brasileiros e também acadêmicos de outros países, como Bolívia, Paraguai e Venezuela”, destaca o zootecnista.

A 29ª edição Zootec é realizada pela Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba), a ABZ (Associação Brasileira de Zootecnistas), a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com o apoio organizacional do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).

A programação do 29º Congresso de Zootecnia do Brasil (Zootec 2019) seguiu nesta quinta-feira abordando as seguintes temáticas: melhoramento genético bovino, biotecnologias aplicadas à reprodução e o manejo gentil de potros. O Zootec começou na última terça (13) e segue até sexta (16). A programação completa pode ser conferida através do site zootec2019.com.br.

Zootec 2019 apresentou painéis de melhoramento animal e manejo e reprodução animal nesta quinta

O painel de Melhoramento Animal recebeu o MsC. Luís Antônio Josahkian com a palestra “Seleção em gado de corte: um ponto de equilíbrio”. Josahkian é superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e jurado efetivo das raças zebuínas. Já a Dra. Juliana Cristina Rego Ribas apresentou a palestra intitulada “O que a genética reserva para o futuro da suinocultura?”.

As plenárias, que são apresentadas pelos acadêmicos de Zootecnia, com os melhores trabalhos inscritos no Zootec, teve início no Painel de Melhoramento Animal com a palestra “Habilidade de permanência no rebanho em partos consecutivos em bovinos hereford e braford”, de Gabriele de Souza Silva Fernandes. Seguindo as plenárias, o Ricardo Dutra do Bem abordou o tema: “Endoparasitoses e a padronização racial de ovinos Santa Inês”. Também houve a plenária intitulada “Efeito da triploidização com diferentes temperaturas sobre a sobrevivência e desempenho do tambaqui na fase larval”, com José Fernando Bibiano Melo.

No Momento TechMundo, a ABCB Senepol abordou sobre a genômica impulsionando o melhoramento genético, com o Marco Milanesi. Já o Momento TechMundo Girolando explicou sobre “Projeto Genoma: os avanços genéticos da Raça Girolando”, com o Dr. Marcos Vinicius Barbosa da Silva, da Embrapa Gado de Leite.

Após o horário de almoço, o painel de Manejo e Reprodução Animal recebeu o Dr. André Penido, da Epamig, que ministrou palestra sobre “Impacto das biotecnologias aplicadas à reprodução e sua relação com a produtividade de bovinos”. Já a Dra. Anita Schmidek, de Apta Colina/SP, abordou o tema: “Manejo gentil de potros: reflexos no dia a dia da fazenda e no desempenho dos equinos”.

"O nosso encontro foi sobre o manejo dos cavalos, voltado mais para o dia a dia da fazenda desde o manejo com potros até a vida adulta deles, com o objetivo de melhorar a vida dos cavalos, fazendo com que eles sejam melhores atendidos e tenham uma melhor relação entre humanos e equinos. O intuito da conversa hoje foi despertar a ideia da importância desse cuidado com os cavalos", destaca a Dra Anita Schmidek.

O Momento TechMundo Grupo Vittia apresentou as “Ferramentas para o manejo de percevejo castanho e cigarrinhas das pastagens”, com Éderson Santos, Gerente de Mercado do Grupo Vittia. O segundo Momento TechMundo do painel de Manejo e Reprodução Animal será com a empresa Alta Brasil, que abordará sobre o “Teste de fertilidade de touros a campo: aprendizados e descobertas”, com Luiz Alfredo Garcia Deragon.

As plenárias do painel de Manejo e Reprodução Animal foram iniciadas com Rodrigo Cruz de Freitas Lima, abordando sobre a “Produção de radicais livres em sêmen criopreservado de bovinos zebuínos e taurinos”.

Marco Antônio Kasper abordou sobre a “Influência da idade da ovelha e do tipo de parto sobre características ao nascimento de cordeiros”. Por fim, a Nayra de Paula Montijo de Oliveira Barbosa explicou sobre “Comparação da viabilidade espermática entre reprodutores suínos de linhagens distintas durante 96 horas de refrigeração”.

Das 17h às 20h, acadêmicos de graduação e pós-graduação de todo país apresentaram pôsteres. 

Discussões sobre o futuro promissor da tecnologia marcaram o 16º Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol), que terminou nesta quinta (15), em Londrina/PR

Sustentável e inovador, mercado de controle biológico cresce em ritmo acelerado no Brasil e no mundo

“O controle biológico evoluiu em conceitos e abordagens e está cada vez mais integrado às estratégias de gestão produtiva”. Com essa mensagem, o professor da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/USP) José Roberto Postali Parra abriu o 16º Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol) e deu o tom das discussões que permearam os cinco dias de encontro. O evento, promovido pela Sociedade Entomológica do Brasil, Embrapa Soja e Universidade Estadual de Londrina (UEL), terminado nesta quinta-feira (15) em Londrina, no Paraná.

Durante a conferência de abertura, Parra ressaltou que o controle biológico não deve mais ser visto simplesmente como o combate aos insetos por meio da introdução de inimigos naturais na lavoura. Hoje, o escopo desse tipo de manejo está intimamente associado à inovação, uma vez que abrange tecnologias modernas como os biofertilizantes, bioestimulantes e bioagentes.

A diretora-executiva da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), Amália Borsari, corrobora as palavras do acadêmico da USP. “As tecnologias que combinam produtos de base biológica, conhecimento aprofundado das relações entre os diversos elementos do campo, uso inteligente de dados e automação nos processos são as que vão revolucionar a agricultura. O controle biológico preenche todos esses requisitos.”, avalia. 

Um exemplo disso são os insetos encapsulados produzidos nas biofábricas. Eles podem ser introduzidos na lavoura por meio de modernas tecnologias de liberação, inclusive com uso de drones e técnicas de georreferenciamento. Tudo isso permite ação muito mais rápida, precisa e eficiente.

Sustentabilidade e Integração - Os consumidores, cada vez mais, esperam o compromisso do produtor com o meio ambiente e com a sociedade. Para Amália, esse é outro ponto de contato entre o controle biológico e as demandas contemporâneas: a sustentabilidade. “O controle biológico integra uma estratégia que reduz a pressão no meio ambiente, por exemplo, empregando microrganismos com propriedades inseticidas no manejo das lavouras”, observa a diretora da ABCBio.

O professor lembra, entretanto, que o Controle Biológico deve ser um componente dentro das diversas estratégias que compõem o Manejo Integrado de Pragas (MIP). Diversos debates do Simpósio reiteraram essa ideia. A mensagem que permeou todo o evento foi a de que não se pode abrir mão de nenhuma tecnologia para enfrentar os desafios da agricultura tropical, como a realizada no Brasil. O controle biológico entra nessa equação como uma variável que intervém, a serviço da produtividade e com muita ciência e segurança, nas relações entre os diversos organismos que existem na natureza.

Perspectivas - Segundo dados apresentados no Sincobiol, o mercado de controle biológico cresce na ordem de 10% a 15% ao ano no mundo e em ritmo ainda mais acelerado no Brasil. Globalmente, saltará de US$3 bilhões em 2019 para a US$5 bilhões nos próximos anos. Diante de todo esse potencial, um dos questionamentos mais frequentes no encontro diz respeito ao futuro. O que os próximos anos reservam ao controle biológico?

De acordo com o professor Parra, o horizonte é promissor. “No País, há investimentos crescentes por parte da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e de empresas privadas, incluindo startups.” Em escala global, o apetite chinês por produtos inovadores também se mostra presente nessa área, com registros de aportes de US$ 340 milhões em produtos biológicos.

“Há uma abertura maior por parte do setor produtivo para incorporar novas tecnologias e um ambiente bastante propício para novos saltos de inovação, com a aproximação entre universidades, grandes empresas e startups” revela o pesquisador sem esconder o otimismo, que pode ser considerada a palavra que resume o Simpósio.

Sobre a ABCBio

A Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio) foi fundada em 2007 e, desde então, realiza ações que visam fortalecer, defender e valorizar o setor. É membro da BioProtection Global (BPG), federação que reúne as principais associações das indústrias de biodefensivos do mundo. A ABCBio acredita que o controle biológico é uma ferramenta inovadora capaz de tornar a agricultura mais sustentável, aumentando a eficiência do combate às pragas, reduzindo seu impacto sobre o meio ambiente e seres humanos, contribuindo para o aumento de produtividade. Para saber mais, visite nosso site ou entre em contato por meio de nossos perfis no Facebook, no LinkedIn e no YouTube.

Debates reúnem especialistas dos Estados Unidos, China, União Europeia e América do Sul em uma discussão sobre as tendências mundiais do setor

Disputa comercial no agronegócio pauta evento internacional em Curitiba

A guerra comercial entre os Estados Unidos (EUA) e China e o acordo entre Mercosul e União Europeia dominam a pauta do 7º Fórum de Agricultura da América do Sul. As disputas comerciais e os acordos de bloco ou bilaterais, que estabelecem uma nova ordem no agronegócio globalizado, serão abordados de maneira transversal em praticamente toda a programação do evento. O pano de fundo está no protagonismo sul-americano, liderado pelo Brasil, nessa nova era de oferta e demanda mundial.

Em um efeito colateral, a realidade geopolítica que opõe as duas potências da América e da Ásia modifica as relações no comércio mundial e afeta sobremaneira o Brasil, em riscos e oportunidades. Um dos principais exemplos está no comércio da soja, a commodity com maior liquidez no mercado internacional. Conforme dados do USDA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o comércio mundial da oleaginosa no ciclo 2018/2019 foi de 160 milhões de toneladas, com uma participação de 45% do produto brasileiro. Uma janela de oportunidade para o Brasil, consequência da disputa entre EUA e China.

Fábio Carneiro Cunha, da Legex Consultoria, especialista em comercio exterior e um dos moderadores do Fórum, explica que a disputa comercial no agronegócio está apenas começando. “Esse tema será a grande pauta da próxima década. Um ambiente onde Brasil precisa saber mais do produzir e se posicionar de maneira estratégica no mercado internacional”, afirma. A análise desse cenário e o futuro dessa disputa e desse contexto estará presente nos dois dias do Fórum, que ocorre 5 e 6 de setembro, no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba (PR).

O tema do 7º Fórum de Agricultura da América do Sul é “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”. O evento já tem confirmadas as presenças da consultora e especialista em política comercial da União Europeia, Emily Rees; do diretor da Divisão Agrícola e de Commodities da Organização Mundial do Comércio (OMC), Edwini Kessie; além do economista do USDA, Warren Preston. Nos debates, os especialistas irão analisar as variáveis que podem definir os rumos comerciais dos próximos anos, como inovação, logística e tecnologia.

Inscrições – O 7º Fórum de Agricultura da América do Sul já está com as inscrições abertas pelo site www.agrooutlook.com.br . A inscrição garante acesso a toda programação do evento, incluindo alimentação. Em 2018, o Fórum recebeu mais de 600 participantes.

Serviço:

7º Fórum de Agricultura da América do Sul – “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”

Data: 05 e 06 de setembro de 2019

Local: Museu Oscar Niemeyer (MON)

Endereço: Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico – Curitiba (PR)

Inscrições: www.agrooutlook.com.br

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Sobre o Fórum de Agricultura da América do Sul


O 7º Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum South America 2019) é uma iniciativa do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo (AgroGP), plataforma de conteúdo do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), com sede em Curitiba, no Paraná. O projeto piloto do Fórum foi realizado em 2013 e levou para Foz do Iguaçu (PR) mais de 500 inscritos para discutir os desafios e oportunidades do agronegócio global a partir da realidade sul-americana. Desde então, o evento reúne anualmente especialistas e participantes de todo o mundo, trazendo à pauta assuntos como inovação e sustentabilidade, desenvolvimento urbano pela economia rural e sucessão no campo. Em 2019, o evento tem como tema “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”.

A Olimpíada Brasileira de Zootecnia, idealizada pela Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), foi realizada por meio de competição nas modalidades individual e equipe, em três fases de avaliação

ABZ promove premiação da Olimpíada Brasileira de Zootecnia no Zootec 2019

A ABZ (Associação Brasileira do Zootecnistas) promoveu durante a solenidade de encerramento do Congresso Brasileiro de Zootec (Zootec 2019), realizada hoje (16), a premiação da Olimpíada Brasileira de Zootecnia (OBZ). Realizaram a entrega das honrarias, o presidente da ABZ, Marinaldo Divino Ribeiro, e a presidente do Comitê Organizador da Olimpíada Brasileira de Zootecnia (OBZ), professora Rosemary Laís Galati.

Na Categoria Individual, recebeu o prêmio de 1º lugar na Olimpíada Brasileira de Zootecnia, o acadêmico de Zootecnia da Universidade União Pioneira de Integração Social (Upis), Renato de Marcondes Neves Rodrigues Bé. O aluno premiado foi presenteado com um celular e a isenção de anuidade da ABZ, por um ano.

A 2º colocação na Olímpiada ficou com acadêmica da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Juliana Schuch Pitirini. A 3º colocada na Olimpíada Brasileira de Zootecnia foi a acadêmica de zootecnia da Universidade União Pioneira de Integração Social (UPIS), Kênia Leão dos Santos.

A Olimpíada Brasileira de Zootecnia, idealizada pela Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), foi realizada por meio de competição nas modalidades individual e equipe, em três fases de avaliação, sendo elas: local, estadual e nacional, voltada para a comunidade acadêmica, visando incentivar os estudos zootécnicos, permitindo aos participantes aplicarem seus conhecimentos e habilidades em meio a um espírito olímpico.

Na Categoria Equipe, recebeu o prêmio de 1ª melhor equipe na Olimpíada Brasileira de Zootecnia, a Equipe de Zootecnia no Sertão da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP), Unidade Acadêmica de Serra Talhada, com os competidores: Elias Neto, Deyziane Kelly Barros, Gabriela Mayara Oliveira, Matheus Henrique de Andrade e a Celma Gomes de Lemos. A equipe recebeu um computador ou R$3 mil reais e, isenção de anuidade da ABZ, por um ano, para cada membro da equipe.

Recebeu o certificado de 2ª melhor equipe, a Simbiose, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Piauí, Campus Paulistana, com os competidores: Gislane da Paixão, Aldclêuson Pedro de Carvalho, Daniel de Jesus Silva, Marta Rodrigues de Macedo e Larissa Stefany Da Silva Oliveira. Já a Equipe Pai D’égua, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), ficou com a 3º colocação, com os competidores: Juliana Schuch Pitirini, Weend Batista Grande, Andrey de Sousa Miranda, Eleanatan Syanne da Cruz Ribeiro e Gustavo Souza Carneiro.

Quinze equipes trabalham desde às 9h desta segunda-feira para resolver 17 problemas comuns ao cotidiano do agronegócio.

Maratona de tecnologia começa com 17 desafios em sua agenda

Quinze equipes trabalham desde às 9h desta segunda-feira para resolver 17 problemas comuns ao cotidiano do agronegócio. São 75 pessoas, com diferentes habilidades e conhecimentos, integradas aos desafios do Hackathon, uma das sensações da programação do Show Rural Digital. Os facilitadores são ligados à Acic Labs, Fiep/Senai e ao Sebrae.

O vice-presidente da Microempresa e um dos criadores do laboratório de tecnologia e inovação da Acic, Siro Canabarro, informou, na abertura dos trabalhos, que para cada ideia existem pelo menos cinco mil iguais no mundo. “Não há ideias únicas, o que ocorre nesse novo grande cenário é a execução, o colocar na prática um projeto que pode se tornar um grande sucesso”.

Os trabalhos deverão ser finalizados em prazo estimado de 30 horas. Depois, serão apresentados e defendidos em pitches. Uma comissão especialmente formada terá por atribuição escolher os melhores trabalhos. O vencedor receberá como prêmio uma viagem a um dos mais importantes ecossistemas de inovação do mundo – ano passado a equipe foi para a Califórnia.

O segundo e terceiro colocados ganharão prêmios em dinheiro. O anúncio dos vencedores ocorrerá na manhã de quarta-feira, na Arena Paraná, no SRD. O patrocinador máster do hackathon é a Cresol.

Há quem garanta que sem as abelhas a humanidade não sobreviveria.

Apicultura: Emater destaca importância das abelhas

Há quem garanta que sem as abelhas a humanidade não sobreviveria. Importantes para a polinização das mais diversas culturas elas recebem atenção especial durante a edição do Show Rural. Na área do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – IAPAR/EMATER, o estande da apicultura está demonstrando alguns sistemas de cultivo e orientando os produtores rurais sobre o uso de equipamentos.

“Hoje, quase todos os produtores rurais estão conscientes da importância e possuem a criação de abelhas em suas propriedades. O que estamos demonstrando aqui são as melhores formas de cultivo e as várias espécies de abelhas que podem ser utilizadas na região”, conta o técnico da EMATER, Nilo Deliberali.

Entre os sistemas demonstrados no Show Rural estão o sistema de caixas e o cultivo do favo diretamente em vidro, o que agrega valor de venda para o produtor.

Três tipos de abelhas estão sendo demonstradas. A abelha sem ferrão, a abelha solitária e a abelha com ferrão.

MEL
Graças ao entendimento do produtor rural, a região de Cascavel já começa a experimentar uma grande produção de mel e derivados. Boa parte deste produtos estão sendo comercializados no Barracão da Agroindústria.

EMATER no Show Rural 2020
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Pela quinta edição consecutiva, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – ABCZ estará presente no Show Rural Coopavel 2020

ABCZ participará do Show Rural Coopavel

Pela quinta edição consecutiva, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – ABCZ estará presente no Show Rural Coopavel, levando informações e promovendo as raças zebuínas. O evento de difusão de tecnologia agropecuária que acontece entre os dias 03 a 07 de fevereiro, em Cascavel (PR), é considerado um dos maiores da América Latina.

“É importantíssima à presença da ABCZ no Show Rural Coopavel, uma vez que o Paraná conquistou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, fato que colocou o estado em condição privilegiada na abertura de novos mercados internacionais. A ABCZ apresentará para o Show Rural a nossa força no campo, levando conhecimento técnico através do PMGZ e do projeto ‘Genômica”, destaca o vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Marcelo Ártico, que integrará a comitiva da entidade.

A ABCZ também contará com um estande no local, onde serão apresentados detalhes dos programas e projetos desenvolvidos pela entidade. Ainda na programação da Associação durante o Show Rural Coopavel, uma Feira Pró-Genética será realizada.

“O Show Rural Coopavel é um dos eventos mais bem organizados do país, e parceiro da ABCZ desde quando criaram o setor de pecuária da feira. É de uma região que sempre usou alta tecnologia em sua agricultura, e a ABCZ principalmente através do PMGZ traz todos os anos às informações e orientações sobre o que se tem de melhor em tecnologia ligada à pecuária bovina. É também uma das melhores feiras do Pró-Genética do estado do Paraná”, enfatiza Gabriel Garcia Cid, diretor técnico e científico da ABCZ, que também estará presente no evento.

Sobre o evento. O Show Rural Coopavel está em sua 32ª edição. Em 2019 o evento reuniu mais de 530 expositores, apresentando novidades do setor. Nos cinco dias de evento a feira recebeu 288.802 visitantes e movimentou mais de R$ 2,2 bilhões.

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e o vice-presidente da Central Cresol, Edson Vieira, inauguraram oficialmente na manhã desta segunda-feira a Boulevard Cresol.

Inauguração da Boulevard Cresol marca início de atividades do SRD

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e o vice-presidente da Central Cresol, Edson Vieira, inauguraram oficialmente na manhã desta segunda-feira a Boulevard Cresol, dando início assim às atividades do Show Rural Digital, uma das atrações do Show Rural Coopavel que seguirá até sexta, 7, em Cascavel, no Oeste do Paraná.

A avenida tem uma extensão de cerca de 100 metros e está no meio da estrutura física de cinco mil metros abriga o Show Rural Digital. Um passeio de alguns poucos passos coloca o visitante em frente a algumas das maiores e mais inovadoras empresas do mundo. “Em poucos metros é possível fazer uma volta ao mundo, ir dos Estados Unidos à China, por exemplo”, diz o coordenador geral do SRD José Rodrigues da Costa Neto.

Às margens da Boulevard Cresol estão empresas como AWS (Amazon), Microsoft, Totvs, Huawei, HP e muitas outras. “É a tecnologia à disposição de cada um de nós e das empresas, promovendo soluções fantásticas”, diz Dilvo Grolli. “A inovação é um caminho sem volta e dita as regras de um novo tempo e todos precisamos estar conectados”, informa Edson Vieira.

Na avenida, além de um passeio para ampliar a rede de contatos, é possível sentar, descansar, tomar um café e ainda utilizar ilhas com tomadas para recarregar o celular. Outras atrações do SRD são o Boot Camp, o Fórum de TI de Cooperativas do Brasil e Paraguai e o Iguassu Valley Connect/Fórum de Inovação. Uma das novidades é uma arena para demonstrações e testes de drones, rovers e veículos movidos a energias alternativas.

O Show Rural realiza pela primeira vez, dentro da programação oficial do Show Rural Digital, o primeiro fórum de inovação aberta, o IGUASSU VALLEY CONNECT SHOW.

Show Rural amplia agenda de inovação aberta entre startups e grandes players

O Show Rural realiza pela primeira vez, dentro da programação oficial do Show Rural Digital, o primeiro fórum de inovação aberta, o IGUASSU VALLEY CONNECT SHOW. O evento será realizado em Cascavel, entre 3 e 5 de fevereiro, e promete integração de startups com mercado corporativo e fundos de investimento. O evento é uma iniciativa em parceria entre Coopavel, Sebrae, Embrapa, Parque Tecnológico de Itaipu, Iguassu Valey, SRI e Programa Oeste Desenvolvimento.
Com formato inovador, o evento busca conectar empresas que buscam inovações e novas tendências tecnológicas, promovendo amplas discussões sobre desafios que são enfrentados atualmente. “O evento terá painéis sobre a formação do futuro profissional do agro, desenvolvimento de ecossistemas de inovação, novos modelos de negócios de startups, além de apresentações de soluções da indústria de tecnologia”, destaca José Rodrigues da Costa Neto, coordenador do Show Rural Digital.

De acordo com Emerson Durso, consultor do Sebrae, a iniciativa fomenta a aproximação das startups com demandas reais do mercado, em um movimento que integra produção, pesquisa e empreendedorismo e novas tendências. O diretor de inovação e tecnologia da Embrapa, Cleber Soares, fará a apresentação Agricultura e Alimentos – drivers para a sustentabilidade e inovação, mostrando como esses temas estão cada vez mais conectados na agenda global. “Sustentabilidade é mais do que um conceito ou uma premissa. É o novo driver de inovação de negócios e de relacionamento com o consumidor. É preciso estar atento e aproveitar de maneira inteligente e transparente as oportunidades que estão surgindo em mercados cada vez mais complexos”, destaca Cleber Soares.

O Secretário de Inovação da Embrapa, Daniel Trento, também estará presente no evento, destacando as oportunidades de carreira e de articulação de startups com os ambientes de inovação da empresa. “A inovação aberta tem um potencial enorme de alavancar negócios e de desenvolver novas soluções para diferentes problemas que estão na agenda da agricultura. A aproximação com diferentes players amplia as conexões de forma exponencial e proporciona aprendizado mútuo: é um jogo que todos ganham”, ressalta Trento.

A participação da Embrapa no primeiro Fórum de Inovação Aberta – Iguassu Connect Show – no Show Rural envolveu a articulação entre a Embrapa Soja, que coordena a participação institucional na feira, e a Secretaria de Inovação da Embrapa, num trabalho conjunto de valorização dos ecossistemas de inovação que estão se consolidando em todo o país.  “Além de programação oficial, haverá uma rodada de negócios exclusiva para 100 startups pré-inscritas. As inscrições ainda estão abertas e são gratuitas. Confira a programação completa do Iguassu Conect Show: https://www.sympla.com.br/iguassu-valley-connect-show-2020__745527

Texto: Carina Rufino (MTB 3914-PR)

Assessoria de Imprensa – Embrapa

Jornalistas: Carina Rufino (43) 99191-5140 e Lebna Landgraf (43) 99993-6967

(43) 99994-2271 – soja.imprensa@embrapa.br

Confira mais informações: www.embrapa.br/showrural

Estande da empresa terá um espaço para conversas com os produtores rurais sobre o futuro do agronegócio. Influenciadores Digitais do agro e que moram na região participarão da programação e terão um ambiente específico para receberem seus seguidores.

Jacto Talks on the road estreia no Show Rural Coopavel

FEVEREIRO de 2020 - Depois do sucesso do Jacto Talks, que reuniu na sede da empresa um grupo de influenciadores digitais do agronegócio, o projeto pega estrada e terá um espaço e uma programação específica durante as grandes feiras que a empresa participará.

A estreia do projeto on the road será durante o Show Rural Coopavel. "Estamos convidando influenciadores digitais do mundo agro para termos um momento de bate-papo com o público que visita o nosso estande. Teremos um local específico para que possam receber seus seguidores e um horário para discussão sobre o contexto do agronegócio, com perguntas abertas da plateia", explica Fabiano Neves, da área de estratégias digitais da Jacto.

Andrei Weber, que tem um canal no Youtube e Alexsander Ferst, do canal Agricultura no Comando, ambos da região onde acontece o evento, são alguns dos influenciadores convidados. O objetivo é discutir assuntos, tendências e novidades relacionados ao setor e formas de se comunicar e potencializar informações sobre o segmento.

Neste ambiente de conversa, a Jacto tem uma programação para os cinco dias de feira:
Terça, 04 de fevereiro
9h: Minuto Jacto: Como escolher o melhor pulverizador para o seu trator?
10h: Talks:Cooperativismo e sua importância para a agricultura
14h: Minuto Jacto: Crédito agrícola
15h: Talks: Os Desafios do Agro do Futuro
Quarta, 05 de fevereiro
9h: Minuto Jacto: Agricultura do futuro: você está preparado?
10h: Talks: Tecnologias Digitais e sua Aplicação na Agricultura
14h: Minuto Jacto: Como manter a competitividade do agronegócio?
15h: Talks: Tecnologia Focada em Produtividade
Quinta, 06 de fevereiro
9h: Minuto Jacto: Novas Tecnologias de Aplicação
10h: Talks: Profissionalização no campo
14h: Minuto Jacto: Entenda como o consórcio Jacto funciona e financie suas máquinas agrícolas
15h: Talks: Big Data na agricultura: como utilizar dados para melhorar o campo
Sexta, 07 de fevereiro
9h: Minuto Jacto: Perspectivas do agro para 2020


O formato Minuto Jacto é uma conversa liderada por um porta-voz da empresa, com perguntas abertas da plateia. Já o Talks, é um bate papo com a participação de um moderador, um representante da Jacto e influenciadores digitais que vão debater sobre o tema, abrindo os microfones também para o público que estiver participando.

Todas essas conversas terão duração máxima de 30 minutos e serão transmitidas pelo Facebook da Jacto e o público poderá também enviar perguntas e participar, mesmo não estando presencialmente no Show Rural.

Fala do Agricultor
Inserido neste ambiente, a Jacto vai colher depoimentos de seus clientes da região, incluindo suas participações na campanha institucional deste ano que tem com o tema central "Servindo a quem faz o futuro".

Para iniciar a campanha, a empresa ouviu produtores rurais da Rússia, Ucrânia, Paraguai, Argentina e algumas regiões do Brasil sobre o que pensam de como será a agricultura no futuro, seus desafios, resultados e sobretudo, compromisso com uma produção sustentável.

Agora é a vez de uma ação de escuta ativa para colher as percepções dos produtores rurais em suas localidades, considerando a regionalidade em cada feira.

"A empresa tem como valor estar sempre ao lado do produtor e queremos ouvir suas percepções sobre o futuro do nosso setor. Seja presencialmente em feiras, via participação no Facebook, comentários nas nossas outras redes sociais e também através dos influenciadores digitais, que elencam inúmeras discussões em seus canais", comenta Wanderson Tosta, diretor de marketing da empresa.
Informações para a imprensa:
Oz Conteúdo / Odara Comunicação
Fernanda Cicillini : (16) 99202-7904
Livia Borges : (16) 99771-7774

Marca da CNH Industrial comemora operação no país demonstrando em Cascavel (PR) as aplicações da retroescavadeira B110B, da pá carregadeira W130B e da escavadeira hidráulica E175C EVO no campo Nova plataforma online de venda de peças via Mercado Livre oferece possibilidade de compra de componentes a qualquer lugar, dia ou horário

New Holland Construction celebra 70 anos de Brasil no Show Rural Coopavel com soluções para o agronegócio

Sempre próxima do produtor rural e firme em sua crença no Brasil, a New Holland Construction comemora 70 anos de operação no país em 2020 e abre a temporada com um portfólio de máquinas e soluções para o agronegócio durante o 32° Show Rural Coopavel. De 3 a 7 de fevereiro, em Cascavel (PR), o público presente poderá conhecer as aplicações da retroescavadeira B110B, da pá carregadeira W130B e da escavadeira hidráulica E175C EVO no campo. 

O visitante tem à disposição a nova plataforma online de venda de peças via Mercado Livre, que oferece a possibilidade de compra de componentes a qualquer lugar, dia ou horário por meio da plataforma www.loja.mercadolivre.com.br/new-holland, com entrega realizada através da Rede de Concessionários.

A presença das máquinas da linha amarela no estande da New Holland Agriculture reforça a sinergia entre as marcas da CNH Industrial.

A Rede de Concessionários New Holland Construction é representada pela Shark Máquinas, presente no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A marca conta com o suporte do Banco CNH Industrial, um dos maiores bancos de montadoras e que atua há 20 anos no Brasil, presente no Show Rural Coopavel com as melhores opções de crédito para o produtor rural.

Compacta e com múltiplas possibilidades de aplicação
Produzida na fábrica de Contagem (MG), a retroescavadeira New Holland Construction B110B é equipada com motor FPT 4,5 litros de 97 hp de potência, transmissão PowerShuttle, braço traseiro longo standard de fábrica, que lhe dá um maior alcance de escavação de 4,73m, e bomba hidráulica dupla, para maior velocidade nos ciclos. A máquina se sobressai pela agilidade, precisão, força e confiabilidade, além da segurança na operação, podendo ser utilizada na abertura de valas, adubação, construção de cercas, cultivo, desassoreamento, limpeza, infraestrutura de fazendas, irrigação e transporte de materiais.

A possibilidade de instalar diversos tipos de implementos também potencializa o uso da retroescavadeira no agronegócio. Entre os implementos mais utilizados estão garfo pallet, perfuratrizes, placa vibratória, vassoura hidráulica, caçambas de variados tamanhos e funções.

Projetada para as tarefas pesadas do campo
Potência, ciclos rápidos e alta performance são atributos da W130B, modelo intermediário da linha de pás carregadeiras da New Holland Construction equipado com motor eletrônico FPT de 6,7 litros, 137 hp e dois modos de operação – um para maior produção, outro para maior economia de combustível –, além da transmissão PowerShift, com sistema de mudança de marchas automático ou manual, proporcionando maior conforto e ciclos mais rápidos de operação. Tecnologia acessível e confiabilidade são marcantes neste modelo.

Também produzida no Brasil, a pá carregadeira tem caçamba maior ampliando a capacidade de carregamento, em operações como abastecimento de silos, construção de barragens, curvas de nível, limpeza de estradas e transporte de materiais.

Desempenho preciso e de alta força nas fazendas
Com peso de operação de 17 toneladas e capacidade de caçamba de 0,98 m³, a New Holland Construction E175C EVO é a escavadeira mais versátil para operações no campo, com produtividade próxima à um modelo de 20 toneladas, porém com facilidade e flexibilidade no transporte, por não necessitar de um caminhão do tipo prancha. Dotada de sistema hidráulico dimensionado para atender o braço e lança reforçados tipo HD, proporcionando ciclos mais rápidos, resistência e durabilidade, é produzida em Contagem (MG), juntamente com outros cinco modelos da família de escavadeiras Série C EVO, garantindo as facilidades de compra pelas principais linhas de crédito de financiamento.

O interior tem painel digital com tela de sete polegadas, cabine com estrutura robusta para a proteção do operador e estrutura ROPS/FOPS-1 (Roll Over Protective Struture/Fall Over Protective Struture), entregando amplo espaço interno e excelente visibilidade frontal e lateral, baixos níveis de ruído interno e vibração, aliados ao sistema de ar condicionado digital, rádio com entrada USB, assento com múltiplas regulagens e cooler para alimentos/bebidas, garantindo o conforto do operador durante todo o dia. Todos esses atributos tornam a escavadeira ideal para as mais diversas aplicações, como abertura de tanque e obras de drenagem em estradas e lavouras, além das curvas de nível.

Maior produção no campo aliada a menores custos operacionais
Supervisor comercial da New Holland Construction, Filipe Lima aponta a importância de uma máquina da linha amarela trabalhando em indústrias e propriedades rurais. “O valor investido na locação de um equipamento pode ser facilmente revertido na aquisição de uma máquina nova, que atenderá prontamente todas as necessidades da infraestrutura rural”, afirma.

Acesse www.newholland.com.br/mercadoagricola e fique por dentro de todas as aplicações das máquinas da New Holland Construction para o agronegócio.

“Temos máquinas para as mais variadas aplicações no agronegócio, acelerando a execução de tarefas com redução no custo operacional”, afirma o gerente Regional da Shark Máquinas, Fernando Scolaro.

Nova plataforma online de venda de peças
O cliente New Holland Construction também tem à disposição um inédito canal eletrônico de venda de peças, via Mercado Livre. Componentes como filtros, correias, eixos e rolamentos podem ser adquiridos em qualquer lugar, dia ou horário por meio da plataforma www.loja.mercadolivre.com.br/new-holland, com entrega realizada através da Rede de Concessionários. 

“Agora, nosso portfólio de peças genuínas está disponível a um simples toque na tela do celular, tablet ou computador, o que facilita e ajuda a programar a manutenção da sua máquina sem sair de casa ou do trabalho. Estar próximo do cliente sempre foi muito importante para nós”, afirma o especialista de pós-venda da New Holland Construction, Marcelo Barbosa.

Suporte pós-venda e linha NEXPRO
O pós-venda da New Holland Construction garante todo o suporte em peças e serviços voltados à manutenção preventiva, corretiva e itens de desgaste. Destaque para as Peças Genuínas, utilizadas em qualquer equipamento da frota. Os itens da linha NEXPRO são ideais para manter a performance durante todo o ciclo de vida dos equipamentos e os kits de manutenção da marca.

As soluções em Aftermarket Solutions estão disponíveis no estande da New Holland e são voltadas aos produtores que utilizam as máquinas da marca, para o aumento da produtividade e manutenção das áreas rurais.

Condições especiais do Banco CNH Industrial
Durante o Show Rural Coopavel, as taxas de CDC para equipamentos New Holland Construction novos e usados estão disponíveis a partir de 8,78% a.a. com até 90% do bem financiado para pessoa física ou pessoa jurídica, além das linhas de financiamento do BNDES. Consulte a equipe comercial do Banco CNH Industrial e verifique a melhor condição de financiamento para a sua máquina.

SERVIÇO
Show Rural Coopavel 2020

Quando: de 3 a 7 de fevereiro, de 8h às 18h
Onde: BR-277, km 577, Cascavel (PR)
Mais informações: 
https://showrural.com.br/

A New Holland Construction é uma marca de máquinas para construção e infraestrutura da CNH Industrial. Há quase 70 anos no país, seus equipamentos são distribuídos por mais de 100 concessionários em toda a América Latina e fabricados em Contagem (Minas Gerais) e em outras plantas da marca no mundo. A New Holland tem uma linha completa, composta por escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores de esteiras, pás-carregadeiras, minicarregadeiras e miniescavadeiras, que atendem às mais diversas aplicações em obras de infraestrutura, construção civil, mineração, agricultura, entre outros. Marca nas mídias sociais: @nhcebrasil (Instagram), NewHollandCE (Youtube), newhollandconstruction (Linkedin) e newhollandconstruction (Facebook). 

CNH Industrial N.V. (NYSE: CNHI /MI: CNHI) uma das líderes globais no setor de bens de capital com experiência industrial reconhecida, tem uma ampla gama de produtos e presença mundial. Cada uma das marcas individuais que pertencem à empresa é uma força internacional de destaque em seu setor específico: Case IH, New Holland Agriculture e Steyr para tratores e máquinas agrícolas; CASE Construction Equipment e New Holland Construction para equipamentos de movimentação de terra; IVECO para veículos comerciais; IVECO BUS e Heuliez Bus para ônibus urbanos e rodoviários; Iveco Astra para veículos de pedreira e construção; Magirus para veículos de combate a incêndio; Iveco Defence Vehicles para defesa e proteção civil; e FPT Industrial para motores e transmissões; CNH Industrial Capital para serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis no website da empresa: www.cnhindustrial.com.

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA – Rede Comunicação de Resultado
Bruno Freitas
(31) 99132-7142
bruno.freitas@redecomunicacao.com

Crescimento de 15% em relação ao ano anterior traduz que o ano será promissor

MAHINDRA ABRE CALENDÁRIO DE FEIRAS DE 2020 COM EXCELENTE RESULTADO

A MAHINDRA termina a 32ª edição da Show Rural Coopavel, feira que é considerada o termômetro do ano, com crescimento de 15% em relação à edição anterior. “O nosso crescimento mostra que estamos no caminho certo, que temos o trator que o produtor brasileiro precisa e que vamos crescer ainda mais em 2020”, afirma Jak Torretta, presidente da marca no Brasil.

A MAHINDRA é a maior fabricante de tratores do mundo em volume de vendas, tem mais de quatro milhões de unidades vendidas e é a marca que mais cresceu no Brasil em 2019 -  52,5% superior em relação ao ano anterior.

O MODELO 6075 E, lançamento da MAHINDRA para 2020, chamou a atenção dos mais de 200 mil visitantes que circularam no evento. A ambientação do estande, simulando um pomar de laranjas, salientou a largura do trator de 1,67m, perfeito para pomares que exigem aplicações específicas devido ao adensamento das culturas, com espaçamento de 3,5 a 4m entre as plantas e o “vão livre da rua” entre 1,8 e 2,0 m. É um trator de simples operação e que mesmo “estreito” mantém a ergonomia aprimorada. Além dos 5 anos de garantia, o modelo 6075 E registrou ser 18% mais econômico que os principais concorrentes. Atributos exclusivos da marca no mercado que estão conquistando, cada vez mais,  a confiança do produtor brasileiro.

A MAHINDRA possui portfólio de tratores com modelos que vão de 25 cv a 95 cv de potência, ideais para agricultura familiar, produtores de pequeno e médio porte, que buscam diferenciais como economia de combustível, robustez, fácil operação e baixa manutenção.

Outro forte pilar tático para o crescimento da marca é o desenvolvimento da REDE. Atualmente são 30 concessionários autorizados disseminados nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. Neste Show Rural Coopavel, estiveram presentes representantes das seguintes concessionárias dos estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul: 

*AGRONÔMICA: Pinhalzinho e São Lourenço do Oeste/SC, Marmeleiro/PR

*AGRONEWS: Medianeira/PR

*SIMOAGRO: Arapoti e Ibaiti/PR

*TORYNNO: Campo Mourão/PR

*PANTANAL: Dourados e Sidrolândia /MS

*TRATORAMA: Papanduva/SC

No mundo, o MAHINDRA GROUP é um conglomerado de empresas de US$ 20,7 bilhões de faturamento.  Possui uma posição de liderança em vários segmentos  e é a maior empresa de tratores do mundo em volume de vendas. Sediada na Índia, a Mahindra emprega mais de 240.000 pessoas em 100 países.

A Show Rural Coopavel, primeira do ano e uma das três maiores feiras do setor do mundo, aconteceu de 03 a 07 de fevereiro em Cascavel/PR. Segundo a organização do evento, a estimativa é que os 650 expositores geraram R$ 2 bilhões de negócios, durante os cinco dias de evento.

A partir de julho de 2020, produtores terão que emitir nota eletrônica em vendas interestaduais

Prazo para NFP-e é prorrogado

A Receita Estadual do Paraná prorrogou a emissão de Nota Fiscal de Produtor eletrônica (NFP-e) para 1º de julho de 2020. Após esta data, os produtores rurais pessoas físicas do Paraná terão que emitir o documento nas operações interestaduais. Nas operações internas, o produtor rural poderá continuar utilizando a nota fiscal de produtor em papel, modelo 4.
Ainda, o Ajuste Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico – Fiscais (Sinief) nº 29/2019 estipulando o prazo de obrigatoriedade da NFP-e no Brasil até 31 de dezembro de 2020. Ou seja, o Paraná antecipa o prazo final estipulado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
A nota eletrônica tem o mesmo valor da nota impressa. Entre os benefícios de sua utilização estão aspectos como a eliminação da prestação de contas na prefeitura, redução de erros na escrituração e a facilidade de emitir o documento de qualquer lugar que possua um computador com acesso à internet.Além disso, o método reduz o consumo de papel, incentiva o uso de novas tecnologias e diminui os gastos públicos.
A Nota Fiscal de Produtor eletrônica é uma preocupação da FAEP, que desde 2018 tem informado e realizado capacitação sobre o novo processo. Em parceria com a Receita Estadual do Paraná, a FAEP promoveu diversos cursos para capacitar os colaboradores dos sindicatos rurais, para torná-los aptos a emitir a NFP-e em todas as operações para as quais a nota eletrônica é exigida. Ainda, as duas entidades elaboraram um material para orientar os produtores sobre como proceder em relação ao assunto. A versão digital do panfleto será disponibilizada no site www.sistemafaep.org.br, no link Serviços.

Situação, infelizmente comum no campo, causa milhões de prejuízos aos bolsos dos produtores no Paraná

Falta de energia causa prejuízos a produtores

Se o produtor rural não foi vítima, certamente ele conhecerá alguém que foi vítima de alguma queda ou instabilidade da rede de luz da Copel. Apesar do recente anúncio de investimentos, produtores tem sofrido com os prejuízos causados pela empresa, que se recusa a pagar em quase 100% dos casos. 
Há muitos anos a minha família Castanha trabalha com produção de frangos de corte na área rural de Cascavel, na Linha Scanagatta. Atualmente trabalham associados à Cooperativa Lar.  
A atividade é uma das mais dependentes de energia elétrica. Mesmo que volte, o choque térmico sofrido pelos animais continua a causar mortes nos dias subsequentes.
No dia 11 de janeiro, aconteceu uma queda de energia por causa de problemas na rede elétrica da região. Segundo Adenilson Castanha, imediatamente a Copel foi avisada pela família e outros moradores sobre o problema, mas demoraram cerca de 16 horas para resolverem o problema e restabelecer a energia. “Enorme demora de atendimento, total desinteresse e com funcionários de baixa capacidade técnica para solucionar o problema, a Copel também não faz a manutenção adequada e necessária das redes elétricas, deixando as em situação precária. Temos até os protocolos pedindo para fazer manutenção nas redes cortar os galhos, mas eles nunca fizeram”, disse.
Sem energia elétrica os aviários não fornecem ventilação, temperatura adequada, água e comida para as aves. “Esse não é um caso isolado. Diversos produtores sofrem e já sofreram com esse problema. Precisamos todos de solução, o mínimo que se espera de uma companhia do tamanho da Copel é de que possamos confiar nos seus serviços”, lamentou. Além da morte dos frangos, que eles ainda tem que pagar à Cooperativa, o aerador dos peixes queimou e o painel eletrônico do poço artesiano. 
O caso de Nereide Dolla, em São João do Oeste, também foi semelhante. O fato aconteceu dia 15 de dezembro. “Faltou luz das 16h30 do dia 15 até as 11h15 do dia 16. Isso ocasionou a perda de 27 toneladas de peixe, que estavam sendo embarcados para o abate”, relatou.
Neste período, os aeradores ficam ligados 24h por dia. Os animais estão maiores e precisam de mais oxigênio. Sem energia, eles morrem.
Ela relata que ligou inúmeras vezes para a Copel, entrou pelo aplicativo do celular – ferramenta criada por eles para dar mais segurança aos produtores, pois trabalham com produtos perecíveis – e não adiantou. Foram R$ 130 mil de prejuízo.
Agora tendo que renegociar financiamentos e cheia de dívidas, Nereide busca forças para recomeçar a atividade em sua propriedade rural, que tem apenas 1,5 alqueire. 
“Um produtor de Marechal vai se comoveu e vai me doar os alevinos para eu utilizar nos meus tanques e pagá-lo mais para frente. É bom saber que ainda podemos contar e ajudar a gente a recomeçar”. 
Refrigerados
Não é só nas propriedades rurais que existem os problemas. Na cidade também. A Cooperativa Victa, de ovinos, perdeu mais de R$ 31 mil em carnes porque ficou três dias sem refrigeração em seu abatedouro. 
A Farm Families, localizada na Fundetec, também perdeu cinco cabeças de gado por falta de refrigeração. Os problemas acontecerem entre março e maio de 2019, obrigando a empresa a instalar um gerador. 
“Nós precisamos ter segurança para trabalhar. Energia é básico. Ficar sem energia em casa e não poder assistir televisão à noite é uma coisa. Ninguém perde dinheiro com isso. Mas nas propriedades rurais com essas especificidades, isso não pode acontecer”, resumiu Paulo Orso, presidente do Sindicato Rural de Cascavel. 
A Copel
Questionada sobre os problemas, a Copel encaminhou uma nota. Confira o posicionamento na íntegra:
“A Copel é a maior empresa do Paraná e atua com tecnologia de ponta nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia. Na área de distribuição de energia, atende praticamente 100% dos domicílios nas áreas urbanas e passa de 90% nas regiões rurais. Suas equipes são preparadas para atender, no menor tempo possível, ocorrências decorrentes de todo tipo de adversidade que afetem o sistema elétrico da empresa.
A companhia é uma empresa regulada que precisa seguir as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A própria Aneel especifica que não existe possibilidade de fornecimento ininterupto de energia aos consumidores e que, para atividades como criação de frango e piscicultura, o produtor precisa ter um gerador que deve ser acionado em caso de interrupção no fornecimento.
Na maior parte das vezes, as interrupções ocorrem por situações que fogem ao controle da concessionária de energia, como descargas atmosféricas, condições climáticas adversas e abalroamento de postes, por exemplo. E há casos em que essa queda de energia acontece pela ação do sistema de proteção da rede elétrica, que desliga ao identificar alguma situação de risco na rede, evitando acidentes. 
Investimentos
A região Oeste foi uma das que mais receberam investimentos em melhorias no ano passado – grande parcela dos 800 milhões destinados ao Estado no período. Além disso, o Paraná Trifásico, que já está em andamento, vai trazer melhorias para toda a região. “São mais de 2 bilhões de investimentos em uma série de obras ao longo de 4 anos que vão melhorar a qualidade do fornecimento de energia à área rural”.

Agricultores de Cascavel sentem efeitos de produto que combate o borrachudo e se animam com projeto piloto

Projeto piloto diminui borrachudos no campo

No dia 26 de novembro, os moradores da região de Sede Alvorada, distrito de Cascavel, iniciaram a realização de um projeto que mudaria e mudou suas vidas para sempre. Naquela ocasião, houve a entrega oficial de alguns litros do produto de controle biológico do borrachudo, praga que causa transtornos na vida dos agricultores há anos. Pioneiro no Paraná, o projeto piloto é voltado ao controle biológico de borrachudos na bacia hidrográfica de Cascavel. O objetivo da iniciativa é controlar a população do inseto, garantindo assim o bem-estar e a saúde da população do campo e da cidade. Depois de dois meses de trabalho, a realidade mudou completamente.
Foram mobilizados os produtores rurais numa extensão de 25 quilômetros do Rio das Antas, iniciando pelo perímetro urbano. Os agricultores receberam o BTI, produto biológico com ação exclusiva nas larvas do borrachudo, e foram orientados quanto a aplicação. 
A aplicação do BTI deve seguir rigorosamente as orientações técnicas para apresentar o resultado esperado. Cada proprietário rural é encarregado de aplicar o produto que será fracionado como forma de garantir a segurança. A proliferação do mosquito aconteceu devido a um desiquilíbrio ecológico e excesso de matéria orgânica no rio, além da falta de predadores naturais.  
A base do produto é uma bactéria, o bti, que mata a larva do inseto. O inseticida é diluído em água na proporção adequada e espalhado pelo riacho. Em poucos segundos, forma-se uma espuma. Segundo estudos da Embrapa, o inseticida não faz mal à saúde das pessoas, de peixes e de outros animais
O primeiro ciclo encerrou-se no dia 21 de janeiro e foi considerado um sucesso. A primeira etapa do projeto foi custeada pelo Sindicato Rural de Cascavel e pela Sanepar. 
Na última reunião, realizada no dia 15 de janeiro, o grupo gestor responsável pelo projeto, que reúne diversas entidades, traçou diretrizes para os próximos passos. “Sempre temos que trabalhar em uma iniciativa maior, porque só a aplicação do produto não é o suficiente”, alertou Ney. 
Clair Vicelli, bióloga responsável pela empresa fornecedora do produto, destacou que esse método é usado com muito sucesso em outros países e também em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina há muitos anos. Somente o RS aplica 25 mil litros do produto por ano. “Já ficou comprovado que é uma solução viável e biológica, não afetando ninguém além das larvas de borrachudo. Não há contaminação ambiental e também não há nenhum relato de resistência das larvas ao produto, o que também é ótimo”, comentou.
No entanto, ela recomenda que é preciso realizar todo um manejo ambiental para que a eficácia da iniciativa seja ainda maior. “Limpeza dos rios, reconstituição da mata ciliar entre outras ações complementam e tornam o projeto mais efetivo”, orientou.
Paulo Orso, presidente do sindicato, reforçou a necessidade dos cuidados ambientais. “Produtores já sabem disso e também estão fazendo. A ação não pode ser isolada. É todo um trabalho ambiental”.
Relatos e resultados
O engenheiro agrônomo Marcio Bisinoti foi um dos organizadores do grupo. Segundo ele, o senso de comunidade tem prevalecido e as pessoas tem se ajudado. “Muita gente empenhada para dar certo. A chuva atrapalhou um pouco, mas tudo tem dado muito certo e o pessoal está satisfeito”. 
Judite Stopel mora há 37 anos em Sede Alvorada. Segunda ela, a situação nunca ficou tão crítica como nos últimos anos. “Não dava para fazer nada se não estivesse cheio de roupa. Era insuportável”, conta. Depois da aplicação do produto, a vida melhorou. “Não queremos mais que isso volte. Assim como o pessoal da cidade quer se ver livre da dengue, nós não queremos mais o borrachudo”, disse. Até para cortar grama o mosquito criava dificuldades. “Insuportável. Não tinha como cortar grama porque o enxame vinha como mais força. Agora, depois do produto, tudo melhorou uns 80%”, disse Esmael Scopel. 
Outro problema também foi recordado pela agricultora Etelvina Romanoski. “Não era só a gente que sofria. Os animais sofriam demais. Eles eram tão picados que até feridas criavam, abrindo espaços para outras bicheiras. Agora ficou bom de novo, mas não podemos parar se não eles voltam”, alertou. 
Paulo Orso comentou que o sindicato, líder do grupo gestor em combate ao borrachudo, tem como função garantir a qualidade de vida no campo. “Sempre estamos aqui para defender os interesses dos produtores. Era uma situação insuportável e nós vamos batalhar para que ela nunca mais volte”, concluiu

Pesquisadores da Embrapa descobrem que a maciez está diretamente relacionamento com o sexo dos reprodutores

De onde vem a maciez da carne bovina?

Estudo desenvolvido na Embrapa Pecuária Sudeste (SP) comprovou que a maciez da carne bovina está diretamente relacionada ao sexo dos reprodutores. Assim como os humanos, os bovinos também apresentam duas cópias de cada um dos seus genitores: do pai e da mãe. Em alguns casos, porém, há maior expressão de genes paternos ou maternos.
A pesquisa identificou que variações no DNA dos progenitores afetam a expressão de cópias de um mesmo gene nos bezerros. Os resultados são relevantes para o melhoramento genético de raças, pois não adianta selecionar um reprodutor se os seus descendentes não herdarem as suas características de interesse, como a maciez da carne, por exemplo, ou, na linguagem técnica: se os seus alelos (formas alternativas de um determinado gene) não se manifestarem na progênie (prole).
“Foram estudadas as variações do DNA que apresentam essa diferença. A partir daí, é possível prever se determinadas características se expressarão mais ou menos no animal,” conta a pesquisadora da Embrapa Luciana Regitano. “A pesquisa nos ajuda a entender por que algumas características ‘saltam gerações’, ou seja, passam de avós para netos, mas não se manifestam nos filhos”, esclarece. Esse trabalho foi apresentado no Congresso da Sociedade Internacional para Genômica Funcional dos Animais (ISAFG), na Austrália.
Esse conhecimento permite aos cientistas definir se a seleção de um determinado gene deve ser feita pela via paterna ou materna. Contribui também para mapear as mutações regulatórias, pois sempre que existe essa diferença de expressão entre os dois alelos, espera-se encontrar na vizinhança uma mutação que afete a regulação daquele gene.
Carne mais macia depende do touro ou da vaca?
A pesquisa é interessante para as áreas de reprodução e melhoramento. Mesmo tendo uma cópia do gene da mãe e outra do pai, ocorre um fenômeno observado na última década em que somente a cópia herdada do pai (ou da mãe) vai se manifestar. Esse problema foi chamado de “imprinting” e a sua origem ainda é pouco conhecida dos cientistas.
Os estudos sobre “imprinting” geralmente se voltavam às doenças. Uma das hipóteses é que com a evolução, os organismos não conseguiram se adaptar à condição diploide (duas cópias do genoma) e, das duas cópias, uma acaba se desligando (apenas uma se manifesta).
Como exemplo, Regitano cita um gene que melhora a maciez da carne. “O processo de melhoramento seleciona o animal que produz carne mais macia. Se a expressão do gene desse animal só se dá a partir da cópia da mãe, não adianta usar um touro melhorado e esperar que seus filhos produzam esse tipo de carne. Essa característica só poderá se manifestar nos netos dele que forem filhos de suas filhas, pois terão herdado a cópia do gene de suas mães”, explica a pesquisadora.
Segundo ela, é preciso repensar a forma como se vai “levar” esse gene para as gerações futuras ou considerar isso na hora de fazer a modelagem matemática do que se espera da seleção. “É necessário valorizar o ganho na progênie”, afirma a cientista.
Dados genéticos de bovinos inéditos no mundo
A pesquisa desenvolvida por Marcela Souza durante seu doutorado na Alemanha resultou na elaboração de um compêndio de fatores de transcrição bovinos inédito no mundo.
Ao começar a estudar a expressão alélica de genes importantes para a maciez da carne em bovinos, ela percebeu que não havia na literatura um banco de dados curado manualmente para esse fim, a exemplo dos que existem para camundongos e humanos.
O compêndio foi construído com base no banco de humanos mais utilizado na literatura. “Entrei em contato com o autor desse banco, Juan Vaquerizas, pesquisador principal do Instituto Max Planck de Biomedicina Molecular em Münster, na Alemanha, que me recebeu por quatro meses”, explica a estudante.
“O período na Alemanha não foi suficiente para analisar, um por um, os cerca de 1.600 genes, conferindo funções evidenciadas na literatura e domínios presentes nas sequências dos genes. Foi um longo processo até conseguir terminar e publicar”, assinala.
O documento traz ainda um banco de cofatores de transcrição, proteínas que interagem com os fatores auxiliando em sua função de controle sobre a expressão dos genes.
Ainda não se conhece funcionalmente 100% do genoma bovino e esse trabalho é um ganho para o campo de estudo da genética desses animais. Além do conhecimento de base acrescentado, os pesquisadores poderão usar o compêndio em vez dos bancos de dados humanos ou de camundongos.
“Mas esse é só o começo, ainda temos muitos desafios à frente. Um deles é a atualização do banco, que foi construído com base nos dados disponíveis na literatura naquele momento. Com o passar dos anos, mais proteínas terão suas funções conhecidas e o documento precisará ser retificado”, pondera.
Eficiência alimentar
também é herança
A partir de dados do fígado de animais da raça Nelore, a bióloga Marina Ibelli Pereira Rocha está buscando descobrir como a característica de eficiência alimentar é transmitida do pai, ou da mãe, para o filho. Eficiência alimentar é a capacidade de o bovino alcançar o peso ideal (e produzir mais) consumindo menos alimentos.
Para sua pesquisa, ela está avaliando os extremos em eficiência alimentar – 15 animais mais eficientes (que alcançam o mesmo peso comendo menos) e 15 menos eficientes (comem mais para chegar ao mesmo peso). “Temos dados de sequenciamento de RNA, ou seja, expressão dos genes dos dois grupos, e estamos avaliando as diferenças de expressão de cada um deles”, afirmou.
No caso, Rocha estuda um tipo de expressão dos genes chamado alelo-específica. Cada animal possui duas cópias de cada gene – uma oriunda do pai e outra da mãe. “Supostamente, eles vão se expressar igualmente, porém, em determinados casos um se expressa mais que o outro. Ainda há muito a estudar sobre a expressão diferencial desses alelos, se vêm do pai ou da mãe. É o que chamamos de imprinting”, conta. Uma descoberta a cientista já fez: a vaca é tão importante para determinar as características do filhote quanto o touro.
Nos estudos sobre a expressão alelo-específica e a diferença entre as cópias, a pesquisa levantou alguns genes que fazem sentido para explicar essa “transmissão de dados”, que a genômica chama de transcrição. Para descobrir o fenótipo (característica “visível”) de, por exemplo, depósito de menos gordura, que geralmente indica um animal mais eficiente, a cientista procurou as vias metabólicas nas quais os genes que tentam explicar essa característica atuam. Nesse caso, a atuação dos genes em vias de ácidos graxos ou na ocorrência de estresse oxidativo dentro da célula poderia ajudar a entender.
Na literatura há vias que explicam as modificações fenotípicas. Encontrar essas vias seria como localizar a página de um livro, mas ainda é preciso descobrir se as letras que estão ali fazem sentido.

Esses números mantiveram o Estado na 3ª posição no ranking nacional das exportações do setor em 2019, correspondendo a 13,02% do volume brasileiro, que foi de US$ 96,8 bilhões

Agro é responsável por 77% das exportações

O agronegócio foi responsável por cerca de 77,6% das exportações do Paraná em 2019. Dos US$ 16,2 bilhões exportados, US$ 12,6 bilhões são dos produtos do agronegócio. Esses números mantiveram o Estado na 3ª posição no ranking nacional das exportações do setor em 2019, correspondendo a 13,02% do volume brasileiro, que foi de US$ 96,8 bilhões, atrás apenas do Mato Grosso (17,22%) e São Paulo (15,63%). Os dados são do Ministério da Agricultura e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Seguindo a tendência nacional, as principais commodities exportadas pelo Paraná foram a soja e as carnes, com destinos como China (soja e frango), Arábia Saudita e Emirados Árabes (frango). Também destacam-se o milho e os produtos florestais. Somados, esses produtos geraram uma receita de aproximadamente US$ 13,1 bilhões para o Estado em 2018, enquanto que em 2019 o valor reduziu para US$ 12,6 bilhões. “Esse fato explica-se pela redução da produção de soja na safra 2018/2019, uma queda de aproximadamente 3,1 milhões de toneladas, já que fatores climáticos como a seca reduziram a produção de soja no Estado no ano passado”, diz o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura, Salatiel Turra.
Ao registrar exportações totais de US$ 16,2 bilhões, o Paraná recuou mais do que o Brasil (19%) no último ano. As exportações do agronegócio paranaense também caíram 12% de 2018 para 2019. “O agronegócio teve um reposicionamento nas exportações totais do Estado. Esse índice de 77,6% corresponde à segunda maior participação em 11 anos, só perdendo para 2015 (78%). Ao exportar bastante e importar pouco, o agronegócio paranaense gerou um superávit de US$ 11,2 bilhões no ano e US$ 116,2 bilhões em 11 anos”, analisa o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara.
Com relação às importações, o agronegócio do Estado também ocupa a 3ª posição no ranking nacional. Em 2019, o Paraná importou US$ 12,7 bilhões, sendo US$ 1,4 bilhão do agronegócio. Assim, a participação do agro na importação subiu de 9,61% em 2018 para 10,09 % no ano passado.
PRODUTOS 
Foram destaques nas exportações do agronegócio paranaense no ano passado o complexo soja, com 13,26 milhões de toneladas e US$ 4,79 bilhões, correspondendo a 14,7% do total brasileiro; o milho, com 4,54 milhões de toneladas e US$ 789 milhões, um crescimento de 302% em relação a 2018; e as carnes, com 1,78 milhão de toneladas e US$ 3,03 bilhões, 18% do total exportado pelo Brasil e crescimento de 8,2% em relação a 2018.
As três principais carnes apresentaram crescimento na receita: frango (aproximadamente 9%), suínos (21,5%) e bovinos (3%). Ortigara destaca que o Paraná é líder nacional na produção de proteínas animais e segundo maior produtor de grãos. “Os números comprovam que somos um importante abastecedor das cadeias animais e também mostram a força do cooperativismo paranaense”, diz.
Também apresentam bons resultados o complexo sucroalcooleiro, com 1,94 milhão de toneladas e US$ 566,8 milhões, e o complexo florestal, com 3,73 milhões de toneladas e US$ 2,31 bilhões, especialmente madeira e a celulose.
CASCAVEL E REGIÃO
Cascavel também se destacou entre os municípios exportadores do agronegócio. Em 2019, foram US$ 507,7 milhões exportadores em produtos do agronegócio para fora do país, número muito superior aos US$ 369,6 milhões de 2018. (37,35%).
Somados, os principais exportadores do Oeste do Paraná (Cascavel, Palotina, Toledo, Cafelândia, Matelândia, Foz do Iguaçu, Medianeira e Marechal Cândido Rondon) enviaram juntos para o exterior a quantia de US$ 2,35 bilhões (quase 100% é fruto do agronegócio, exceto esquadrais de cerâmica e carrocerias). Deste montante, o destaque vai para China, que comprou um terço de todo o bolo: US$ 785 milhões. A avicultura lidera a lista, com 50% das vendas (US$ 1,1 bi). Ela é seguida pela soja (US$ 358 milhões) e por carne suína (US$ 140 milhões). 
NACIONAL
 O Brasil exportou, em 2019, US$ 224 bilhões, queda de 6,4% na comparação com 2018, influenciada por um crescimento econômico ainda baixo e pela redução do ritmo de crescimento da China, principal parceiro comercial do País.
Os produtos do agronegócio correspondem a 43,2% do total exportado pelo País no ano passado, uma queda de 4,8% na comparação com 2018. Houve recuo de 19,6% no saldo comercial total (US$11,3 bilhões de queda) e de 5,3% no agronegócio brasileiro (US$ 4,6 bilhões).
Em 11 anos, o agronegócio trouxe líquidos ao Brasil US$ 836,4 bilhões, resultado de um grande esforço exportador e baixas importações. Foram destaques nas exportações brasileiras o complexo soja, com 91,65 milhões de toneladas e US$ 32,6 bilhões, predominando a soja em grão; o complexo carnes, com 6,96 milhões de toneladas e US$ 16,5 bilhões, todos com crescimento em 2019 (boi, frango e suínos); o milho, com 43,25 milhões de toneladas (recorde) e US$7,3 bilhões; o complexo sucroalcooeiro, com 19,6 milhões de toneladas e US$ 6,2 bilhões, destacando-se o açúcar; complexo florestal (madeira, papel e celulose), com 24,5 milhões de toneladas e US$ 12,9 bilhões, destacando-se a celulose; o café, com 2,3 milhões de toneladas e US$ 5,1 bilhões; sucos, com 2,5 milhões de toneladas e US$ 2,43 bilhões; e as frutas, com 3,5 milhões de toneladas e US$ 3,5 bilhões.

A Estrada do Colono foi fechada pelo Ibama em 12 de outubro de 1986. Desde então, sociedade e políticos buscam reabertura

Amop cria comissão para atuar na reabertura da Entrada do Colono

Líderes políticos das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná se uniram no dia 20 de janeiro, na sede da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), em Cascavel, para se manifestar a favor da reabertura da Estrada do Colono, que liga as duas regiões através do Parque Nacional do Iguaçu.
Uma comissão de prefeitos foi criada para discutir o assunto e buscar interceder politicamente junto ao Senado da República, onde tramita proposta de reabertura da Estrada-Parque. Fazem parte da comissão os prefeitos de Jesuítas, Junior Weiller; de Serranópolis do Iguaçu, Ivo Roberti; de Matelândia, Rineu Menoncin; de Maripá, Anderson Bento Maria e de Guaíra, Heraldo Trento.
A reunião contou com as presenças do deputado estadual Nelson Luersen, coordenador da Frente Parlamentar em Favor da Reabertura da Estrada do Colono, do deputado estadual Marcel Micheletto, do diretor executivo da Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná), Beto Anisi, do jornalista Waldomiro Cantini (membro da Comissão de Reabertura da Estrada do Colono da região Sudoeste) e outras lideranças.
A ideia das lideranças regionais do Oeste e Sudoeste é contrapor a postura já contrariamente manifesta à reabertura por parte do senador capixaba Fabiano Contarato, presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal.Fabiano esteve sobrevoando a Estrada do Colono e manifestou sua disposição em lutar contra a reabertura.
Neste sentido, o senador paranaense Alvaro Dias manifestou-se favorável ao tema, colocando-se à disposição para ser interlocutor do movimento pró-reabertura na Casa. A estratégia, agora, é confrontar os pareceres e reforçar a força da opinião pública sobre o tema. “Essa é uma bandeira de luta das mais antigas da Amop e não apenas dos moradores daqueles municípios diretamente atingidos, mas de toda a região. A voz dos moradores da região, que são os mais preocupados com a preservação do Parque Nacional Iguaçu, precisa ser ouvida”, disse Junior. “Chega de decisões de cima para baixo, que não levam em conta as necessidades e desejos da nossa gente”, observou o deputado Micheletto, recordando da luta de seu pai, o ex-deputado federal Moacir Micheletto, na causa. “Junto com os prefeitos da região sudoeste, os prefeitos da Amop estão buscando junto aos nossos representantes no Senado o apoio a esta causa”, disse o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos. “Queremos uma estrada ecológica que sirva de exemplo para o mundo e que seja sustentável sob o ponto de vista econômico e turístico”, comentou Luersen. O deputado também defendeu que o Ibama e o ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) administrem a estrada.
Paranhos também disse que hoje há mais maturidade e responsabilidade para tratar de temas ambientais relacionados à estrada que ligava as regiões oeste e sudoeste do Paraná. “Não é uma questão de exploração da estrada, mas uma necessidade de integração, com respeito ao meio ambiente”, disse.
A estrada
A proposta visa à criação de uma estrada-parque no percurso original, que corta o Parque Nacional do Iguaçu e liga Serranópolis do Iguaçu (oeste) a Capanema (sudoeste).
Segundo Alvaro Dias, o impacto será mínimo: 17 hectares afetados com a reabertura em 183 mil hectares - 0,010% do Parque. “Os prefeitos compensarão esse impacto com políticas no entorno, com preservação nesse cinturão, com reservas”.

Espaço, em São João do Oeste, reúne diversas relíquias da história da nossa região

Museu em São João é uma viagem no tempo

São João do Oeste, distrito de Cascavel, além de representante da pujante agropecuária de Cascavel, possui um lugar especial. Por trás de uma parede de bambu está localizado um tesouro da história do município, denominado Museu Nossa Senhora Aparecida. Seu fundador, Severino Pierczarka, mora há 73 anos no distrito, quando chegou com 11 meses de vida. “Fui juntando algumas coisas que tinha guardado e recebi muitas doações. Não podemos esquecer o nosso passado”
O espaço inaugurado em outubro de 2019. A ideia surgiu graças a uma carroça, usada pela família dele para vir de Santa Catarina a São João. A viagem durou 27 dias. A carroça de número 45 foi emplacada em 1958 em Cascavel e ainda guarda o colchão de palha e o cobertor de pena de ganso. Desde 2014 ele vem juntando os itens do acervo do museu. 
Severino recorda com carinho da história. “Minha família veio de Canoinhas, de Santa Catarina, para tentar a vida aqui. Era bonito de ver aqui o quanto de pinheiro tinha. Meu pai contava muitas histórias sobre isso, dizendo que eram tantas árvores que pareciam que elas se emendavam”, conta saudoso.
Toda a vida dele foi ligada à roça, onde trabalha desde os cinco anos. Hoje, está aposentado, mas ainda tem uma propriedade rural. “Desde pequeno eu ajudava a mãe a plantar alho e batata. Continuei a minha vida inteira trabalhando na lavoura. Agora criei esse espaço para lembrar de todos esses equipamentos, que foram todos usados aqui no nosso município”. 
O acervo
No local, estão à disposição dos visitantes mais de 100 objetos antigos carregados de histórias, todos devidamente nominados em referência aos seus antigos donos.
Entre os itens estão a bruaca, espécie de mala que os tropeiros colocavam em cima dos burros para carregar itens da viagem; máquina de fazer quirela de milho; o monjolo, máquina que trabalha à base do peso de água para a fabricação de fubá; o ferro à base de carvão; o moedor de trigo; o socador,  moedor e separador de erva-mate rudimentar. 
Fotos antigas e até o documento da carroça fazem parte do acervo, que também dedica um banner aos colaboradores, doadores e a um pouquinho da sua história. Ou melhor: da nossa história. 

O último levantamento realizado pela PeixeBR revela que a produção de peixes em cativeiro cresceu 4,5 %, saindo de 691.700 mil toneladas, no ano de 2017, para 722.560 mil toneladas em 2018.

Jovem indústria da tilapicultura cresce de olho na sanidade

O destaque positivo desses números foi a produção de tilápias, que apresentou crescimento de 11,9 %, alcançando 400.280 toneladas e já representando aproximadamente 55 % da produção nacional.

A expectativa é que a tilápia deva se consolidar ainda mais como a espécie de maior importância, devido à presença de um pacote tecnológico de produção bem definido associado à grande aceitação por parte do consumidor final por sua carne branca e de sabor suave. O Brasil já se encontra como o 4º maior produtor mundial e candidato a se posicionar como um grande exportador internacional, assim como em outras proteínas, como aves, suínos e bovinos.

Para mantermos um posicionamento competitivo de crescimento futuro dessa importante cadeia produtiva, os cuidados com os aspectos de saúde das produções assim como os cuidados com o bem-estar animal serão determinantes para um crescimento produtivo e econômico sustentável. Para termos uma ideia de como os aspectos sanitários são importantes, podemos citar, como exemplo, os prejuízos que a suinocultura da China vem sofrendo com o vírus da peste suína. Na aquicultura não é diferente, setor onde podemos destacar os prejuízos sofridos mundialmente pela indústria do camarão com o vírus da mancha branca e pela indústria do salmão com o vírus da ISA - anemia infecciosa do salmão.

Todos esses exemplos são referências importantes para a jovem indústria da tilapicultura. O status sanitário da produção de tilápias no país é considerado bom, porém precisamos manter a atenção. Nos últimos anos, ao menos duas novas enfermidades surgiram em nosso país, com destaque para franciselose e para as estreptococoses causadas pelo sorotipo III.

Atualmente, existem cerca de quatro enfermidades bacterianas e uma enfermidade parasitária que acometem as produções em sua rotina e, pelo menos, outras quatro enfermidades bacterianas oportunistas. No Brasil, não existem dados oficiais sobre a real perda econômica causada por essas enfermidades, entretanto, do ponto de vista produtivo, são estimados impactos na ordem de 5 a 20 %, dependendo da fase de produção, da enfermidade em questão e das épocas do ano de maior ou menor desafio. Publicações recentes internacionais reportam perdas na ordem de 1 bilhão de dólares com os impactos diretos das estreptococoses em produções de tilápia em todo o mundo, por exemplo.

Com a projeção do crescimento da tilapicultura tão significativo no Brasil, políticas públicas e legislações sobre manejo e barreiras sanitárias precisarão ser cada vez mais estruturadas, semelhante ao que ocorre em avicultura, suinocultura e pecuária. Os pacotes tecnológicos associados às ferramentas veterinárias, por exemplo, também serão determinantes nesse quesito. Atualmente, as companhias, a exemplo da MSD Saúde Animal, estão trazendo ao setor ferramentas preventivas, como as vacinas, que terão papel determinante no crescimento sustentável dessa cadeia por meio do gerenciamento sanitário eficaz frente a essas patologias.

Vacinas monovalentes e bivalentes para a prevenção das estreptococoses causadas pelos sorotipos Ib, Ia e III, disponibilizadas pela MSD Saúde Animal, já se encontram presentes na indústria brasileira há sete anos, e mais de 100 milhões de tilápias são imunizadas anualmente. Um aumento produtivo da ordem de 8 a 15 % tem sido observado com a utilização dessas vacinas, exemplificando assim a importância dos manejos preventivos sanitários. Para os próximos três anos, existe a expectativa do lançamento de mais duas vacinas com diferentes combinações, uma delas bivalente e a outra tetravalente. Esses produtos serão determinantes para a entrega de soluções preventivas ainda mais completas, proporcionando maior segurança e sustentabilidade para a indústria da tilapicultura.

Outro ponto importante é o gerenciamento integrado da sanidade aquícola, que envolve as boas práticas de produção e manejo, respeitando as densidades, cuidando da qualidade da água, realizando higienizações, buscando genéticas de alta performance e livres de enfermidade, entre outras ações determinantes para o sucesso da cadeia.

A MSD Saúde Animal, por meio de suas plataformas de serviço e treinamentos, tem buscado capacitar técnicos e produtores de todo o Brasil com o intuito de que esses produtores venham a alcançar a excelência no processo produtivo. Uma cadeia produtiva emergente e promissora como a tilapicultura apenas se desenvolverá de forma sustentável se todos os elos da cadeia se desenvolverem continuamente, no caso: manejo, saúde, nutrição, genética, automação e, finalmente, o mercado consumidor, que busca um produto criado com responsabilidade e boas práticas de bem-estar animal. 

Empresa doará - inicialmente - 1 milhão de reais para entidade que administra barco hospital

MARFRIG ANUNCIA DOAÇÃO PARA ATENDIMENTO MÉDICO A COMUNIDADES VULNERÁVEIS DA AMAZÔNIA

Volume de atendimentos aumentará 40%. Verba será usada em testes para diagnóstico da covid-19 e para distribuição alimentos enlatados para ribeirinhos do Pará e do Amazonas

São Paulo, 20 de abril de 2020 - A Marfrig, uma das líderes globais no mercado de carne bovina, anuncia a doação de 1 milhão de reais para a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, mantida pela ordem dos franciscanos. A entidade mantém, desde 2019, o Barco Hospital Papa Francisco, que presta atendimento de saúde a mais de 1 000 comunidades ribeirinhas do Pará e do Amazonas.

Graças à verba doada pela Marfrig, o barco hospital aumentará em 40% o número de atendimentos e passará a contemplar mais seis municípios dos dois estados, que estão entre os mais afetados pela falta de estrutura hospitalar para tratamento da covid-19. "O trabalho do Barco Hospital Papa Francisco é fundamental para atender uma população que, infelizmente, é muito carente em serviços de saúde e que está vulnerável à pandemia do novo coronavírus", diz Marcos Molina, fundador e presidente do Conselho de Administração da Marfrig.

Os recursos doados pela Marfrig serão destinados ao reforço no atendimento e nos demais custos necessários para manter em atividade o barco da entidade, para subsidiar a compra de alimentos enlatados que serão distribuídos a população atendida e a compra de 2.000 testes rápidos para detecção de casos de covid-19 nessas comunidades.


Companhia abraça o combate à covid-19

A ação se soma a outras iniciativas já anunciadas pela Marfrig. A empresa foi uma das primeiras a doar recursos para que o Ministério da Saúde adquirisse testes rápidos para diagnóstico da doença. Foram 7,5 milhões de reais, suficientes para a compra de 100 000 testes. Simultaneamente, a Marfrig passou a produzir 10 toneladas mensais de álcool gel em sua unidade de Promissão, no interior de São Paulo. O produto -- fundamental à higienização e à prevenção da covid-19 - está sendo distribuído aos funcionários e a hospitais e instituições assistenciais localizadas nas comunidades onde a Marfrig opera.

No Uruguai, um dos países sul-americanos onde a companhia tem plantas, estão sendo doadas 48 000 latas de carne ao Ministério do Desenvolvimento Social, que usará o produto para complementar as cestas de emergência distribuídas às famílias em situação de vulnerabilidade. Pelos próximos dois meses, semanalmente, a Marfrig também distribuirá 3 500 refeições à base de carne bovina, servidas nas cidades nas quais mantém operação: Fray Bentos, Salto, San Jose, Tacuarembó e Tariras.

A Marfrig também instituiu um fundo para contribuição em cada uma de suas plantas uruguaias. Esses fundos concentrarão doações semanais de fornecedores ao Fundo Solidário Covid-19, iniciativa do governo do país para mitigar os efeitos da pandemia de coronavírus.

SOBRE A MARFRIG NA AMÉRICA DO SUL
A Marfrig é responsável pela gestão de 14 unidades produtivas no Brasil- incluindo a produção de alimentos prontos como carne enlatada, beef jerky, molhos e sachês. Esses produtos são comercializados no mercado interno em canais de varejo, atacado e foodservice, além de serem exportados para cerca de 100 países. A Marfrig também possui 5 unidades produtivas instaladas na Argentina, onde é líder nacional na produção e venda de hambúrgueres. No Uruguai, opera 5 unidades e é a maior empresa de abate e exportação do país. No Chile, a companhia é a principal importadora de carne bovina e mantém 1 unidade de abate de cordeiros que atende aos mais diversos países.

A UPL, uma das quatro maiores empresas de soluções agrícolas do Brasil, abordará técnicas e orientações para obter melhor pasto no período de seca em sua primeira transmissão ao vivo numa rede social. A live será realizada às 18 horas (horário de Brasília) da próxima segunda-feira (20.04), na página da companhia no Instagram (uplbr). O público poderá fazer perguntar em tempo real.

Como preparar o pasto para a seca é o tema da UPL em live no Instagram

O bate-papo será conduzido por Ronaldo Roncari, desenvolvedor de mercado da UPL Brasil e engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Na transmissão, ele receberá o convidado Wagner Pires, agrônomo com mais de 35 anos de atuação na área de pastagens e autor do livro "Manual de Pastagem - Formação, Manejo e Recuperação".

"A falta de chuvas é um dos grandes desafios que os pecuaristas precisam enfrentar para não haver impacto na produção, pois a estiagem compromete o crescimento do capim. Com pouca quantidade e baixa qualidade de pastagem, a performance dos animais também é impactada, resultando em prejuízos econômicos", explica Roncari.

De acordo com o desenvolvedor de mercado da UPL, atenção a técnicas e orientações para ter pasto melhor no período de seca é um caminho para evitar problemas. "Além disso, devemos produzir massa suficiente para chegar aos meses mais secos com capim no pasto e, ainda, ajustar a lotação de animais na propriedade. Sobre essas soluções, vamos conversar com nosso convidado, que atua como consultor e tem muito conhecimento do assunto", adianta.

A expectativa da UPL é atrair criadores, técnicos e profissionais de nutrição animal de todo o país na live, que objetiva compartilhar informações de alta qualidade em meio à pandemia do novo coronavírus. "Neste momento de crise, é preciso redobrar a atenção para manter a sustentabilidade de toda a cadeia da produção", finaliza Roncari.

Marque na agenda: transmissão ao vivo

Tema: Como preparar seu pasto para a seca?
Participantes: Ronaldo Roncari (UPL Brasil) e Wagner Pires (consultor em pastagens)
Data: segunda-feira, 20 de abril de 2020
Horário: 18 horas
Local: Instagram da UPL (www.instagram.com/uplbr).

Sobre a UPL

A nova UPL é líder na cadeia de produção de alimentos global e, com a aquisição da Arysta LifeScience, torna-se uma das 5 maiores empresas de soluções agrícolas do mundo. Com receita de aproximadamente US$ 5 bilhões, a nova UPL está presente em 76 países, com vendas para mais de 130. A empresa conta com mais de 10.800 pessoas em todo o mundo. Com acesso ao mercado global para a cadeia de alimentos e focada em regiões de alto crescimento mundialmente, nosso objetivo é transformar a agricultura através do propósito OpenAg, uma rede agrícola aberta que alimenta um crescimento sustentável para todos. A nova UPL oferece um portfólio integrado de soluções agrícolas patenteadas e pós-patente para diversas culturas, incluindo produtos para proteção de cultivos, soluções biológicas e tratamentos de semente para toda a cadeia. Para mais informações sobre a nova UPL, visite: https://www.upl-ltd.com/br.

Os trabalhos estão no mesmo ritmo verificado no início do plantio nos Estados Unidos na safra passada

EUA: começou a semeadura do milho 2020/21

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até o dia 12 de abril, 3% da área prevista com milho no país na temporada atual (2020/21) foi semeada.

Os trabalhos estão no mesmo ritmo verificado no início do plantio nos Estados Unidos na safra passada (2019/20) e ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco ciclos, que é de 4% da área de milho semeada até então.

Com relação à soja, o plantio da safra norte-americana ganha força mais para o final do mês.

O USDA divulgou no dia 31 de março as primeiras estimativas oficiais referentes às áreas plantadas com milho e soja nos Estados Unidos na temporada 2020/21.

A expectativa é de sejam plantados 39,25 milhões de hectares com milho no ciclo atual. Em relação à safra passada, o incremento previsto é de 8,1%.

No caso da soja, a área estimada é de 33,79 milhões de hectares em 2020/21, frente aos 30,79 milhões de hectares plantados na safra passada (2019/20), um aumento de 9,7%.

Lembrando que em 2019/20 o clima adverso nos Estados Unidos prejudicou os trabalhos durante as primeiras semanas de semeadura e, com isso, algumas áreas previstas com soja acabaram não sendo semeadas com a cultura.

Diante da situação atual de queda no preço do petróleo no mercado mundial e pressão sobre as cotações do etanol no mercado norte-americano, a área de milho poderá ser revisada para baixo nos próximos relatórios.

FONTE: agrolink.com.br

O Governo do Estado de São Paulo, diante da pandemia da Covid-19, tem recomendado o isolamento social para que as pessoas possam permanecer saudáveis.

Plantio de hortaliças em casa: saúde ao alcance das mãos

O Governo do Estado de São Paulo, diante da pandemia da Covid-19, tem recomendado o isolamento social para que as pessoas possam permanecer saudáveis. E a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, entre várias outras ações, tem se preocupado em reforçar que neste período não falte o abastecimento e os alimentos necessários cheguem até aos consumidores. A outra preocupação da Secretaria é com quem produz para que possa sobreviver com dignidade e renda para manter sua atividade. Mas, sem nenhum espírito de concorrência, também é bastante saudável que as pessoas possam utilizar o seu tempo em família e montar uma horta própria, a qual pode ser instalada em um pequeno espaço, como ensina o engenheiro agrônomo da Divisão de Extensão Rural da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), Osmar Mosca Diz em texto preparado para um "faça você mesmo a sua horta doméstica". Aproveite o momento, aprenda como produzir um alimento, ensine os seus a valorizarem o trabalho do produtor rural e tenha o prazer e a saúde ao alcance de suas mãos!

"O cultivo de hortaliças, hoje em dia, vem ganhando cada vez mais a atenção e a adesão das pessoas que buscam a satisfação de cultivar e colher o seu próprio alimento, contribuindo assim para um estilo de vida mais saudável. Muito versátil, a horticultura pode ser praticada, desde o plantio em pequenos vasos, jardineiras e canteiros de uma casa (ou até mesmo de um apartamento) até em escala comercial, no âmbito de uma propriedade rural.

O primeiro passo no cultivo de hortaliças é preparar bem a terra, de maneira que ela se mantenha bem arejada, adubada, com bom teor de matéria orgânica, descompactada, em grumos soltos e fáceis de revolver. Para a adubação da terra, em nível doméstico, pode-se utilizar farinha de casca de ovos (pode ser feita em casa, moendo a casca de ovo seca), farinha de ossos, torta de mamona, fosfato natural de rocha (que podem ser adquiridos em lojas agropecuárias), húmus de minhoca, cinzas de fogão ou forno à lenha, calcário, pó de conchas e composto orgânico, entre outros insumos de origem natural.

No caso de cultivo em canteiros, é necessário também que a superfície de cultivo esteja nivelada para não escorrerem as águas da chuva e das regas. Isso tudo promoverá uma boa germinação das sementes e um crescimento satisfatório das plantas, tendo em vista um bom desenvolvimento de suas raízes. Com o terreno pronto, é hora de pensar em semear ou então transplantar as mudas de hortaliças, as quais poderão ser produzidas em bandejas de isopor, em embalagens plásticas, embalagens reaproveitáveis de sucos (néctares) e de leite (entre outras), ou até mesmo no próprio canteiro, numa pequena área reservada, que será a sementeira, cuja função é oferecer às sementes as condições necessárias para a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas. As plântulas (plantas recém-germinadas), cultivadas na sementeira por algumas semanas, serão posteriormente transplantadas para o local de cultivo definitivo, de acordo com as recomendações (porte e espaçamento) para cada espécie.

Na sementeira devemos ter um cuidado ainda maior do que em todo o canteiro, peneirando a terra, retirando os torrões e protegendo-a da ação direta do sol e da chuva. Para isso, pode-se utilizar, por exemplo, uma cobertura com sombrite ou então alguma outra cobertura disponível, tal como aparas de gramas dispostas diretamente sobre a terra etc. Lembrar sempre que a ação direta do sol sobre a superfície do solo provoca o seu ressecamento e esterilização; já o impacto direto da chuva acarreta uma compactação na superfície do solo, dificultando a emergência das plantas. Numa escala maior de cultivo, há a desestruturação do solo e sua predisposição ao processo da erosão. Nessa pequena parte do canteiro (a sementeira), pode-se semear alface, almeirão, chicória, couves diversas, entre outras espécies de hortaliças (aquelas que requerem transplante posterior).

Recomenda-se semear pequena quantidade de cada vez, a fim de não desperdiçar e também para que se tenha uma ideia do total de mudas que haverá dali algumas semanas. A tendência normal é lançar muitas sementes e depois não ter espaço para plantar as mudas. Utilizando-se sementes em demasia, as mudinhas vão crescendo muito juntas umas das outras, o que compromete o seu desenvolvimento, podendo até mesmo ocasionar doenças e, também, dificultar o transplante.

Caso tenha um espaço maior, as bandejas de isopor são de grande auxílio e se optar por elas há aquelas que têm células maiores, destinadas para tomate, pimentão, pepino, berinjela (plantas maiores) e outra com células menores e, em maior número, destinada para as verduras em geral, como por exemplo, alface, chicória, almeirão, entre outras. Nas bandejas, pode-se semear um número mais exato de plantas que se deseja produzir para um determinado período de tempo e de acordo com o espaço disponível para plantio nos canteiros.

As mudas produzidas em bandejas, ao serem transplantadas, são mais facilmente adaptadas ao novo local devido à preservação por completo da integridade do seu sistema radicular. Isso representa uma grande vantagem em relação ao transplante a partir das sementeiras, situação em que se dá um maior estresse por conta do rompimento de suas raízes. Nas células das bandejas em que se deseja semear, deverá ser colocado um substrato composto por terra vegetal produzida na propriedade (a partir, por exemplo, da compostagem) ou então adquirido nas agropecuárias. No caso de se optar por fazer a mistura, será preciso uma medida de húmus de minhoca juntando-se a ela uma medida de terra peneirada e uma medida de composto orgânico peneirado.

Caso não haja um desses componentes, pode-se utilizar uma medida de terra somando-se a ela uma medida de composto orgânico peneirado (ou outra fonte de matéria orgânica peneirada). Após o preenchimento das células da bandeja com o substrato, pode-se proceder a uma leve compactação com a palma da mão e, em seguida, com a ponta do dedo, um graveto, ou um lápis fazer um pequeno buraquinho onde será colocada a semente. Cada célula da bandeja deverá receber de uma a três sementes da hortaliça que se deseja produzir, podendo semear vários tipos numa mesma bandeja. A quantidade de sementes por célula depende do vigor e do tamanho da semente.

Quanto ao tamanho, para sementes maiores como, por exemplo, as das couves, da beterraba etc., pode-se pensar em colocar apenas uma semente em cada célula da bandeja. De qualquer forma, é recomendável semear um número um pouco maior do que aquele de mudas que se deseja obter, para o caso de haver alguma falha na germinação ou no pegamento das mudas. Nos envelopes de sementes constam informações sobre o poder germinativo e as datas de colheita e de validade. Após a semeadura, molhar com delicadeza e deixar as bandejas protegidas da ação direta do sol e da chuva, preferencialmente à meia-sombra.

A rega das bandejas deverá ser diária e, em casos de dias muito quentes, até mesmo duas ou três vezes ao dia. Para isso, pode-se utilizar um pequeno borrifador (500mL) ou um regador pequeno. Como as bandejas são frágeis e relativamente grandes, pode-se pensar em cortá-las em pedaços menores, que caibam dentro de uma pequena caixa de madeira (por exemplo, aquelas de uva ou outras menores). Isso facilitará o transporte e o manejo da bandeja. O ideal é que as bandejas em que foram semeadas fiquem suspensas para que os furos inferiores recebam claridade, de maneira que as mudinhas não desenvolvam raízes além dos furinhos (a claridade inibe o desenvolvimento das raízes das mudas). Após a semeadura (tanto em sementeiras quanto nas bandejas), recomenda-se guardar o restante das sementes em suas próprias embalagens, revestidas primeiramente por um saco de papel e depois por outro, de plástico, bem fechadas e no interior da geladeira (frio e escuro).

Hora de transplantar para o canteiro

O transplante das mudas se dá, em geral, quando apresentarem (no caso de alfaces, almeirão, chicória e até mesmo couves) em torno de três a quatro folhas definitivas (sem contar aquelas duas primeiras que nascem, uma de cada lado). No caso de tomates, pimentões e berinjelas, o transplante será feito quando as plantas estiverem com aproximadamente 15 a 20cm de altura (no máximo).

Deve-se dar preferência para o transplante das mudas em dias nublados, antes ou logo após uma garoa. Caso tenha que ser feita essa operação num dia ensolarado, dar preferência para o final da tarde ou início da manhã (bem cedo), evitando- -se os horários mais quentes do dia. Tanto a bandeja quanto o canteiro onde as mudas serão transplantadas deverão ser bem molhados antes do transplante das mudas. Molhar a bandeja facilita a remoção das mudas e molhar a terra no canteiro favorece o pegamento delas. Terminado o transplante, molhar novamente e cobrir o terreno com palha, deixando-se expostas apenas as folhas das hortaliças. A palha irá manter o solo mais úmido, mas assim mesmo se recomenda molhar a terra durante toda a primeira semana após o transplante das mudas, caso não chova. Molhar com pouca água, somente na pequena área ocupada pela muda. Quando as mudinhas estão bem novas, suas raízes ocupam uma pequena porção de terra, então seria um desperdício de água molhar todo o canteiro, com mangueira, nessa fase. Use o regador, de preferência!

No caso da sementeira, deve-se molhá-la imediatamente antes do transplante e retirar as mudas com muito cuidado, com a ajuda de uma pazinha de mão, procurando levar a muda para o canteiro com o máximo de terra possível junto à raiz.

O espaçamento aproximado recomendável para as hortaliças folhosas (alfaces, almeirão, chicória etc.) é de 25 a 30cm entre plantas. A partir das bordas do canteiro até a primeira mudinha, deixar metade desse espaçamento. No caso de tomates, pepinos, berinjelas e couves (couve de folha, brócolis, couve flor e repolho), recomenda-se um espaço de 80cm entre cada planta.

Tanto a cenoura quanto o rabanete não aceitam o transplante, por isso devem ser semeados diretamente no canteiro, distribuindo-se as sementes em sulcos transversais de aproximadamente 2cm de profundidade, distanciados uns dos outros de 20 a 25cm. As sementes são assim distribuídas com parcimônia ao longo do sulco e depois cobertas com uma camada de terra fina peneirada (sem torrões). A beterraba e a rúcula aceitam ser transplantadas (podendo ser semeados em sementeiras ou bandejas), mas vão muito bem também na semeadura direta, como recomendado para cenoura e rabanete". (Osmar Mosca Diz, engenheiro Agrônomo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento -Divisão de Extensão Rural - Dextru/CDRS)

Agronegócio está mobilizado para auxiliar na luta contra o novo coronavírus (Covid-19). Além das ações relacionadas ao abastecimento, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo atua para realizar o diagnóstico da doença e discutir junto a associações e especialistas o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante a pandemia. Além disso, técnicos e pesquisadores da Secretaria com formação em biologia, biomedicina e medicina veterinária se cadastraram no Ministério da Saúde para atuar em todo o país no combate ao coronavírus, caso seja necessário.

Agronegócio se mobiliza na luta contra o novo coronavírus

O setor privado também tem feito diversas ações, sendo um exemplo delas a produção e disponibilização de 250 mil litros de álcool 70% a população, além da parceria entre o Governo do Estado e empresas para distribuição de adesivos eletrônicos (tags) para caminhoneiros. Há ainda ações da Secretaria relacionadas ao compartilhamento de orientações junto aos produtores rurais e consumidores, por meio de manuais gratuitos.

"Desde o início da pandemia, temos trabalhado de forma integrada com todas as frente da Secretaria de Agricultura, colocando à disposição toda a tecnologia e corpo técnico capacitado que atua nos institutos de pesquisa, na extensão rural, no abastecimento e na defesa agropecuária para contribuir na minoração dos problemas de abastecimento de alimentos, na saúde e no bem-estar da população", afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento Gustavo Junqueira.

A infraestrutura e a expertise do Instituto Biológico (IB-APTA) na área de diagnóstico de viroses em animais de produção permitiu que a instituição, ligada à Secretaria de Agricultura, recebesse avaliação satisfatória do Instituto Adolfo Lutz para diagnóstico da Covid-19. O Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto, que possui instalação de Biossegurança nível 3 (NB3), iniciará o atendimento após adequação e recebimento de insumos e EPI.

Na área de Equipamentos de Proteção Individual, a expertise do Instituto Agronômico (IAC-APTA) na área de EPI para aplicação de defensivos agrícolas também tem auxiliado discussões com a Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (ANIMASEG). O Centro de Engenharia e Automação (CEA-IAC) tem auxiliado, por exemplo, na revisão de nota técnica para orientações para serviços de saúde, com medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante assistência a casos suspeitos da Covid-19 no que se refere a EPI.

Além disso, o CEA tem atuado na revisão de texto geral e elaboração de respostas relacionados a fabricação e aquisição de vestimentas que possuam repelência a líquidos ou impermeáveis similares àquelas utilizadas para proteção contra agentes químicos. Outra ação é a elaboração de um manual explicativo para profissionais de saúde, para que possam entender a equivalência entre os equipamentos que utilizam e o que pode ser utilizado.

O Centro de Engenharia e Automação do IAC é referência no Brasil e no exterior em trabalhos científicos relacionados a vestimentas de proteção para aplicação de defensivos agrícolas. A instituição possui o Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (QUEPIA), que avalia os EPI agrícolas do mercado nacional e disponibiliza o selo QUEPIA para as marcas que estão em conformidade com a legislação. Além disso, o IAC integra a Comissão de Estudos de Luvas e Vestimentas para Riscos Químicos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Organização Internacional de Normatização (ISO).

Os laboratórios de prestação de serviços do IAC, como análise de solos, resíduos, microbiologia, diagnóstico de doenças e a produção de sementes genéticas continuam em atividade, atendendo aos produtores. Medidas de prevenção aos servidores foram devidamente orientadas.

Os profissionais que atuam na Secretaria de Agricultura também estão mobilizados para auxiliar o Ministério da Saúde, caso seja necessária atuação durante a pandemia. O Ministério tem o objetivo de cadastrar e capacitar nos protocolos clínicos da doença cerca de cinco milhões de profissionais de saúde de 14 categorias, como biologia, biomedicina e medicina veterinária. O reforço é para auxiliar os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) nas ações de enfrentamento da Covid-19 a partir da capacidade de trabalho.

O médico veterinário e pesquisador do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), Jackson Barros do Amaral, foi um dos profissionais da Secretaria de Agricultura a se cadastrar na plataforma do Ministério da Saúde. Amaral, que atua desde 1994 no IZ, na área de sanidade animal, explica que na verdade não existe uma saúde humana e outra animal e que o Ministério deve se beneficiar com o cadastramento de todos os profissionais da área da saúde em estudos e atividades inerentes a cada profissão na prevenção, controle, tratamento e mecanismos de transmissão da pandemia entre humanos, animais e ambiente. "Envolvendo, assim, a saúde única (humana, animal e ambiental), já discutida por diversas linhas de estudos e pesquisas pela comunidade científica. No caso dos médicos veterinários este tema tem fundamental importância, tendo em vista a interação da transmissibilidade das pandemias pelos animais, representando um campo promissor de ações conjuntas com os demais profissionais da área de saúde", afirma.

O Instituto de Pesca (IP-APTA) também colocou à disposição de pesquisadores seu material biológico de linhagens de macroalga marinha, que possuem atividades antioxidantes, anticoagulantes, antihiperlipidemicas, antihiperglicêmicas, anti-inflamatórias, antitumorais, antifúngica e antivirais. A macroalga Kappaphycus alvarezii, estudada pelo IP para o uso na indústria, é uma fonte importante do polissacarídeo sulfatado, que são componentes estruturais da parede celular da alga e são os mais estudados como compostos antivirais.

Setor privado também está mobilizado

Governo e Iniciativa privada também estão trabalhando em conjunto para ações relacionadas ao combate ao novo coronavírus. Um exemplo é a parceria entre o Governo de São Paulo e as empresas Conectcar, Sem Parar e Veloe para a distribuição gratuita sem taxa de adesão ou de mensalidade de 25.850 adesivos eletrônicos (tags) para o pagamento de pedágios nas rodovias do Estado. Ao utilizar as tags nas cabines automáticas, motoristas e funcionários eliminam o risco de contágio pelo coronavírus e agilizam o deslocamento pelas rodovias, principalmente dos caminhoneiros, principal público da ação. O Governo do Estado também criou um site (www.abastecimentoseguro.sp.gov.br) com as informações sobre as estradas para os caminhoneiros. Recentemente, o site passou a receber manifestações de consumidores, que podem relatar problemas nas estradas e estabelecimentos e denunciar a falta de itens ou preços abusivos dos produtos comercializados.

Nesse período de quarentena, 64% dos pagamentos de pedágio nas rodovias paulistas estão sendo feitos nas cabines automáticas, o que elimina o contato. O objetivo do Governo de São Paulo é ampliar ainda mais este serviço como forma de proteger esses profissionais.

Outro exemplo é o caso da Natura Co e o Grupo São Martinho que produziram 250 mil litros de álcool 70% doados para a Secretaria de Saúde do Estado com o objetivo de ajudar na prevenção do novo coronavírus e proteger a saúde de milhares de pacientes da rede pública. O álcool, doado pelo Grupo São Martinho, foi processado e envazado na fábrica da Natura em São Paulo. Foram 50 mil litros, distribuídos em embalagens de 750 ml.

Além disso, a marca Coperalcool também doou 50 mil frascos de álcool em gel para instituições de segurança pública do Estado, como a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros.

Fábio de Salles Meirelles*

A prioritária atenção à saúde do agricultor na luta pela vida

As medidas adotadas pelo Governo Federal para atenuar o abalo econômico provocado pela Covid-19 são bem-vindas, pois socorrem minimamente empresas e trabalhadores. Parcela expressiva dos setores produtivos e seus recursos humanos será abrangida, podendo, portanto, negociar suspensão dos contratos de trabalho ou redução dos salários e jornadas. São relevantes, ainda, o auxílio mensal de seiscentos reais aos informais e linha de crédito com juros baixos para empresas pagarem seus funcionários.

Espera-se que tudo seja colocado em prática com agilidade e eficácia, de modo que tenhamos condições de manter a economia respirando durante o necessário isolamento. Este cuidado, como afirmam autoridades da saúde e especialistas do Brasil e de todo o mundo, é fundamental para conter a pandemia e evitar picos de pessoas infectadas, cujo atendimento não seria suportado pelos sistemas público e particular. É hora, portanto, de proatividade, resiliência, solidariedade e sinergia dos Três Poderes e toda a sociedade.

A vida é prioritária! Exatamente para garantir esse direito original dos seres humanos, há setores que não têm o direito de parar ou atuar em home office. Refiro-me aos profissionais e empresas da saúde, da coleta do lixo, da infraestrutura, da segurança pública, da indústria de equipamentos médico-hospitalares e artigos essenciais e, em especial, à cadeia produtiva do agronegócio e abastecimento, desde o produtor rural, de todos os portes, passando pelos transportadores, distribuidores, supermercados, feirantes, varejistas de alimentos em geral, entrepostos de hortifrutigranjeiros e os serviços de apoio para que continuem operando.

Nunca é demais aplaudir e reverenciar esses heróis brasileiros, contingente anônimo das pessoas físicas e jurídicas que estão lutando de modo corajoso por todos nós na guerra da humanidade contra o novo coronavírus. Cabe, também, uma reflexão sobre o apoio que o Estado está dando a essas atividades. Infelizmente, é pouco ante a gravidade da situação. No caso da cadeia de suprimentos do agronegócio, é verdade que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento instituiu um comitê de crise para monitorar impactos da pandemia e propor estratégias, conforme decisão publicada na edição de 31 de março do Diário Oficial da União. Entretanto, é preciso ação assertiva. Uma sugestão seria linha de crédito específica, com juros próximos de zero, para que a produção agropecuária e toda a rede de abastecimento tivessem acesso a capital rápido, se necessário.

Nosso setor não fará acordos de redução de jornada e suspensão de contratos de trabalho. Afinal, não podemos, não queremos e não vamos parar, pois temos imenso compromisso com os brasileiros. Nossa força de trabalho está mobilizada. Entretanto, em situação grave como a que vivemos, podem faltar recursos para manter as operações. Sabemos que estamos numa economia de guerra e continuaremos travando o bom combate, a qualquer custo, mas um apoio mais efetivo seria importante. Incluo aqui 

Programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas permite economia de energia suficiente para abastecer 4,7 milhões de residências por um ano

Estudo indica ganhos ambientais com logística reversa no agronegócio

São Paulo, abril de 2020. Realizada pela Fundação Espaço ECO, a mais recente edição do Estudo de Ecoeficiência do Sistema Campo Limpo - programa de logística reversa de embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas - confirma os benefícios ambientais resultantes dessa operação. O levantamento aponta que, desde 2002, ano do início das atividades do Sistema, até dezembro de 2019, o funcionamento do programa resultou em uma economia de 33 bilhões de megajoules de energia, o suficiente para abastecer 4,7 milhões de residências durante um ano.

Referência mundial em destinação de embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas, o Sistema evitou a emissão de 752 mil toneladas de gás carbônico equivalente. Isso equivale às emissões geradas por um caminhão que fizesse 14 mil viagens ao redor do mundo. Para capturar essa emissão se elas tivessem acontecido, seria necessário plantar mais de 5 milhões de árvores.

Esses ganhos ambientais decorrem, especialmente, da concretização do conceito de economia circular pelo Sistema Campo Limpo, prolongando a vida útil dos materiais por meio da reciclagem. "Quando 95% do material encaminhado para destinação é reciclado, ele volta a ser usado como matéria-prima e reduzimos a extração de recursos naturais. São benefícios que contribuem de forma decisiva para o planeta", afirma João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), entidade operadora do Sistema Campo Limpo.

Sobre o inpEV
Desde 2002, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) é entidade gestora do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

Sobre o Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

Demanda deteriorada pode elevar estoques do cereal entre 25-35 milhões de toneladas

Mercado do milho sob ameaça, cuidado, diz ARC

Na avaliação da Consultoria ARC Mercosul, o mercado mundial de milho está “sob ameaça”, e o momento é de máxima cautela. “Todo o setor de energias segue sucumbindo com uma demanda desestimulada diante da quarentena obrigatória em alguns países. O petróleo se tornou o epicentro da crise de combustíveis, registrando baixas consecutivas e agressivas nesta semana; e o etanol norte-americano tem acompanhado o movimento pessimista”, dizem os analistas. 

A ARC Mercosul ressalta sua preocupação diante da vigência da contenção de consumo, uma vez que quase 140 milhões de toneladas do milho estadunidense é destinado anualmente à produção de etanol. “Caso tenhamos a permanência por mais 3-4 meses de uma demanda deteriorada, os estoques do cereal irão ser elevados entre 25-35 milhões de toneladas até o fim de 2020, inflando a oferta mundial do grão”, apontam. 

“Fomentando a visão pessimista aos preços do milho mundial, a safra estadunidense – já em processo de plantio – alcançou os 7% da área semeada até este último domingo, sendo dois pontos percentuais superior ao mesmo período em 2019. A ARC vê os contratos do milho spot na CBOT (Bolsa de Chicago) atingindo patamares abaixo os US$ 3,00 com o excesso de oferta”, concluem os analistas.

A T&F Consultoria Agroeconômica aponta, por outro lado, que Coreia do Sul e Taiwan seguem comprando milho, enquanto Brasil, Argentina e Ucrânia continuam vendendo, mantendo os Estados Unidos fora do circuito. “O USDA informou o plantio de milho dos EUA 7% completo durante a noite – cuidado, o BIG CORN está chegando – quadrado no meio dos 5% plantados nesta fase do ano passado, e os 9% tipicamente plantados de acordo com a média de 5 anos”, acrescenta.

“Enquanto isso, a base argentina continua a suavizar à medida que a colheita aumenta e a seca do Brasil está levantando mais alguns temores pela safrinha. No entanto, os preços domésticos também parecem estar caindo. As licenças de exportação da Argentina foram quase 127.000 t durante a noite. Tudo isso, sem mencionar o preço do WTI”, completa a T&F.

Em tempos de distanciamento social, como estratégia para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19), é preciso ter criatividade para ocupar a cabeça dos adultos e crianças.

Aprenda a produzir frutas em apartamentos

Que tal aproveitar o tempo mais livre do final de semana para cultivar dentro de casa - e até mesmo em apartamentos - algumas fruteiras, que lembram a infância no interior? Acerola, amora, goiaba, pitanga e jabuticaba podem ser cultivadas em vasos, no quintal ou na sacada de prédios. É o que diz o pesquisador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), José Antônio Alberto da Silva.

O pesquisador explica que essas frutas nem sempre são fáceis de serem encontradas nos supermercados das grandes cidades. "São frutas com alto potencial produtivo e que possuem mercado nos grandes centros. Há pessoas, que por conta do saudosismo da época de vivência no interior, pagam caro por elas. O problema é que estragam muito rápido depois de colhidas, por isso, nem sempre são fáceis de serem encontradas no mercado", explica.
Para driblar o problema, o pesquisador da APTA dá algumas dicas. Confira!

Plantio no vaso

O primeiro passo é adquirir mudas de boa procedência em viveiros idôneos. Isso evita que se compre plantas improdutivas ou que acabe levando para casa um tipo de fruta e mais tarde descobre que é outra.

Em tempos de pandemia, alguns viveiros estão fazendo entregas por delivery dessas fruteiras em São Paulo e no interior. A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), também ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, comercializa mudas de fruteiras em Itaberá, Marília, Pederneiras, Presidente Prudente, São Bento do Sapucaí e Tietê. Mais informações a respeito podem ser consultadas no site http://www.cdrs.sp.gov.br/portal/produtos-e-servicos/venda-de-mudas-e-sementes. O plantio pode ser feito no chão ou em vasos com pelo menos 40 litros.

- Primeiro é necessário fazer um dreno com pedras no fundo do vaso, para evitar acúmulo e excesso de água.

- Faça o plantio da muda utilizando terra fértil, rica em matéria orgânica, que pode ser facilmente encontrada em casas especializadas. Não utilize substratos puro, mas sim misturas com terra vermelha.

- É necessário escolher bem o local em que o vaso ficará no quintal ou na sacada. Geralmente as fruteiras gostam de locais bem arejados e que batam sol pelos menos durante um período do dia.

- É importante estar atento se a planta está com água suficiente. Sempre verifique se a terra está úmida, pois, tanto falta como o excesso de água faz mal a planta.

- Faça adubação complementar a cada dois ou três meses, utilizando esterco curtido e formulações NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). Se perceber que há alguma praga ou doença na planta, procure um engenheiro agrônomo.

Plantio no chão

Para o plantio no chão, devem-se ter os mesmos cuidados. A diferença é a necessidade de realizar a poda da copa das árvores mais frequentes. "Como no chão a planta tem mais espaço para se desenvolver, crescerá com mais vigor, por isso, a necessidade de sempre realizar a poda de ramos que crescerem demasiadamente e assim manter a copa no formato e altura que quiser. Vale lembrar que estas frutíferas não possuem sistema radicular muito agressivo, principalmente, quando é realizada a poda", explica Silva.

Parceria entre Secretaria de Agricultura e CNA contribuiu para balizar as negociações de compra e venda do produto no mercado nacional

Produtores e indústria de borracha natural têm novo índice de preços de importação

Heveicultura e indústria pneumática terão agora um índice - de uma instituição oficial - para balizar as negociações de compra e venda de borracha natural no mercado brasileiro. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançaram o índice de preço de importação da borracha natural, disponibilizado de forma gratuita no site do IEA e da CNA e atualizado mensalmente, sempre no segundo dia útil do mês.

De acordo com Marli Dias Mascarenhas Oliveira, pesquisadora do IEA, o Brasil já foi o maior produtor mundial de borracha natural, mas foi perdendo este posto a partir da década de 1950 e hoje é um grande importador deste produto do continente asiático, de países como Tailândia e Indonésia, por exemplo. Atualmente, 60% da necessidade brasileira de borracha natural é suprida por importação. O Estado de São Paulo é o maior produtor nacional, produzindo 60% de toda a borracha natural brasileira. "Esses dados mostram a importância de termos um índice, balizado pelos preços do mercado da Ásia, para que os produtores e indústria possam negociar, com informações seguras do mercado internacional", explica.

Para a composição do índice, os pesquisadores do IEA utilizam dados relacionados ao preço praticados para a compra desses produtos nas principais bolsas de valores da Ásia, a conversão desse valor para o dólar, e todos os custos inerentes a importação, cotação, tributação e frete para o mercado brasileiro.

Segundo Rogério Avellar, assessor técnico da CNA, a composição deste índice era uma demanda antiga da cadeia produtiva da borracha natural e se concretizou a partir dos integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). "A partir desta demanda, buscamos parceria com uma instituição séria, com capacidade técnica e idoneidade para desenvolver este índice, que é de fundamental importância para a tomada de decisão dos produtores e indústrias, que terão mais informações para negociar", afirma.

A borracha natural é considerada um produto estratégico, por ser muito utilizado na fabricação de pneus (motos, carros, caminhões e aviões), brinquedos, acessórios, calçados, autopeças e pelo setor de saúde, para fabricação de luvas cirúrgicas, seringas, cateteres e cápsulas. Obtida a partir do látex da seringueira, o produto, segundo a CNA, gera mais de 100 mil empregos diretos no campo e renda para inúmeras famílias que vivem da atividade. "É um produto muito estratégico, principalmente pelo Brasil, que escoa toda a sua produção agropecuária e industrial por meio da malha rodoviária", diz Marli.

IEA é a única instituição brasileira a coletar dados de preços pagos aos produtores de borracha natural

A pesquisadora do IEA explica que a participação do Instituto no desenvolvimento do índice se dá pela idoneidade da instituição científica, que é pública e referência em economia agrícola no Brasil. Além disso, o IEA já possui expertise na
área de borracha natural, sendo a única instituição brasileira e fazer a coleta de dados dos preços pagos aos produtores paulistas de borracha natural.

"Temos uma metodologia já consolidada nesta área, o que permitiu podermos encarar mais este desafio, ampliando o leque de nossos serviços prestados ao agronegócio paulista e brasileiro", afirma Marli.

Alimentação balanceada, com consumo de nutrientes de qualidade é essencial na manutenção da qualidade de vida de qualquer ser humano.

Como a nutrição de precisão pode contribuir na produção de carne de frango de qualidade

Afinal, somos o que comemos, então por que na criação de animais isso seria diferente? Pensando nisso, é certo afirmar que o investimento em nutrição de precisão na criação de carne de frango é uma boa maneira de aprimorar a qualidade do produto.

A nutrição de precisão é um método que aplica os nutrientes necessários na ração animal de acordo com cada fase do seu desenvolvimento. De acordo com o diretor da Quimtia Brasil, Anderson Andrade da Veiga, o processo traz benefícios para o produtor, como a redução de desperdício e a garantia do desenvolvimento do potencial genético das aves. "Com a nutrição, as aves crescem e ganham, diminuindo o tempo para o abate e ainda se tornam mais saudáveis para o consumo", salienta.

A criação de aves com qualidade superior pode ser um grande diferencial na venda para outros países, por exemplo. Visto que existe grande concorrência no ramo, a nutrição de precisão pode ser um dos fatores de distinção no mercado brasileiro, que é um dos que mais exportam este produto. De acordo com dados do relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil foi o país que mais exportou carne de frango em 2018, vendendo 4.101 mil toneladas do produto. Dentro desse cenário, o artigo mais vendido foi a ave de corte, seguido do frango inteiro.

A ração faz parte de uma tríade que contribui para a qualidade do frango, que também é composta pelo ambiente adequado e pela boa saúde do intestino das aves. Sabendo disso, o retorno econômico alcançado com o equilíbrio nutricional pode ser plenamente aproveitado pelo produtor. Porém, é preciso se atentar a alguns cuidados antes de dar início a esse processo.

Segundo o diretor regional, para que essa estratégia seja realizada da melhor forma possível é necessário dispor de um nutricionista experiente em alimentação de animais monogástricos e pelo acompanhamento de campo para avaliação dos resultados. "A participação de um especialista nessa área é muito importante para a criação de uma dieta equilibrada para o animal. Afinal, ele sabe quais nutrientes são necessários para cada fase da criação do frango, resultando em uma aplicação certeira dos recursos da empresa", explica.

A pandemia do novo coronavírus não prejudicou a produção e exportação de grãos no Paraná.

Imune ao coronavírus, movimentação de grãos deve crescer 20% no Porto de Paranaguá

No mês de março, a movimentação no estado teve aumento de 21% em comparação com o mesmo mês de 2019. E a expectativa dos terminais que integram o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá é que, no semestre, o aumento seja de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

"Tivemos um forte crescimento de 28% na safra de soja neste ano no Paraná, se comparado com 2019. A produção subiu de 16,5 milhões de toneladas na safra 2018/2019, para 20,8 milhões de toneladas em 2019/2020", explica Fabrício Fumagalli, diretor do Grupo Interalli, que opera dois terminais no porto paranaense.

Segundo ele, a previsão de crescimento da Interalli Grãos é de 15% e com uma mudança no mix dos produtos movimentados. "No ano passado, primeiro semestre, operamos muito milho. Já neste primeiro semestre, praticamente não tivemos milho, mas temos mais soja. Com isso, na matriz total, devemos crescer em torno de 15%", explica.

Fatores decisivos

As perspectivas positivas são amparadas por três fatores principais: a alta na produção paranaense, a mudança favorável no câmbio e a retomada das compras pela China.

"Os terminais estão operando, na maior parte do tempo, com pouca interrupção. Temos bastante produto, bastante demanda e outro fator que é o clima seco - fundamental para o sucesso das operações no Porto de Paranaguá. Estes são fatores que têm nos ajudado a superar possíveis problemas que o novo coronavírus poderia trazer", explica Helder Catarino, gerente do terminal Interalli Grãos, em Paranaguá.

No entanto, Helder explica que todos os terminais tiveram que se adequar e implementar medidas de proteção e prevenção, entre elas, o uso de máscaras e o reforço da higiene. Além disso, os operadores portuários se reuniram e doaram recursos financeiros para reforçar o Sistema de Saúde do município.

"Até o momento, o novo coronavírus não trouxe problemas significativos para o setor de exportação de grãos. O que houve de mudança foram as medidas de proteção que foram tomadas", reforça Helder.

Mercado aquecido

Um dos fatores que favoreceram os produtores de grãos foi a variação do câmbio que, hoje, está favorável para a exportação. "O produtor importou insumos para a produção de soja, no ano passado, com um câmbio mais baixo, teve custo reduzido para o plantio e a venda está rendendo bem agora. Ou seja, temos um mercado aquecido lá fora e a produção foi em grande escala", completa Helder.

A China é o principal comprador de grãos brasileiros, especialmente no primeiro semestre. De acordo com Fabrício Fumagalli, diretor do Grupo Interalli, o país está retomando as negociações após superar a primeira onda de Covid-19. "A China está com bastante apetite e o primeiro semestre é uma compra bem concentrada na América do Sul. A China quer retomar os negócios", comemora.

Milho deve impulsionar exportações no segundo semestre

Usualmente, o Porto de Paranaguá movimenta mais milho no segundo semestre. E, neste ano, há a possibilidade de que a crise gerada pelo novo coronavírus possa favorecer as exportações do produto.

Fumagalli explica que por causa da Covid-19, o consumo de carne diminuiu no mercado interno, então acaba sobrando milho. "Diminuiu também a produção de etanol, o que também reflete da sobra do milho. E a expectativa é que a safrinha venha com uma boa produtividade, além do câmbio favorável", explica Fumagalli. "Com isso, devemos ter uma competição menor do milho no mercado interno e grandes escalas nas exportações", finaliza.

Análises são de 16 pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola

Secretaria de Agricultura mostra impactos da pandemia em dez produtos agropecuários paulista

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), fez uma análise dos impactos da Covid-19 no agronegócio paulista. A análise contou com a participação de 16 pesquisadores do IEA, que mostram o impacto da pandemia no setor de citros, cana-de-açúcar, amendoim, algodão, soja, trigo, café, feijão, leite e derivados e carne bovina.

"Por meio do acompanhamento das principais cadeias produtivas do Estado, o Instituto de Economia Agrícola (IEA) analisou importantes aspectos das exportações, do consumo e do comportamento do mercado, resultando em informações que contribuem na tomada de decisões dos diversos agentes envolvidos, mas que também nos ajudam a compreender os reflexos e as possíveis mudanças que a pandemia pode trazer ao setor no futuro", afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento Gustavo Junqueira.

Segundo os especialistas, o novo coronavírus traz reflexos nas exportações brasileiras, com o deslocamento das exportações para regiões de maior crescimento de renda, como a venda de milho e açúcar para o Oriente Médio em detrimento de países com maior crescimento populacional, alterações nos acordos internacionais e rescisões contratuais, além da necessidade de garantia do abastecimento doméstico.

Para os pesquisadores, a pandemia faz com que a sanidade animal e vegetal ganhe vulto, exigindo mais controle, monitoramento e fiscalização, pois é um tema cada vez mais exigido pela demanda externa e interna. O rastreamento e a certificação dos produtos agropecuários devem ser intensificados, assim como o uso de tecnologias digitais no campo. "O cenário que se estabeleceu nos últimos meses fez com que setores do agro que ainda não haviam se inserido na era digital iniciassem a transformação que será bastante notada no final da pandemia. O agronegócio paulista não estará no mesmo patamar no final da crise e incrementos de inovação serão notados em todos os segmentos", avalia Priscilla Rocha Silva Fagundes, diretora-geral do IEA.

Confira abaixo a análise do IEA para dez produtos agropecuários produzidos em São Paulo.

Citros para a indústria: São Paulo é o maior produtor e exportador de citros do mundo. Os pesquisadores percebem tendência na demanda internacional por sucos cítricos, principalmente, por esses produtos serem ricos em vitamina C. Há uma tendência de normalização do mercado chinês, porém, há problemas no mercado europeu na área de liberação das cargas nos portos e uma perspectiva de aumento de preços em Nova York, devido à alta do dólar. No mercado interno há aumento do consumo de NFC, o que traz oportunidades para pequenas extratoras e aumento de venda para o consumidor. Os estoques de passagem estão altos no mercado interno e há previsão de menor safra em 2020, o que tenderia a equilibrar os preços pagos a caixa de 40,8 kg da fruta.

Cana-de-açúcar: principal produto do agronegócio paulista, o cenário mundial, segundo os pesquisadores do IEA, influencia o mercado da cana-de-açúcar, devido à alta no valor do dólar, a queda dos preços do petróleo e açúcar em Nova York e a diminuição na demanda por combustível, devido à redução no deslocamento. A maior porcentagem do mix de produção deve ser destinado a produção de açúcar. O país é um dos maiores produtores e exportadores de açúcar. No período de melhor preço do açúcar parte das unidades industriais herdaram sua produção garantindo um melhor preço para seu produto.

Amendoim: Segundo os especialistas, o cenário mundial é de queda na produção e importação aquecida para o amendoim em grão. No cenário nacional, São Paulo responde por mais de 90% da produção e a safra de 2019/2020 foi 28,5% superior à safra passada. O risco para o setor está na redução das exportações, especialmente para os países europeus, e do consumo interno, puxada pelo adiamento das festividades juninas, reprogramação da indústria e a perspectiva da comercialização. A manutenção dos estoques e a queda nos preços comprometeriam a capacidade de investimento e a dinâmica econômica de regiões como Marília, Tupã, Presidente Prudente, Jaboticabal, Ribeirão Preto e Barretos. Há, porém, oportunidades, como a ocupação de novos espaços no mercado externo e a contribuição com políticas de garantia alimentar às populações vulneráveis e de abastecimento.

Algodão: O agravamento da pandemia do novo coronavírus se dá justamente no momento da colheita do algodão no Estado, que tem produção de 38,5 mil toneladas de algodão em caroço e 15 mil toneladas de algodão em pluma. Cerca de 70% da produção brasileira é destinada à exportação. No cenário mundial, há uma desvalorização cambial favorável para exportações de algodão, mas desfavorável para importações de têxteis e uma retomada gradual da economia chinesa. Entre os riscos, os pesquisadores apontam o consumo já estagnado pelo quadro recessivo e pelas importações de têxteis nos últimos anos, o elevado estoque de fibras no Brasil e no mercado internacional, o aumento da concorrência da fibra sintética, a revisão para baixo do consumo mundial e a recessão econômica global. Entre as oportunidades está o financiamento da comercialização da safra, que pode ser um instrumento de crédito ao cotonicultor paulista.

Complexo soja: Segundo os pesquisadores, a comercialização da soja transcorre normalmente sustentada pelas vendas antecipadas e pela desvalorização cambial. Efeitos da decisão chinesa de adquirir os grãos estadunidenses são amenizados pelos contratos antecipados. Se mantida, a decisão trará implicações à safra 2020/21. O recuo da demanda por farelo poderá ser atenuado pelas exportações de carnes ligadas à desvalorização do real em relação ao dólar. Para os especialistas do IEA, o desafio imposto é a garantia de disponibilidade interna de óleo de soja, devido ao crescimento na demanda sem que a oferta acompanhe. Esse comportamento reduz significativamente o estoque do derivado. O aumento do processamento do grão que implica diminuição da quantidade exportada é a forma de garantir suprimento desse item básico da alimentação brasileira.

Trigo: A produção paulista de trigo de 2020 deverá ter início em meados a final de abril, no aguardo de melhores condições de umidade do solo. As perspectivas de preços são boas, em função das altas taxas de câmbio. O trigo paulista representa cerca de 4,5% da produção nacional, mas tem competitividade, pela boa qualidade e pela proximidade do mercado consumidor - São Paulo consome cerca de 17% do total nacional.

Café: Tem produção alinhada ao consumo e estoques com ligeira redução. Durante a quarentena houve forte incremento do consumo no Brasil e nos principais mercados demandantes da bebida. A valorização do dólar no âmbito mundial favorece os cafeicultores que, no Brasil, devem colher uma safra recorde. Existe preocupação com a colheita, que deve se iniciar na segunda quinzena de maio, demandando maior planejamento da mobilização de força de trabalho com extremada segurança sanitária dos trabalhadores envolvidos. Segundo os pesquisadores do IEA, as cotações estão favoráveis à contratação de hedge, não se descartando as vendas no físico pois, em situações de incerteza, a melhor estratégia é reforçar o caixa do empreendimento agrícola. A oferta de contêineres regularizou-se no Porto de Santos, mantendo fluxo exportador sem restrições.

Feijão: Por ser um produto de cesta básica, a demanda de feijão deve-se manter. No cenário da pandemia da Covid-19, os pesquisadores alertam para a alteração do fluxo de parte das vendas destinadas a restaurantes para o consumo doméstico, que teve compras adiantadas para garantir o abastecimento domiciliar durante a quarentena. Entre as oportunidades da cadeia está a demanda crescente do mercado internacional por produtos básicos garantidores de segurança alimentar, o que seria favorável para o feijão. Por outro lado, para atender este mercado, é necessário a ampliação das variedades plantadas, mais consumidas no exterior.

Leite e derivados: A coleta de leite tem se mostrado normal na maioria das indústrias. Há problemas localizados em algumas regiões devido à queda na demanda por leite cru de pequenas queijarias por conta do fechamento de pequenos laticínios que atendiam restaurantes e fast foods. Houve redução no consumo de derivados como queijos e iogurtes. Por outro lado, aumentou o consumo de leite UHT e em pó. A alta dos preços do milho e da soja vêm impactando os custos de produção e os produtores enfrentam alguns problemas com frete. Apesar das dificuldades, os produtores podem traçar algumas estratégias, como a compra de insumos, a organização do setor e novas formas de comercialização.

Carne bovina: O Brasil é o maior exportador de carne bovina no mundo e a China está retomando suas compras. No cenário brasileiro pode haver fechamento de algumas plantas de grandes frigoríficos e a há a preocupação dos pequenos e médios produtores quanto ao consumo no mercado interno, que traz como consequência a redução da margem de lucro. Houve queda no consumo de restaurantes e fast foods e aumento nos custos de produção devido aos preços do milho e da soja. Já houve a retomada das exportações para a China e há preocupação com a concorrência com os Estados Unidos. O benefício das exportações deve ficar para os grandes frigoríficos. Há expectativa de redução dos abates e da demanda interna, com a preferência, no Brasil, pelo consumo de proteínas mais baratas, o que impacta os pequenos e médios frigoríficos.

Também é vital reforçar o papel da agricultura familiar e impulsionar o comércio intrarregional, afirmou o Diretor Geral do IICA em um fórum virtual organizado com a Federação Centro-americana de Câmaras Agropecuárias e Agroindustriais (FECAGRO).

Garantir o abastecimento de alimentos a grupos vulneráveis e fortalecer circuitos curtos de comercialização, essenciais do setor agroalimentar da América Central e República Dominicana para enfrentar os desafios da Covid-19

Para resolver os desafios da pandemia no setor agroalimentar da América Central e República Dominicana, os países precisam concentrar seus esforços em garantir o abastecimento de alimentos às populações vulneráveis, fortalecer os circuitos curtos de comercialização, dinamizar o comércio intrarregional e reforçar sua atenção à sanidade e à inocuidade, explicou o Diretor Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero.

Os impactos da Covid-19 no setor agroalimentar destas nações, integrantes da Federação Centro-americana de Câmaras Agropecuárias e Agroindustriais (FECAGRO), foram analisados em um seminário virtual organizado em conjunto com o IICA.

Otero participou do painel de especialistas, assim como a líder das Alianças Regionais para Sistemas Alimentícios do Fórum Econômico Mundial, María Elena Varas; e o presidente da Câmara Nacional Agropecuária e Agroindustrial de Costa Rica e membro da Junta Diretiva de FECAGRO, Juan Rafael Lizano.

“Deve-se garantir a sustentabilidade da produção agropecuária, reforçar o papel da agricultura familiar, o comércio internacional e o trânsito de mercadorias, dar ênfase ao comércio eletrônico, o encolhimento de países exportadores de produtos agropecuários, alimentícios e insumos versus a alta demanda dos importadores de tais mercadorias, e assegurar a cadeia de valor desde a produção até o acesso aos alimentos por parte da população”, argumentou o Diretor Geral do IICA.

“Há de se prestar atenção ao financiamento, o endividamento e a moratória de créditos do setor agropecuário dando incentivos econômicos e fiscais; necessitamos fazer muita inteligência e vigilância sanitária prospectiva porque os novos tempos estarão caracterizados por outras surpresas e deve-se continuar cumprindo com as normativas e requerimentos, sem inventar barreiras não tarifárias”, acrescentou Otero.

O titular do organismo especializado em cooperação internacional para o setor agropecuário reafirmou que é fundamental alavancar a capacidade de produção de alimentos básicos como grãos, cereais, tubérculos, carnes, lácteos, azeites e açúcar, porque na raiz da crise “há mudanças na composição da demanda”.

No fórum virtual, Otero ressaltou que para resolver estes desafios é preciso avançar para uma agricultura digital, na qual se potencialize a inovação e o uso de mais tecnologias e ciência.

Também destacou que é hora de reconhecer, de uma vez por todas, o setor agrícola e a ruralidade como um setor estratégico.

“Basta de colocá-lo no banco dos réus, como o responsável por um monte de coisas. Pedimos ao setor agropecuário que nos apoie para defendê-lo como um setor estratégico que requer políticas de longo prazo, orçamentos e recursos humanos afins, para o qual é crucial o envolvimento dos aliados dos setores público, privado e da sociedade civil. Para mais crise, mais cooperação internacional”, concluiu.

Por sua parte, María Elena Varas, do Fórum Econômico Mundial, manifestou: “Há um sentido de urgência para gerar ações imediatas e construir sistemas mais resilientes no longo prazo, não só para responder ao que suscita a Covid-19, mas também a futuros choques. O foco está em construir sistemas alimentares sustentáveis, inclusivos, eficientes, nutritivos e saudáveis, alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”.

Juan Rafael Lizano, de FECAGRO, relembrou que produtos como café e açúcar estão com negociação muito baixa; e flores, plantas ornamentais e folhagem, melão, abacaxi, melancia e manga sentiram as pressões da crise devido ao novo coronavírus.

“O que vejo mais incerto e o que preocupa são os mercados. Isso é o que pedimos: entrar nos mercados para colocar a produção”, afirmou Lizano. 

Sobre o IICA
É o organismo internacional especializado em agricultura do Sistema Interamericano. Sua missão é estimular, promover e apoiar os esforços de seus 34 Estados-membros para alcançar o desenvolvimento agrícola e o bem-estar rural, por meio da cooperação técnica internacional de excelência.

Doença tem graves implicações na produção, com perdas econômicas e maior uso de antibióticos em rebanhos

Influenza suína - como proteger seu plantel com segurança e eficácia

Responsável por significativos prejuízos para a suinocultura - de US﹩ 3 a US﹩ 10 por animal, aproximadamente, a Influenza Suína (IS), é uma doença respiratória viral aguda, altamente contagiosa e impactante para o setor. Ao serem infectados, os suínos apresentam febre, anorexia, prostração e tosse. "O vírus da Influenza, principalmente o H1N1, tem graves implicações na produção dos suínos, levando a perdas econômicas e maior uso de antibióticos em rebanhos afetados pela Influenza. A doença causa diminuição de peso e lesões primárias no pulmão, o que facilita a entrada de agentes oportunistas, causadores de diversas infecções", explica a médica-veterinária Heloiza Nascimento, Assistente Técnica da linha de suínos da Zoetis.

A transmissão ocorre por contato direto com secreções nasais de suínos infectados e de partículas suspensas no meio ambiente. "Como a Influenza tem capacidade de causar lesões pulmonares, bactérias secundárias se aproveitam disto para se instalarem. Por isso, é de fundamental importância evitarmos a disseminação do vírus nas granjas. Além de medidas de biossegurança, como controle de entrada de pessoas e animais, realização de quarentena e vacinação dos funcionários contra a Influenza, uma das principais providências a ser adotada é a vacinação dos animais", completa Heloiza.

Neste momento em que existe a preocupação mundial com o uso consciente de antimicrobiano na produção animal, controlar os agentes primários é a principal ação a ser tomada. Neste cenário, a prevenção e a vacinação estão no centro das ações necessárias.

Além disso, a especialista ressalta também que é de responsabilidade do médico-veterinário fornecer um diagnóstico correto das doenças respiratórias que acometem os animais na granja. "É importante testar os animais para saber, por exemplo, se uma pneumonia tem origem bacteriana ou viral para que o tratamento ou a profilaxia sejam os mais adequados", diz.

Vacinação

Há cinco anos no mercado, a vacina FluSure Pandemic é indicada para suínos sadios a partir da terceira semana de idade, incluindo porcas prenhes, como auxiliar na redução de descarga nasal e também de lesões pulmonares causadas pelo vírus da Influenza. "A FluSure não só previne a infecção pelo vírus, como também auxilia o produtor na gestão de doenças secundárias, como o H. Parasuis, principalmente na fase de creche, com segurança e eficácia, evitando perdas e garantindo produtividade", informa Heloiza.

Como forma de prevenção para os leitões, a vacina é aplicada principalmente em matrizes, que transmite os anticorpos aos leitões por meio do colostro, ao nascimento.

O H1N1 pode ser carregado pelo ser humano e contaminar os animais. Sendo assim, a melhor forma de prevenção é vacinar seu rebanho e também todos que têm contato com os animais na granja.

A seguir, um vídeo explicativo sobre a doença, desenvolvido pela Zoetis, para mostrar suas formas de transmissão e como preveni-la.

http://www.zoetis.com.br/produtos-e-servicos/suinos/index.aspx

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, considera que a qualidade e a sanidade dos alimentos será uma grande preocupação do mundo inteiro após a epidemia do novo Coronavírus.

Sanidade de alimentos será preocupação do mundo após Coronavírus

E, nesse contexto, a produção brasileira já segue protocolos rígidos para garantir essa qualidade, com uma legislação sanitária atual e modernizada.

"Não tenho dúvida de que esse será um dos temas pós-Coronavírus muito debatido e de preocupação não só nossa, mas do resto do mundo. Que alimento eu estou utilizando? De onde vem? Qual a origem? E o Brasil, como trabalha com cadeias produtivas no setor de proteínas animais, talvez estejamos no topo dessa cadeia, em volume e na qualidade, na sanidade", disse a ministra.

Tereza Cristina destacou que o Brasil, como grande exportador de alimentos, sempre foi muito cobrado pela qualidade dos alimentos produzidos, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos vegetais. "Nós temos ferramentas e seguimos protocolos internacionais que são muito rígidos e o Brasil sempre foi muito cobrado por isso na área internacional. Essa será uma preocupação maior do mundo, sobre a qualidade e segurança dos alimentos consumidos".

A ministra também fez um balanço das ações do governo federal para o setor agropecuário e de abastecimento durante a pandemia, garantindo tanto a produção "da porteira para dentro" como a logística de distribuição dos alimentos "da porteira para fora".

"A nossa preocupação no primeiro momento foi para que esse setor não parasse. Não temos como deixar de alimentar as pessoas nos hospitais, as pessoas que estão em casa, as pessoas que estão trabalhando. Alimento de qualidade significa saúde e também é paz social. Imagina faltar alimentos neste momento nas prateleiras dos supermercados? Então, o abastecimento hoje tem uma atenção especial do Ministério", lembrou.

Medidas econômicas

Outras medidas econômicas do governo destacadas pela ministra têm como objetivo minimizar as dificuldades do setor agropecuário, sobretudo os produtores rurais, devido à pandemia do novo Coronavírus. Entre elas estão o acesso dos produtores ao crédito e antecipação de benefícios e garantias, como forma de assegurar renda para pequenos, médios e agricultores familiares. Foram priorizados os setores mais impactados, como hortifrúti, leite e flores.

Em apoio às cooperativas, agroindústrias e cerealistas foi autorizado o financiamento para estocagem e comercialização com recursos do crédito rural, com limite de R﹩ 65 milhões por beneficiário.

Tereza Cristina disse que neste momento o governo discute como será o Plano Safra 2020/2021, e que espera que ele seja maior que nos anos anteriores. "Sabemos que a agropecuária será uma das primeiras que pode retornar depois do Coronavírus. Essa é uma atividade que o Brasil sabe que vai ser a alavanca desse novo momento pós-Coronavírus".

Engenheiro à frente do projeto teve Covid-19 e a falta de respiradores para atender a todos os pacientes que ainda teriam a doença foi uma de suas principais preocupações

Engenheiros, pequisadores e alunos da Unila desenvolvem protótipo de respirador mecânico de baixo custo, em Foz do Iguaçu

Em meio à pandemia do Coronavírus, países do mundo inteiro, estados e municípios brasileiros lutam para conseguir respiradores mecânicos para atender a pacientes vítimas da Covid -19 que lotam os hospitais.
Para suprir essa grande demanda, um grupo de professores e alunos de engenharia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, em parceria com pesquisadores do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Campus São Carlos, trabalham no desenvolvimento de um protótipo de respirador mecânico de baixo custo. “Nós estamos desenvolvendo um ventilador pulmonar de baixo custo, mas que tenha tecnologias  superiores a um protótipo simples que ofereçam, por exemplo, alarme de pânico e  emergência no sistema, porque nós temos visto alguns modelos que não proporcionam segurança ao usuário”, explica Carlos Eduardo Palmieri, Engenheiro Eletrônico e Técnico do IFSP de São Carlos.
O coordenador do projeto, professor da Unila, Mestre e Doutor em Engenharia Mecânica-Aeronáutica pelo ITA e Tecnólogo em Mecatrônica, Oswaldo Barbosa Loureda, dá mais detalhes do equipamento que está sendo desenvolvido. “O protótipo é basicamente um respirador mecânico de emergência manual, que pode ser acionado de maneira automática. O protótipo possui dispositivos, acessórios, fontes, sistemas de controle e sensores, sistema de refrigeração, e fica dentro de uma caixa para que seja seguro e fácil de transportar”, esclarece.
O engenheiro conta ainda que ao longo do desenvolvimento do respirador a equipe descobriu que era possível melhorar o projeto. “A ventilação pulmonar, em tratamento intensivo, é muito delicada. Não é tão simples pressurizar o pulmão do paciente como muita gente está pensando. Muitas pessoas estão usando válvulas pneumáticas diretas, mas a ventilação mecânica pulmonar tem uma série de parâmetros de regulagem e de sistemas de segurança, e nós temos tentado reproduzir o que os ventiladores comerciais fazem. Assim, nós percebemos que a bolsa plástica, projetada no início dos trabalhos, não seria o mais interessante, e por isso foi substituída por uma microturbina que nós projetamos em impressora 3D, assim como é feito em vários ventiladores comerciais. Isso faz com que o nosso ventilador emergencial seja de baixo custo e mais próximo dos respiradores comerciais”, garante Loureda.
Com a propagação do novo Coronavírus e a falta de respiradores, o coordenador do projeto diz que a ideia do protótipo surgiu para suprir a demanda nacional. “Eu mesmo tive Covid-19 e logo no começo da doença fiquei pensando nesse cenário de falta de respiradores. Então nós começamos a pensar em alternativas e chegamos ao desenvolvimento de um projeto que utilizava motores automotivos, peças desenvolvidas em impressoras 3D, considerando um cenário onde não é possível importar peças, visando atender emergencialmente essa demanda dos hospitais”, lembra Loureda.
Além do empenho de pesquisadores do Campus da IFSP em São Carlos e de professores e alunos da Unila, o projeto conta ainda com a parceria de uma startup de tecnologia espacial que viabiliza diversos recursos da indústria aeroespacial. Segundo o Professor e Médico Luiz Fachini, da Unila, o protótipo está quase pronto. “Ainda estamos tentando usar sistemas de sensores alternativos que não sejam importados. Essa é a última etapa do desenvolvimento e acredito que dentro de uma ou duas semanas nós teremos o protótipo pronto já para ser testado em pulmões artificiais e simuladores”, comemora Fachini.
De acordo com o Professor Loureda, desde o início do projeto a ideia era desenvolver o respirador para torná-lo domínio público, com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O problema é que estamos vendo muita coisa estranha na internet, sem segurança,  então nós não sabemos se vamos realmente abrir essa tecnologia ou se vamos comercializar por meio de uma empresa, mas a ideia é salvar vidas nesse momento de emergência, esse é o nosso foco principal. Nós ainda não estamos pensando no modelo de negócio e certamente precisamos da aprovação da Anvisa. Nós acreditamos que por meio de um protótipo bem consistente e sofisticado, como estamos fazendo, a gente consiga uma certificação, uma liberação da Anvisa nesse momento de emergência”, diz.
O coordenador do projeto do ventilador mecânico ressalta ainda a grande vantagem do equipamento que está sendo desenvolvido. “A grande sacada desse projeto é que esse respirador vai sair muito barato, na casa dos R$ 300, R$ 400 quando for fabricado em série, e isso pode salvar a vida de muita gente”, conclui. 

Adido agrícola brasileira na Argentina avalia saída do bloco e as negociações que podem fazer do Brasil uma potência no setor

Mercosul: Brasil terá mais destaque no agronegócio

Nesta semana os países membros do Mercosul foram sacudidos com a saída da Argentina das negociações do bloco em andamento com países como Canadá, Japão, Coreia do Sul e Vietnã, mantendo apenas os acordos já firmados com a União Europeia a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta). O argumento dos país é que voltaria mais a atenção para a demanda interna e controle da crise econômica, agravada com a pandemia de coronavírus (Covid-19).

A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil (US$ 1,17 bilhões) e o Brasil por sua vez é o principal da Argentina (US$ 2,26 bilhões). Entre os produtos que o Brasil mais compra está o trigo, arroz, malte, frutas, produtos hortícolas e leite em pó. Já a argentina compra tratores produzidos no Brasil, celulose, soja em grãos, produtos de cacau, algodão, café verde e carne suína.

Nessa relação bilateral, especialistas avaliam que quem mais perde com a saída do bloco é a Argentina. O Portal Agrolink conversou com a adido agrícola do Brasil na Argentina, Priscila Rech Pinto Moser, sobre o trabalho realizado no país vizinho e as negociações que estão em tramite para o agronegócio brasileiro. A profissional está em Buenos Aires desde 2017. Atualmente o Brasil e Mercosul negociam com Canadá, Coreia do Sul , Cingapura, Líbano e Tunísia. União Europeia e Efta já está em fase de redigir acordo. Ainda não se sabe que setores e produtos do agronegócio serão beneficiados. Confira a entrevista:
"Nós entendemos que o Brasil tem que se mostrar como parceiro confiável, que prioriza e cumpre as suas relações e prazos"

"A Coreia do Sul é o 9º maior consumidor de alimentos e tem oportunidade para milho, trigo, suíno congelado, farelo de soja, carne bovina desossada e congelada" 

"A nossa relação bilateral agrícola é ótima. Vemos a disposição dos dois países de continuarem trabalhando juntos, de forma coordenada"

Portal Agrolink: como repercutiu no agro a saída da Argentina?
Priscila: na visão do Brasil, principalmente com a pandemia, devem ser firmados acordos substancias e efetivos para assegurar a comercialização sólida de produtos brasileiros. Nós entendemos que o Brasil tem que se mostrar como parceiro confiável, que prioriza e cumpre as suas relações e prazos. A firmação de acordos comerciais propricia este ambiente.  Os principais países que competem com o Brasil já se beneficiam de preferências de acordos de livre comércio em setores- chave do agronegócio. Temos que buscar isso também, principalmente neste momento. O governo argentino, que assumiu em dezembro, passado já vinha com ritmo e visão diferente em relação ao Brasil e afirmou que essa decisão de sair do Mercosul visava priorizar as demandas internas com a Covid-19 e que a Argentina estava com receio da entrada de muitos produtos estrangeiros  que poderia aprofundar mais a crise econômica do país. As entidades do agro argentino entraram em contato conosco por meio de documentos oficiais e manifestaram a insatisfação com essa medida. A nossa expectativa era de encerrar e consolidar as negociações mais avançadas até o final deste ano ou começo do ano que vem. Com a pandemia esse prazo fica prejudicado. A Argentina não está saindo em definitivo. Inclusive no futuro ela pode vir a aderir a acordos assinados em sua ausência do bloco.

Portal Agrolink: esse episódio pode repercutir em produtos e negociações do agro brasileiro?
Priscila:  as negociações com a União Européia não foram prejudicadas e correm normalmente. Inclusive a Argentina deixou claro que as negociações que estão acontecendo não serão prejudicadas. Cabe agora ver como vão ocorrer essas negociações com diferentes mercados e resultados. Por exemplo: a Coreia do Sul é o 9º maior consumidor de alimentos e tem oportunidade para milho, trigo, suíno congelado, farelo de soja, carne bovina desossada e congelada. Cada mercado vai ter a sua particularidade e oportunidade para cada um de nossos setores. 

Portal Agrolink: quais as prioridade de trabalho neste momento de pandemia?
Priscila: em plena pandemia o Brasil conquistou dois recordes: o de produção com a maior safra da história e o de exportações agrícolas. Temos três prioridades de trabalho: primeiro o abastecimento. Garantir que não faltem produtos no mercado interno para a população. Pra mim essa pandemia mostrou a importância do produtor rural e a complexidade do setor do agro, dar valor ao lugar de onde vem a comida para a mesa. A segunda prioridade é a não interrupção do livre comércio entre países, buscando a facilitação do comércio com os rigorosos protocolos sanitários que devem ser seguidos. Por exemplo: aqui na Argentina introduzimos as certificações sanitárias digitais para o comércio e o MAPA flexibilizou a certificação veterinária internacional para a entrada de cães e gatos no país. Isso facilitou a repatriação de brasileiros que podem ingressar no Brasil durante a pandemia com atestado veterinário e a carteira de vacinação da raiva em dia. E a terceira prioridade é a continuidade do acompanhamento dos avanços da agenda bilateral. Tivemos uma reunião em fevereiro, com autoridades dos dois países, onde foi feita uma agenda de trabalho. Com isso foi possível avançar em diversas questões interessantes para produtos brasileiros. Conseguimos este ano a abertura de mercado para sêmen suíno, carne de rã, lanolina, recortes de pele bovina para gelatina, produtos agrícolas termoprocessados o que inclui ovos e outros produtos, reprodutores e embriões bovinos, lácteos destinados à alimentação animal e também negociamos atualização  de certificado de importação e exportação de lácteos para alimentação humana. Conseguimos avançar em diversos temas e o trabalho segue para avançar ainda mais até maio e junho deste ano. 
 
Portal Agrolink: como vem se desenvolvendo o trabalho como adido agrícola na Argentina?
Priscila: foram grandes oportunidades de representar o Mapa em diversas rodadas de negociações internacionais, como o acordo Mercosul/UE finalizado no meio do ano passado, Mercosul e Efta finalizada em agosto e Mercosul e Cingapura. Foram diversos fóruns e eventos como reunião dos ministros do G-20, da FAO, entre outros. Nosso trabalho mais intenso é em certificação sanitária e fitossanitária. Como resultado tivemos aberturas de mercados, além dos mencionados, como soro bovino, gelatina e colágeno, seis espécies de flores, abacate, carne suína curada, peixes vivos, milheto, heparina crua bovina, unificação de certificado sanitário para carne suína fresca, atualização de certificado sanitário para produto suíno termoprocessado e internalização da resolução da cachaça. O trabalho do adido agrícola por aqui é intenso e constante. A relação bilateral é ótima. Vemos a disposição dos dois países de continuarem trabalhando juntos, de forma coordenada, com apoio dos ministros da Agricultura de Brasil e Argentina. Ainda fico até o final de 2021 aqui, com expectativa de avançar em mais temas.

Portal Agrolink: que orientações o Mapa e a ministra Tereza Cristina têm feito para o trabalho dos adidos?
Priscila: busca de melhores condições de acesso dos produtos do agro para novos mercados. Desde janeiro de 2019 obtivemos a abertura de 48 mercados, em 23 países. Outra diretriz é o estudo de políticas agrícolas e as legislações de interesse da agricultura nos países onde acontece nosso trabalho. O monitoramento de eventuais mudanças nas políticas sanitárias e  fitossanitárias; participação em eventos  de interesse do agronegócio representando o Mapa; acompanhamento de ações de cooperação na área agrícola incluindo políticas ambientais, combate a fome e desenvolvimento rural; promoção da imagem e do agro brasileiro. Os adidos têm informações e relações privilegiadas onde podem identificar tendências e oportunidades, padrões de consumo, qualidade para traçar cenários para o que pode favorecer o Brasil em comércio exterior. Infelizmente existe uma desinformação e desconhecimento sobre a agricultura brasileira e nosso papel também é esclarecer sobre isso.

Com circulação no interior do Paraná, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do Estado, a revista Sindirural é uma publicação do Sindicato Rural de Cascavel, uma das mais respeitadas representativas do setor no Paraná.

A revista

Com conteúdo totalmente direcionado aos interesses do produtor rural, a revista é distribuída gratuitamente para 2.200 assinantes, dentre eles empresas do agronegócio e a lideranças políticas do Oeste paranaense, bem como a representantes de poderes constituídos instalados em Curitiba e Brasília e organizações estaduais e federais ligadas ao segmento rural. É encaminhada, ainda, aos 178 sindicatos rurais patronais do Paraná, prefeituras do Oeste e a todos os agrônomos e médicos veterinários do município.


DADOS TÉCNICOS
Meses de circulação: Jan/fev, Mar/abr, Mai/Jun, Jul/Ago, Set/Out, Nov/Dez
Fechamento comercial: Todo dia 27 do mês anterior à circulação.
Tiragem: 3 mil exemplares.
Contato comercial: Jair Reinaldo dos Santos - Fones (45) 9972-6113 e (45) 3037-7829 (NewMídia Comunicação)
Contato editorial: sr. Paulo Vallini - Fones (45) 99972-88603 e (45) 3224-3735 (Sindicato Rural de Cascavel)

A revista é um espaço privilegiado para a difusão de novas práticas e tecnologias voltadas ao campo.

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 Ser um instrumento de defesa dos interesses do setor agropecuário e de apoio no esforço para estimular e promover a produção e o trabalho, através de conteúdo exclusivo e produzido especialmente visando a necessidade de informação dos nossos leitores. Para cumprir essa missão, foi idealizada a revista SindiRural, publicação bimestral do Sindicato Rural Patronal de Cascavel.Impõe-se, ainda, como porta-voz das angústias e reivindicações de quem se dedica à atividade agropecuária e cumpre também o objetivo difundir a necessidade e importância da organização no setor rural.

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