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  • Data de publicação: 10/05/2022

Perdas de Nitrogênio e a Complementação de Fertilidade

Rafael Winterfeld Barbieri

Notadamente, o agronegócio brasileiro vive um divisor de águas, diante da dificuldade na obtenção de fertilizantes e demais produtos para a produção agrícola, com alta nos custos de produção, nas últimas safras, pela crise sanitária da COVID-19, quadro agravado com  a guerra na Ucrânia, causando temor de desabastecimento de fertilizantes no mundo e contribuindo para elevar ainda mais a apreensão no setor agrícola.

Interessante ressaltar, nesse contexto, que esse quadro de coisas levou à uma corrida pelo desenvolvimento de novas tecnologias na tentativa de reduzir a dependência externa de fertilizantes, que em sua maior parte provém do Leste Europeu, de onde procede praticamente toda a matéria-prima para as lavouras brasileiras, como herbicidas, inseticidas e fungicidas, dentre outros.

Ao acompanhar o desenvolvimento da cultura de soja, safra 2021/2022, nos municípios de Guarantã do Norte e Novo Mundo, no norte do estado de Mato Grosso, na mesma região do eixo da BR 163, constatou-se a real urgência de novas tecnologias para fortalecer o agronegócio, especialmente quanto à fertilidade do solo e à sanidade das plantas.

E como consequência desse cenário desafiador ao produtor de grãos do Brasil, surge um quadro muito promissor para quem tem opções que atendam as necessidades de fertilidade e nutrição das plantas, sendo que em Guarantã do Norte e Novo Mundo, por exemplo, foi possível constatar, também em várias lavouras de milho na safrinha 2022, uma deficiência de Nitrogênio (N), elemento fundamental para a produção do grão.

Apesar da dificuldade de obtenção de fertilizantes, pelos fatores já mencionados, alguns produtores resolveram plantar a safrinha de milho em sua melhor janela, que são os meses de janeiro e fevereiro, e nessas lavouras se constatou a necessidade do elemento (N), haja vista que houve muita chuva na região no início deste ano, decorrentes do prolongamento do fenômeno “La Niña”.

Como se sabe, o Nitrogênio, no caso da ureia 46% (N), é um elemento muito volátil que chega, em certos casos, à uma volatilização de mais de 80% no campo, especialmente em casos de intempéries e altas temperaturas, combinadas com outros fatores e, logo, as lavouras de milho plantadas com antecedência acabaram tendo uma falta de (N), algo que se deu não pela falta da dispensação adequada desse elemento nas lavouras, mas devido aos fatores mencionados, chuva em excesso e altas temperaturas. Com isso, acabou-se perdendo esse nutriente, antes que a planta tivesse a absorção necessária do elemento.

Além da temperatura, outros fatores que também influenciam diretamente na volatilização da ureia 46% (N) a campo são o pH, a umidade e a quantidade de resíduos orgânicos na superfície do solo, elementos que têm influência direto na atividade da urease. Após a aplicação de ureia, ocorre a formação de carbonato de amônio durante a sua hidrólise, em um processo rápido nos solos (3 a 7 dias após a aplicação da ureia), o que envolve o consumo de prótons, aumentando o pH do solo ao redor do grânulo do fertilizante, proporcionando perdas por volatilização, independente do pH original do solo.

Para mensurar a quantidade de Nitrogênio (N) a ser aplicada é preciso se levar em conta ao menos dois fatores: a produtividade esperada de grãos e a cultura anterior presente na área. Esses dois parâmetros servem para estimar a quantidade de N já disponível no solo, pois plantas leguminosas como a soja, podem deixar cerca de 15 kg de N por tonelada de grãos produzidos. De tal modo que é por demais importante conhecer alguns pontos como por exemplo, o histórico da área; a quantidade de matéria orgânica do solo; a fonte de Nitrogênio; as condições edafoclimáticas (ou seja, tempo, clima, tipo de solo etc.); o sistema de cultivo (plantio direto e convencional); se o milho é de primeira ou segunda safra e, por fim o material genético utilizado. E caso o produtor conheça mesmo a sua área e faça o planejamento correto da adubação, ele consegue evitar essa deficiência de (N) no milho.

Fora essa preocupação com a possibilidade de enfrentar a falta de um elemento tão importante para o desenvolvimento da cultura, como é o Nitrogênio, o produtor ainda se depara com a questão da Complementação de Fertilidade, um dos fatores igualmente determinante para os melhores resultados na lavoura.

Em se tratando de Complementação de Fertilidade (CF) nas lavouras, seja de milho, de soja ou de qualquer outra cultura, a inovação e adoção de novas tecnologias já está trazendo excelentes resultados, que puderem ser constatados por produtores de Guarantã do Norte e Novo Mundo, justamente por terem optado por trabalhar com inovações no agro em termos de CF, com a adoção de um composto nutricional que é dotado de muita tecnologia aplicada, incluindo nanotecnologia e produtos biodegradáveis, como enzimas de alta assimilação que não agridem o meio ambiente e ajudam a trabalhar os microrganismos presentes no solo.

Os que optaram pela Complementação de Fertilidade em suas lavouras, e substituíram 50% de sua cobertura de Nitrogênio (N) por um complemento de fertilidade líquida via foliar, obtiveram produtividades superiores aos demais da mesma região, e não sentiram falta de (N) em suas lavouras. A planta acabou absorvendo o elemento de forma escalonada, de acordo com sua necessidade nutricional, e a cultura obteve um melhor desenvolvimento, não ocasionando o chamado “efeito chupeta” nas espigas de milho, evitando-se com isso a má formação de sua ponteira. Em muitos casos, isso tem uma representação expressiva na produtividade do milho, podendo provocar perdas de mais de 30% na produtividade, se não for suprida a necessidade do elemento (N). 

Em resumo, o Nitrogênio é fundamental no metabolismo das plantas, pois faz parte da formação da clorofila, que é um componente essencial para a fotossíntese, com participação estrutural e funcional nas células, sendo um componente de vitaminas, carboidratos, enzimas, aminoácidos e proteínas. Sua falta influi no desenvolvimento das culturas e representa prejuízos ao produtor.

Por isso, quando há Complementação de Fertilidade é possível garantir uma produtividade até superior se comparada às demais lavouras com a mesma cultura em sua volta, pois a tecnologia evita falta de (N) e a planta absorve o elemento de forma escalonada. Ou seja, a inovação traz benefícios financeiros ao produtor, sendo uma alternativa menos onerosa e mais vantajosa ao diminuir o custo com fertilidade e até mesmo o custo operacional da lavoura, pois pode ser alocada em suas aplicações de pulverização.

Para saber mais sobre essa tecnologia de Complementação de Fertilidade, seus resultados a campo e seus custos, basta acessar o site de uma das empresas do Grupo Agro 10 (www.agro10.com.br): www.agrotecbr.com.br, e fazer um cadastro, para receber todas as informações sobre a Complementação de Fertilidade que garante os melhores resultados.

* Rafael Winterfeld Barbieri é CEO da Agrotec.BR Agronegócios e Diretor Técnico do Grupo Agro 10 Negócios & Desenvolvimento.


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