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NOTÍCIAS / Coronavírus

  • 07/05/2020 Coronavírus

Mesmo com Covid-19, PIB da agropecuária cresce 2,4%, segundo Ipea

Soja e café terão melhores desempenhos neste ano, enquanto pecuária e cana-de-açúcar preocupam


As incertezas econômicas são grandes nesses tempos de Covid-19, e fazer estimativas não é uma missão fácil. No caso da agropecuária, porém, boa parte do que define o desempenho do setor já é conhecida.

Essa é a explicação de José Ronaldo Souza Júnior para estimar um avanço de 2,4% no PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário brasileiro deste ano.

Ele é diretor do Dimac (Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas) do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Souza Júnior faz essa afirmação porque a soja, que tem peso de 26% no PIB da agropecuária e deverá crescer 6,4% neste ano, em relação ao anterior, está praticamente colhida.

Boa parte dela, inclusive, já chegou ou está a caminho da China, o principal importador da oleaginosa do Brasil.Diante de tanta incerteza na economia brasileira e mundial, porém, o Ipea faz uma segunda estimativa. No caso de um cenário de estresse, o instituto projeta um avanço de apenas 1,4% para este ano. Em março, a estimativa para o PIB da agropecuária era de 3,8%.

Mesmo que o setor tenha uma evolução inferior à prevista anteriormente, a agropecuária deverá destoar dos demais setores da economia, que deverão ter redução na taxa do PIB neste ano, segundo Souza Júnior.

Os números se referem à produção em sua etapa primária. Ou seja, a chamada produção dentro da porteira.

O desempenho da agropecuária tem um bom auxílio da demanda externa, principalmente pela grande necessidade chinesa de soja e de carnes.

Internamente, no entanto, a perda de renda deverá afetar o mix de consumo, em especial no setor de proteínas.

Para o diretor do Ipea, o consumidor de carne bovina que perde renda vai para as carnes suína e de frango. O destas, consumirá mais ovo.

Na avaliação dele, há incertezas, portanto, sobre a pecuária. É um setor que deverá refletir mais rapidamente a queda de demanda no país. Atualmente, pelo menos 73% da produção de carne bovina fica no mercado interno.

A estimativa do Ipea é que o crescimento previsto de 3,5% na produção bovina, em março, não se confirme mais. A evolução agora é estimada em 1,1%. A produção de carne suína, prevista em 4,5%, deverá ser de 3,9%.

As novas projeções derrubam também as estimativas para aves vivas, cuja produção sobe apenas 0,6%, mas mantêm a de ovos em 5,4%.

O Ipea coloca ainda algodão, fumo e cana-de-açúcar na lista dos produtos que vão ter um desempenho pior do que o previsto em março. Café, laranja e arroz, porém, melhoram o desempenho. O milho cai 3,5%.
Esses números têm como base um cenário normal e não refletem uma possível situação de estresse.


fonte: folha de sp


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